‘Povo venezuelano não é mercadoria para ser devolvida’, diz Bolsonaro sobre refugiados em Roraima.

Coluna de Hoje | Publicada 00h13

Bolsonao e Denarium divergiram sobre a questão migratória. “Não são mercadoria”, disse o presidente eleito.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro defendeu um rígido controle na entrada de refugiados venezuelanos que chegam ao país, através de Roraima. Ele afirmou que os venezuelanos fogem de uma ditadura e que o Brasil não pode deixá-los à própria sorte. Como medida para tentar resolver o problema, o presidente eleito sugeriu a criação de campos de refugiados.

“Os venezuelanos não são mercadorias para serem devolvidas” ao país natal. A proposta de “devolver” os refugiados para a Venezuela havia sido sugerida pelo governador eleito de Roraima, Antônio Denarium, correligionário de Bolsonaro no PSL, na última semana.

“A criação de campos de refugiados, talvez, para atender aos venezuelanos que fogem da ditadura de seu país”, disse durante cerimônia militar no Rio de Janeiro.

Bolsonaro disse que esteve em Roraima por duas vezes ao longo dos últimos quatro anos e que o estado não vai conseguir resolver a situação sozinho.

O presidente eleito disse que faltou ao governo brasileiro se antecipar ao problema e defendeu um controle migratório de venezuelanos mais firme. “Porque do jeito que estão fugindo da fome e da ditadura, tem gente também que nós não queremos no Brasil”.

“Fui mal interpretado”

Com Bolsonaro, Denaium disse ontem que foi mal interpretado. Foto | Facebook

O governador eleito de Roraima, Antonio Denarium (PSL), afirmou em nota que foi “mal interpretado” ao falar sobre a imigração desordenada de venezuelanos no estado, na entrevista concedida ao UOL na semana passada.

Denarium havia dito que o fechamento da fronteira seria uma das opções cogitadas para lidar com o grande fluxo de pessoas e defendeu a criação de um programa de devolução de venezuelanos para o país vizinho.

“Tem que ser feito um programa de devolução dos venezuelanos, uma ação do governo federal de reintroduzi-los na Venezuela”, afirmou na entrevista. No final de semana, Bolsonaro reagiu ao episódio, afirmando que “venezuelano não é mercadoria para ser devolvido”.

Após a crítica, Denarium divulgou nota dizendo que, “em nenhum momento, defendi a ‘devolução’ dos venezuelanos ao seu país, como se tais cidadãos fossem meras mercadorias. Na minha fala, utilizei por duas vezes, o termo ‘retorno’, uma vez que esse é um desejo manifesto de vários irmãos oriundos desse país”.

Migração: Denarium quer dinheiro

Venezuelanos continuam entrando todos os dias e se instala nas ruas de Boa Vista.

A solução para a migração de venezuelanos passa por mais investimentos federais em Roraima, por maior controle na entrada dos refugiados, por programas de acolhimento em outros estados brasileiros e de devolução dessas pessoas para o país de origem. A avaliação é do governador eleito de Roraima, Antônio Denarium (PSL), em entrevista à Agência Brasil.

Denarium disse que, mesmo antes de tomar posse, tratou da questão com o presidente eleito Jair Bolsonaro, com o governo do presidente Michel Temer e com parlamentares brasileiros e venezuelanos, representantes do Parlamento do Mercosul. Também abordou o assunto no encontro de governadores, uma vez que outros estados também recebem refugiados venezuelanos.

Para o governador eleito, a crise migratória é “muito séria” e está sobrecarregando os serviços públicos de Roraima, especialmente as redes de saúde, educação e segurança pública. “O governo federal tem de olhar de forma diferenciada a migração no estado de Roraima, trazendo mais recursos para atender a esse pessoal”, afirmou.

Segundo Denarium, entram no Brasil, por Roraima, de 800 a 1.000 venezuelanos ao dia, e boa parte não tem formação adequada para conseguir emprego. “Roraima está vivendo um caos. É preciso ter consciência que, em um estado com 500 mil habitantes, não vão caber 32 milhões de venezuelanos. Então, esse problema da migração de venezuelanos não é só de Roraima. É um problema do Brasil”, afirmou.

Indignação: é a palavra

Mulheres de militares protestaram em frente a casa de Suely na hora da festa.

O governo de Suely é algo realmente para ser esquecido: Vejam que em plena crise de dinheiro, devendo a todo mundo, a família da governadora foi fazer festa com banda de música e tudo para comemorar o aniversário de um dos membros do clã Silva Campos.

O ‘rega-bofe’ aconteceu na sexta-feira, na residência oficial da Praça da bandeira, no exato momento em que famílias inteiras estão acampadas nos arredores do Palácio do Governo tentando receber salários atrasados.

Sabedoras da festança as mulheres de policiais protestaram na calçada da casa de Suely, mas foram ignoradas. Óbvio, naquele instante parentes e convivas estavam a saborear ‘menu’, a base de camarão, salmão, música ao vivo e bebidas nobres.

Teresa quer saber

Teresa lançou um desafio sobre a postura das pessoas em elação às outras.

A prefeita Teresa Surita (MDB) aguçou a curiosidade dos internautas que a seguem em seus perfis (sempre dinâmicos e participativos) nas redes sociais.

Ela quer saber o seguinte:

Quem conhece aquelas pessoas que falam uma coisa e fazem outra? Defendem valores que não possuem. Se dizem éticos, falando mal do amigo ausente, falam de fidelidade espalhando segredo alheio, falam sobre verdade e pedem ao filho para dizer que não está em casa. Conhece alguém assim?”

Quem quiser colaborar com a questão que ponta lá sua opinião.

Raio-X no sistema prisional

O Sistema Prisional roraimense, em crise, passa por diagnóstico com a intervenção.

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) está fazendo um diagnóstico para conhecer a atual situação do sistema penitenciário de Roraima.

O estudo faz parte das providências iniciais para a execução do processo de intervenção, decretado pelo Governo Federal.

O processo de intervenção começou na semana passada quando um termo de cooperação entre o governo estadual e a União foi assinado.

A portaria que autoriza as forças de segurança federais atuarem no Sistema Penitenciário foi publicada na última quinta-feira (22).

Nomeado o interventor

Paulo Rodrigues foi designado para agir como gestor do sistema prisional roraimense.

Foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) do último dia 21 o decreto de nomeação dos servidores indicados pelo governo federal para a intervenção no Sistema Prisional de Roraima.

A governadora Suely Campos assinou o documento que tem validade, conforme publicação, até 31 de dezembro de 2018.

Foram designados Paulo Rodrigues da Costa, como Administrador do Sistema Prisional e Guilherme Astolfi Caetano Nico como coordenado do Centro Socioeducativo de Roraima.

ALE consegue acordo

A Assembleia Legislativa tem débitos por não recolher o INSS dos servidores.

Após cogitar bloquear o Fundo de Participação dos Estados (FPE) por causa de uma dívida ocasionada pelo governo estadual, a Receita Federal entrou em acordo com a Assembleia Legislativa de Roraima para que o débito seja quitado até 10 de dezembro.

Segundo explicou o delegado-adjunto da Receita Federal, Roberto Paulo, atualmente o Executivo está regular, mas o Legislativo tem débitos previdenciários por falta de pagamento a servidores comissionados.

“Tem a retenção da Previdência e a parte da contribuição da própria Assembleia, então, existem algumas parcelas atrasadas”, comentou. Caso a dívida não seja paga até o prazo estipulado, poderá haver o bloqueio, assegurou o delegado.

Gastos com senadores

O Senado vai gastar mais de R$ 3,6 milhões para acomodar novos senadores.

O Senado vai gastar R$ 3,64 milhões para auxiliar na mudança dos senadores cujos mandatos estão se encerrando e daqueles que se elegeram, registra o G1.

Eles receberão a ajuda de custo no valor de R$ 33,7 mil. Esses recursos serão desembolsados para auxiliar na mudança dos parlamentares de Brasília para os estados e dos estados para o Distrito Federal.

Já aqueles que se reelegeram terão direito a receber o benefício duas vezes — em razão do término de um mandato e do início de outro.


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