Notas de 100 Bolívares servem de matéria-prima para a falsificação de dólares.

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A Coluna de Hoje | Publicada 00h13
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Grandes quantidades de bolívares foram apreendidas no Brasil e na Colômbia. Há indícios de que são usados para a falsificação de dólares.

Nas ruas venezuelanas, uma nota de 100 bolívares, a mais alta do país, vale apenas US$ 0,04 e não é suficiente sequer para um café na padaria. Nas mãos de falsificadores no exterior, porém, os bilhetes podem se transformar em até U$ 100. A saída de notas de 100 bolívares foi a justificativa usada pelo presidente Nicolás Maduro para fechar as fronteiras com Brasil e Colômbia. Com o Brasil, o trânsito foi reaberto na segunda (19) para carros e, no dia seguinte, para pedestres. Ao explicar a medida, Maduro disse que a Venezuela é vítima de “mãos de máfias vinculadas à direita” apoiadas pelo Departamento de Estado dos EUA, que estariam tirando o dinheiro em circulação para desestabilizá-lo e derrubá-lo do poder.

Nos últimos meses, houve ao menos sete grandes apreensões de bolívares só no Brasil. Quatro delas ocorreram em Roraima. A maior foi no dia 30 de março, em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. Um palestino foi preso pela PM com 17,5 milhões de bolívares em notas de 100 escondidas no carro –o equivalente a 175 mil cédulas. As outras ocorrências foram registradas em Guaíra (PR), Santa Terezinha de Itaipu (PR), ambas na fronteira com o Paraguai, e em Barra do Turvo (SP).

Na cidade paulista, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, em dezembro de 2015, 3,91 milhões de bolívares em notas de 100 e 50. No câmbio paralelo, o valor equivale apenas a US$ 1.419. O caso mais curioso é o de Santa Terezinha, onde a PRF encontrou, em setembro, 470 mil bolívares no carro de uma dupla sertaneja. Eles alegaram que receberam de um músico boliviano por um serviço prestado.

Segundo relatos da imprensa venezuelana, existe um grande comércio de notas de 100 na fronteira com a Colômbia. Em troca, o vendedor recebe 140 bolívares. De acordo com peritos colombianos citado pelo jornal “El Tiempo”, o bilhete venezuelano é ideal para a falsificação devido a seu baixo custo e por conseguir passar sem ser detectado em alguns tipos de teste de autenticidade. Em março, o jornal inglês “The Guardian” entrevistou um dos principais falsificadores de dólares do Peru, que usa notas de 10 bolívares para fabricar bilhetes de U$ 100. No processo, explicou o falsificador, o bilhete é descolorido para que seja impressa a imagem de Benjamin Franklin (1706-1790).

Governo de Suely terá R$ 3,528 bi em 2017
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A governadora Suely vai administrar um Orçamento de mais de R$ 3 bilhões e 500 milhões em 2017.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2017, com valor estimado em R$ 3.528.931.004,00, deve ser votada hoje na Comissão Mista de Orçamento e levada ao plenário com emendas e alterações na sessão ordinária de amanhã.

Algo inédito gerou uma espécie de acordo entre os deputados pra que a Assembleia repita para o ano que vem o mesmo valor do orçamento deste ano de 2016, em torno e R$ 200 milhões.

Os parlamentares vão abrir mão da correção dos 7% estendido para os demais entes, com a exceção do Tribunal de Justiça, dada à alta complexidade da instituição e para que amplie sua atuação em todo o Estado.

Prioridades estabelecidas
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O deputado Brito disse que o Orçamento é direcionado para as prioridades definidas pelo Governo.

O deputado Brito Bezerra (PP), que é líder do Governo na Assembleia Legislativa, salientou que o Orçamento do próximo ano priorizará Saúde, Educação e a Segurança Pública.

A Saúde terá um ajuste no percentual que passará de 12% para 18%”, lembrou, ao citar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 12, de autoria do deputado Mecias de Jesus (PRB), aprovada na semana passada.

Serão alocadas emendas de bancada para atender também a Segurança Pública. Vamos fechar um orçamento que seja viável, que atenda as demandas e que seja exequível, que o Governo possa realmente cumprir e honrar com os compromissos com o bolo orçamentário financeiro disponível”, disse Brito.

Larga o osso, Henrique!
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O conselheiro Henrique foi afastado das funções e da presidência do TCE por decisão do STF.

O fim do reinado chegou mais cedo para o conselheiro Henrique Machado. Ele foi afastado da presidência do TCE e da função por uma decisão da ministra Rosa Weber, por seu envolvimento no ‘Caso Gafanhoto’.

Ocorre que a decisão já publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJe), não basta para convencer Henrique de que o jogo para ele acabou. A sentença do STF já é do conhecimento de deus e todo mundo, mas Henrique, devoto da moda antiga, embora já tenha sido notificado pelo corregedor Essen Pinheiro, só quer aceitar lagar a posição se for notificado via AR – Aviso de Recebimento, algo não muito usual para os dias atuais.

Mas entre os conselheiros a decisões de Henrique não valem mais desde que o TCE foi oficiado do seu afastamento. E o corregedor já marcou para esta quarta, 28, a eleição de toda a Mesa Diretora.

Há dinheiro, falta o projeto
Jonathan conseguiu a verva mas é preciso que o governo confecione o projeto e execute a obra.
Jhonatan conseguiu a verba mas é preciso que o governo confeccione o projeto e execute a obra.

Dormita há meses na conta do Estado de Roraima um recurso conseguido pelo deputado federal Jhonatan de Jesus (PRB) para a completa revitalização do Parque Anauá, a maior área de lazer pública e Roraima, abandonada há anos.

É algo em torno de R$ 15 milhões dinheiro ‘carimbado’ suficiente para restaurar o parque e transformá-lo em espaço não apenas de repouso das pessoas, mas num polo esportivo como consta no projeto técnico.

Ocorre que se o Governo não urgir e aprontar o projeto e licitar a obra o dinheiro regressará para a origem, por decurso de prazo. E isso tem ocorrido com frequência justamente porque o governo ou retarda na confecção das normas técnicas ou não faz a contrapartida exigível.

Da última vez que experimentou um reparo o Parque Anauá testemunhou mais um escândalo no governo de Zé Anchieta: comeram quase R$ 5 milhões com uma obra de restauro que nunca chegou ao fim.

 Salários ajustados
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Os vencimentos dos escalões superiores na Prefeitura serão reajustados no decorrer de 2017.

A lei que reajustou o subsídio mensal do vice-prefeito, dos secretários e autoridades equiparados da administração municipal foi publicado na última edição do Diário Oficial do Município de Boa Vista. Foram reajustados também os vencimentos de dirigentes da administração indireta para o quadriênio 2017.

O subsídio mensal do vice-prefeito foi fixado em R$ 17 mil e dos secretários municipais no valor de R$ 16 mil. A lei n° 1.757, de 20 dezembro de 2016 é de iniciativa da mesa diretora da Câmara Municipal.

O quadro de valores financeiros dos servidores do primeiro escalão, conforme o texto aprovado, demonstrava que, atualmente, o vice-prefeito ganha R$ 15 mil. Como a nova proposta, ele receberá R$ 17 mil.

Os secretários e servidores de status semelhantes ganhavam R$ 11 mil, mas a partir de janeiro de 2017 esse valor sobre para R$ 16 mil. Não houve aumento no salário da prefeita Teresa Surita (PMDB), mantido em R$ 18 mil.

Escola de tempo integral
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No regime de tempo integral o aluno entram para o início da anauá e só deixa a escola no final do dia.  

Uma antiga ideia bem sucedida entre os anos de 1994 e 2002, na administração do ex-governador Neudo Campos, a escola de tempo integral estará de volta ao modelo de ensino no estado

A partir do ano que vem oito escolas de Roraima, sendo cinco da capital e três do interior, passarão a ter o ensino médio na modalidade tempo integral. Ao todo, 2.724 alunos serão atendidos pela nova categoria.

As oito unidades que foram aprovadas para a modalidade tempo integral são: Escola Estadual Ana Libória, Professor Antônio Carlos Natalino, Jaceguai Reis Cunha, Maria das Dores Brasil, Severino Gonçalo Cavalcante, todas em Boa Vista.

No interior foram selecionadas as escolas do Sul do estado: José Vieira Sales Guerra em Caracaraí, Padre José Monticone em Mucajaí e José de Alencar em Rorainópolis. Os alunos que ingressarem no primeiro ano do ensino médio em 2017 já irão aderir a nova modalidade.

Transição a partir do ano que bem
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O secretário Emanuel esclarece que o regime de tempo não abrirá novas vagas nas escolas em 2017.

A partir de 2017, as unidades que adotaram a nova modalidade de ensino, vão retirar gradativamente o ensino fundamental e a EJA. Em três anos elas só poderão oferecer o ensino médio de tempo integral. Conforme o secretário de Educação, Emanuel Alves de Moura, essas escolas não abrirão novas vagas para ingresso no ensino fundamental e nem na EJA.

“Os alunos da escola que estudam nessas modalidades permanecem até concluir o estudo porque a mudança será gradativa. A política do MEC é de separar as escolas por modalidades”, ressaltou.

O processo de implantação será gradual, em 2017 somente alunos que farão o 1º ano do ensino médio terão tempo integral. “Os alunos que cursarão 2º e 3º ano seguem o modelo curricular antigo, de somente um turno”.

Mais dinheiro para a saúde
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O deputado Hiran enalteceu a iniciativa do presidente Michel Temer por ter liberado os recursos.

O presidente Michel Temer sancionou, na semana passada a Lei 13.372/2016 que garante R$ 1,7 bilhão para ser aplicado na saúde pública de todos os 5.570 municípios brasileiros. O Estado de Roraima foi contemplado com R$ 6 milhões.

Segundo informou o deputado Hiran Gonçalves (PP), relator do Projeto de Lei de Crédito Suplementar 22/2016 na Comissão Mista de Orçamento, esses recursos servirão para reforçar o atendimento em áreas fundamentais como a assistência básica, a média e a alta complexidade.

“Temos que usar muito bem os R$ 6 milhões destinados ao Estado”, afirmou Hiran parabenizando o presidente Michel Temer pela decisão de liberar logo esses recursos.


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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