Na pesquisa espontânea do Ibope, Romero Jucá é o 1º, seguido por Mecias. Ângela é a 3ª.

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A Coluna de Hoje | Publicada 00h10
O senador Romero em campanha pelo interior do Estado. É o favorito na corrida ao Senado. Foto | Facebook

O Ibope é certamente o instituto que oferece as pesquisas mais confiáveis de intenção de voto, junto com o DataFolha. Mas há uma incongruência nesse resultado apurado para senador de Roraima, divulgado no sábado passado pela TV Roraima. Se Ângela Portela (PDT) está em 3º na pesquisa espontânea, como pode aparecer em 1º no geral?

Por outro lado o que justificaria a preferência do eleitorado de Roraima por Ângela Portela? O que fez Ângela pelo Estado nesses 12 anos de Congresso Nacional para alcançar essa aceitação toda? Nada de relevante. O primeiro equívoco da professora foi aliar-se ao PT por puro oportunismo, tentando pegar carona no populismo dos governos de Lula e Dilma. O ‘petismo’ fracassou, Dilma foi cassada, colocaram Lula na cadeia. E o que fez Ângela? Largou o PT para livra-se do carma.

Na pesquisa induzida, onde Ângela surge em 1º – como diz sua própria etimologia – ela induz a pessoa a escolher um nome entre tantos oferecidos numa lista. Muitas vezes o entrevistado aponta para qualquer um, mesmo que não seja o da sua referência, um nome aleatório, e nem sempre será votado por ele no dia do pleito.

A pesquisa espontânea é que vale, porque consiste na resposta do eleitor entrevistado à pergunta que sonda sobre sua intenção de voto. É sempre a primeira questão de cunho eleitoral formulada. Capta o que se passa na cabeça do eleitor quando o assunto é a escola do seu verdadeiro candidato, pois a resposta vem da sua consciência, de sua vontade própria, sem qualquer estimulo de terceiros.

E o resultado do Ibope na espontânea foi o seguinte:

  • Romero Jucá (MDB): 15%
  • Mecias de Jesus (PRB): 13%
  • Ângela Portela (PDT): 10%
  • Luciano Castro (PR): 9%
  • Chico Rodrigues (DEM): 7%
  • Isamar Ramalho (PSL): 3%
  • Júlio Martins (PTB): 1%
  • Christian Santos (PATRIOTAS): 0%
  • Lourival (PSTU): 0%
  • Rudson Leite (PV): 0%
  • Telma Taurepang (PCB): 0%
  • Outros: 3%
  • Branco/ Nulo: 17%
  • Não sabe: 59%
A desgraça migratória 
Isso é que restou de um acampamento em Pacaraima que era ocupado por venezuelanos. Foto | Facebook

O que aconteceu sábado em Pacaraima, com a explosão do conflito entre brasileiros e venezuelanos, é a crônica de uma tragédia anunciada, que vem sendo alertado o tempo pela prefeita de Boa Vista, Teres Surita.

Teresa tem razão em sua preocupação porque a radicalização na fronteira terá consequências desastrosas se transposta para Boa Vista, onde está o maior contingente de venezuelanos.

Mas os ‘hermanos’ têm que entender que não são cidadãos brasileiros, logo seus direitos aqui não são parte de uma condicionante por conta dos tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário.

Não dá à eles, em hipótese alguma, a condição de querer impor a bel-prazer as maneiras e costumes do ambiente em que viviam na Venezuela.

Estão aqui na condição de refugiados logo terão que respeitar, além das normas, a figura dos brasileiros. Se quiserem conviver em harmonia, claro.

Temer anuncia mais medidas
Michel Temer durante reunia?o sobre situac?a?o migrato?ria, ontem no no Palácio da Alvorada. Fotos | Agência Brasil

Após cinco horas de reunião do presidente Michel Temer com ministros, o governo anunciou ontem (20) medidas sociais e na área de segurança para conter a situação de conflito em Pacaraima, onde brasileiros e venezuelanos entraram em confronto.

Entre as providências, está o reforço de 120 homens da Força Nacional, o estabelecimento de um abrigo fora da cidade e no caminho da capital Boa Vista e o envio de 36 profissionais da saúde para atender os imigrantes.

Dos 120 homens da Força Nacional que serão enviados, 60 embarcam nesta segunda-feira. Ainda não há data definida para a ida dos outros 60. Atualmente, já existem 31 agentes da Força em Pacaraima. Os profissionais de saúde que vão ser deslocados para atender os venezuelanos são voluntários ligados a hospitais universitários.

Há componente eleitoral
Assessor da Presidência culpa Suely Campos por incitar a desavença de roraimenses contra venezuelanos.

Durante a reunião de Temer, a avaliação do governo foi de que a situação de Roraima, onde houve um duelo no último sábado entre brasileiros e venezuelanos, tem forte componente eleitoral.

A leitura do Palácio do Planalto é que temerosa de perder a disputa pela reeleição, a governadora Suely Campos (PP), tem incitado a população a hostilizar os venezuelanos.

Segundo um dos participantes da reunião, Suely tem como bandeira eleitoral o mote de que está defendendo o estado contra a “República Bolivariana da Venezuela”, e culpando o governo federal por meio de ataques centrados ao senador Romero Jucá (MDB), que é líder do governo e exerce forte influência sobre o Executivo Federal.

— O ambiente está muito politizado. A governadora está fraca nas pesquisas, e tem colocado a questão como sendo uma briga contra a República Bolivariana da Venezuela”, o que é lamentável. Porque a questão tem que ser tratada como um assunto humanitário, e não feito uso eleitoral — diz esse integrante do governo que participou da reunião.

‘Suely incita violência’, diz assessor
A crise na fronteira obrigou o uso de foras policiais para evitar uma tragédia entre povos.

Segundo o assessor da Presidência, aliados políticos da governadora têm instigado a população contra os venezuelanos até com o uso de carros de som.

Para o governo, no entanto, o episódio de sábado foi pontual, e é mais “pirotecnia” do que um agravamento real da situação no estado. As medidas anunciadas pelo Planalto serão adotadas, segundo um ministro para perdurarem pelo menos até após as eleições.

— Isso é pirotecnia dos candidatos a prefeito e outros aliados (da governadora). Em Pacaraima, a situação é mais tensa, mas na capital e nas outras cidades o clima não está assim tão beligerante. Essa imagem de que a situação está conflagrada é artificial, movida pelas forças eleitorais locais — pontua. Fonte | Agência Brasil.

Intensificar a interiorização
O Governo Federal vai apressar a interiorização para retirar mais venezuelano das ruas de Boa Vista.

O processo de interiorização, que já levou venezuelanos de Roraima para outras regiões do país, será intensificado.

Além disso, haverá reunião nesta segunda-feira para concluir negociações em torno do início das obras do “linhão” que permitirá a integração de Roraima ao sistema elétrico nacional.

Uma comissão interministerial visitará Pacaraima para adotar providências adicionais. As medidas foram divulgadas em nota da presidência da República.

O comunicado destacou que o governo investiu mais de R$ 200 milhões em ações para apoiar a onda migratória e reduzir seus impactos para a população brasileira.

A verba, segundo a presidência, foi empregada na construção de 10 instalações que abrigam temporariamente os venezuelanos, além de duas quase concluídas; no reforço da fronteira para recepção adequada dos estrangeiros; e no programa de interiorização.

Venezuela pede proteção
Centenas de Venezuelanos ainda continuam nas proximidades de Pacaraima e correm risco.

A Venezuela pediu ao governo brasileiro que proteja seus cidadãos, após um ataque que destruiu abrigos de imigrantes venezuelanos no sábado (18), em Pacaraima.

Por conta desse episódio, deflagrado pela agressão a um comerciante brasileiro pratica por imigrantes, a Chancelaria venezuelana se comunicou com o Ministério das Relações Exteriores, segundo nota divulgada pelo governo de Caracas.

No contato, o Ministério venezuelano solicitou às autoridades brasileiras as “garantias correspondentes aos nacionais venezuelanos e que tome as medidas de proteção e segurança de suas famílias e bens”.

O governo venezuelano expressa “preocupação” com as informações de ataques a venezuelanos e sua expulsão de alojamentos. Segundo a nota, esse fato “violenta normas do Direito internacional” e vulnera os direitos humanos dos migrantes.

A revolta começou por causa de um assalto a um comerciante local, cometido supostamente por quatro imigrantes Foto: Almir Guerreiro

1.200 venezuelanos voltaram
Depois do confronto do sábado, centenas de venezuelanos ficaram acuados na fronteira sem ter para onde ir.

Cerca de 1,2 mil venezuelanos cruzaram de volta a fronteira do país com o Brasil, após os incidentes de sábado em Pacaraima, em Roraima, quando moradores da cidade atacaram barracas e abrigos dos imigrantes, inclusive ateando fogo, depois que um comerciante local foi assaltado e espancado.

De acordo com as autoridades locais, não há registro de feridos entre os imigrantes. O comerciante brasileiro que sofreu uma tentativa de assalto, supostamente por um grupo de venezuelanos, permanece internado em Boa Vista, e seu estado de saúde é estável.

As famílias venezuelanas que decidiram retornar ao país natal conseguiram atravessar a fronteira em segurança e com a integridade física garantida, informou o Exército.

O posto de identificação e recepção da Polícia Federal na fronteira, que chegou a ficar fechado ontem por questões de segurança, funciona normalmente ontem.


Nota à imprensa – Presidência da República

O Presidente Michel Temer reuniu-se com ministros e assessores para avaliar a situação no Estado de Roraima e determinar novas ações do Governo Federal.

Desde a configuração da crise migratória, autoridades federais têm visitado Roraima assiduamente – o que inclui duas visitas do Presidente da República.

O Governo Federal, atento à segurança e ao bem-estar dos brasileiros de Roraima, tem envidado esforços abrangentes para apoiá-los, reduzindo o impacto do afluxo migratório sobre a população local. Para tanto, já tomou providências que somam mais de R$ 200 milhões e incluem:

  • o ordenamento da fronteira, com controle e triagem adequados, e com a ampliação da presença da União nas áreas social e de segurança;

  • a construção de 10 instalações (mais duas estão quase concluídas) que abrigam, temporariamente, os venezuelanos; e

  • a interiorização dos migrantes para outros Estados.

Com o mesmo propósito de apoiar os brasileiros de Roraima, o Presidente da República determinou fossem tomadas as seguintes providências:

  1. a intensificação dos esforços de interiorização dos venezuelanos para outros Estados;
  2. o estabelecimento de abrigo de transição em Roraima, entre Boa Vista e Pacaraima, para atendimento humanitário dos migrantes que aguardam o processo de interiorização, de forma a reduzir o número de pessoas nas ruas;

iii.         a realização, amanhã, 20/8, de reunião com vistas a concluir as negociações para o início das obras do “linhão” que permitirá a integração do Estado de Roraima ao sistema elétrico nacional;

  1. o envio a Roraima, em 26/8, de 36 voluntários da área da saúde para atendimento aos migrantes, em parceria com hospitais universitários;
  2. o deslocamento de comissão interministerial para avaliar medidas complementares, que se somarão às anteriores já tomadas; e
  3. o reforço da Força Nacional em Roraima com mais 120 homens;

O Governo Federal está comprometido com a proteção da integridade de brasileiros e venezuelanos.

O Itamaraty está em contato com as autoridades venezuelanas. No dia de ontem, esse diálogo serviu, também, para que cerca de trinta brasileiros, que se encontravam em território venezuelano, pudessem retornar em segurança ao Brasil.

O Governo Federal continua em condições de empregar as Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem em Roraima. Por força de Lei, tal iniciativa depende da solicitação expressa da Senhora Governadora do Estado.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República


CONTATOS DO AUTOR www.peronico.com.br – e-mail: peronico.27@gmail.com – Facebook: Peronnico Expedito – Blog do Expedito Peronnico.

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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