Palácio do Planalto vê pedido de Suely para fechar fronteira como ‘factoide eleitoreiro’.

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A Coluna de Hoje | Publicada 00h09
Suely formalizou junto ao STF um pedido para que o Tribunal ordene o fechamento da fronteira com a Venezuela.

No Palácio do Planalto os estrategistas políticos de Michel Temer classificaram de ‘factoide eleitoreiro’ o pedido que a governada Suely Campos encaminhou ao Supremo tribunal Federal (SFT) para que obrigue o Governo Brasileiro fechar a fronteira com a Venezuela a fim de travar a migração e evitar a entrada dos vizinhos que fogem da fome e da perseguição.

A iniciativa de Suely não encontra respaldo constitucional além de ferir acordos bilaterais do Brasil com os países do continente, o que geraria certamente reações internacionais. Segundo avaliação do Palácio do Planalto o pedido de fechamento da fronteira faz parte de uma estratégia política desesperadora de Suely Campos para dar uma satisfação ao eleitorado do estado e, com isso, dividir com o governo federal a responsabilidade pela situação emergencial provocada pela chegada em massa de venezuelanos ao estado.

A apreciação crítica dos assessores políticos de Temer faz sentido. Suely é candidata à eleição, amargando a maior rejeição entre os postulantes ao Governo além de ter o maior índice de desaprovação de sua desastrosa gestão, que beira os 90%. Ai foi recorrer ao STF, mesmo sabendo que sairá derrotada – o que será vergonhoso do ponto de vista político – para se manter na mídia. O que, convenhamos, vem conseguindo.

No núcleo palaciano, a avaliação é de que o pedido de fechamento de fronteiras não será aceito pelo Supremo porque há uma tradição histórica do Brasil de receber imigrantes. Há o reconhecimento no Planalto de que o fluxo de venezuelanos cria problemas reais para Roraima, com efeito imediato no debate da pré-campanha da sucessão estadual.

Esse contingente acaba criando uma sobrecarga nos serviços públicos e criando transtornos principalmente na capital Boa Vista. Para um ministro, Suely Campos tenta tirar de sua administração o ônus político do episódio.

Mais dinheiro: para quê?
Muitas famílias venezuelanas ainda continuam morando nas ruas de Boa Vista.

Não caiu muito bem em Brasília esta história da governadora Suely Campos pedir mais dinheiro para minimizar os problemas causados pela migração.

Até agora o governo do Estado pouco fez e não prestou conta de nenhum gasto. Os abrigos estão sendo mantidos pelo governo federal, Acnur e ONGs.

O que era para o governo fazer, não foi feito. A manutenção e limpeza dos abrigos. Dias atrás o Exército teve que fazer o serviço porque a sujeira era tanta que não dava para ninguém ficar no local.

Falta educação. Sobra violência
Para Jorge Everton a violência avança porque o governo não faz investimento em educação.

No último domingo, ao ser entrevistado no programa Linha de Frente, da rádio 93.3 FM, o deputado estadual Jorge Everton fez críticas contundentes ao governo de Suely Campos pela ausência de investimentos na educação, o que gera consequentemente aumento na violência no Estado.

Delegado de carreia da Polícia Civil, Everton avaliou que o governo precisa investir em educação para que o índice de criminalidade seja reduzido.

Segundo ele, quanto menos investimentos forem feitos na educação, mais verbas terão de ser aplicadas na segurança e, consequentemente, em presídios. O parlamentar criticou a atual gestão no executivo Estadual e assegurou que falta investimento.

Tenho andado pelos municípios e percebo que o descaso com a segurança pública é muito grande. Existem profissionais capacitados que querem atuar, mas o governo não dispõe de estrutura para isso. Retirou viaturas da rua e sobrecarregou os servidores que já estão atuando na corporação militar. Conversei com um militar do Sul do Estado e ele estava dobrando plantão por falta de efetivo. O governo precisa fazer concursos para que haja mais profissionais”, disse o deputado.

A primeira morte no HC
Novinho em folha, o Hospital das Clínicas já sofre sem estrutura básica e falta de equipamentos.

O que se previa e temia aconteceu: o Hospital das Clínicas, recém inaugurado, protagonizou ontem seu primeiro cadáver: um idoso de 65 anos morreu no domingo vítima e insuficiência respiratória.

A autônoma Querhol Sammar Macedo, de 35 anos, filha da vítima, denunciou que o pai de 65 anos morreu porque no HC não havia um desfibrilador para reanimá-lo e que isso pode ter sido agravante para a morte.

A filha explicou que o pai Flávio de Sena Dias estava internado no Hospital Geral de Roraima (HGR) mas foi transferido para o HC na última sexta (13), onde morreu durante na noite de domingo.

Mozarildo desiste. Uma pena
Mozaildo diz que foi traído dentro do próprio Partido que ajudou a se consolidar.

Um dos políticos mais bem qualificados de Roraima, o ex-deputado federal e ex-senador Mozarildo Cavalcanti parece ter desistido da vida púbica. Ele enunciou que não sairá mais candidato nas eleições deste ano.

Mozarildo foi o arquiteto de uma via política que possibilitasse garantir a ele a vaga de candidato ao Senado [pelo uma uma das duas vagas do grupo], mas foi traído dentro do Partido que escolheu para viabilizar sua eleição, o PSL.

O Partido, que terá Antônio Denarium candidato ao Governo, preteriu Mozarildo pelo pastor Izamar Ramalho e decidiu que a coligação majoritária terá apenas um nome ao Senado, contrariando a lógica da política onde geralmente se apoiam dois nomes.

E sentindo-se ‘escanteado’, como ele próprio manifestou em nota pública, Mozarildo sai de cena. Uma pena. Foi vítima dos velhos e surrados conchavos da velha política roraimense.

Senado debaterá migração
Imigrantes venezuelanos continuam atravessando a fronteira com o Brasil, em Pacaraima.

Três audiências públicas no Senado, esta semana, vão debater estrutura de assistência emergencial voltada aos venezuelanos. As reuniões serão realizadas nos dias 17 (hoje), 18 e 19 e foram agendadas pela comissão mista que analisa a Medida Provisória 820/2018.

A MP criou o Comitê Federal de Assistência Emergencial, responsável pela gestão de atendimento e definição de ações voltadas a esse fluxo migratório.

Nesta terça (17), a comissão vai ouvir representantes dos ministérios da Justiça, da Saúde, da Defesa e dos Direitos Humanos.

Na quarta-feira (18), a audiência será com representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Organização Internacional do Trabalho, Organização Pan-Americana da Saúde, embaixada do Canadá e do Ministério Público do Trabalho.

Na quinta-feira (19), participam representantes da Procuradoria-Geral da República, da Defensoria Pública da União, da Universidade Federal de Roraima e de organizações não governamentais que atuam na defesa dos direitos humanos.

Segundo dados da Polícia Federal, cerca de 40 mil imigrantes da Venezuela estão na capital, Boa Vista, e, em Pacaraima, que faz fronteira com a nação vizinha, mantém-se uma média de 350 novos migrantes a cada dia.

Balcão de negócios
Quatro secretários de Saúde de Suely passaram pela pasta em 3 anos e 3 meses de gestão.

Olha o que dá transformar uma pasta tão importante em balcão de negócios e entrega-la sob gestão de grupos políticos.

O secretário de Saúde Marcelo Batista pediu demissão do cargo e fez duras críticas a Suely Campos pela forma com que ela conduz os destinos da Pasta.

Batista mostrou que as unidades de saúde estavam jogadas às traças estavam, com macas nos corredores, falta de luvas, medicamentos e outros produtos e que agora que ele estava tentando dar um’ jeito’ na situação, preferiu se demitir.

Mas ficou claro que ele não iria aceitar imposições de políticos na sua administração. Batista foi o quarto secretário de Saúde. Antes dele estiveram lá Kalil Coelho, César Penna e o dentista Paulinho Linhares.

A rota dos cubanos
É pela fronteira com Bonfim que os cubanos chegam ao Brasil, vindos da Guiana.

Além da população pobre da Venezuela, cubanos estão chegando ao Brasil através de Roraima. Nos últimos dois anos, 3.744 deles entraram no país.

Os cubanos  partem de Havana direto para Georgetown, capital da Guiana, depois viajam até Lethen e entram em Roraima pela fronteira com Bonfim.

Eles formam o segundo maior contingente de estrangeiros registrados no período pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério das Relações Exteriores, atrás somente dos venezuelanos, superando haitianos e angolanos.

Ocorre que os cubanos não ficam aqui. Boa Vista serve apenas de base. O destino são os estados do sul e centro oeste.

 

Pavimentação no Jóquei | A Prefeitura de Boa Vista está mudando a infraestrutura do bairro Jóquei Clube, na zona Oeste da cidade. O local está recebendo obras de drenagem e pavimentação que vão levar mais qualidade de vida e segurança aos moradores. Ruas que antes eram motivo de reclamação por conta da falta de asfalto, hoje estão pavimentadas. É o caso das ruas Professor Valdecir Botosi, Antonieta Pereira de Melo, José Airton Almeida, Abdala Habib Fraxe, CJ-11 e outras. Quase três quilômetros de ruas do Jóquei Clube já foram asfaltados. Essas e outras vias do bairro receberão obras de infraestrutura que, além da drenagem e asfalto, também serão contempladas com calçadas e meio-fio.


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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