Prejuízos também para Roraima: Brasil toma calote de R$ 12 bilhões da Venezuela até o fim do ano.

*** A Coluna de Hoje /// Publicada 00h17 ***

No país do ditador Nicolás Maduro os contratos de compra não estão sendo cumpridos. Prejuízo bilionário.

O roraimense que realizou negócios com a Venezuela nos últimos meses, corre o risco de não receber pelo produto exportado. É que o Brasil já dá como certo um gigantesco calote do governo do ditador venezuelano Nicolas Maduro junto a empresas brasileiras, inclusive as daqui que estão relacionadas na carteira de Comércio Exterior.

Da dívida total de US$5 bilhões (R$15,6 bilhões), cerca de U$3,8 bilhões (R$12 bilhões) vencem este mês e em novembro próximo. O Brasil aposta em “beiço” da Venezuela. “A expectativa é de default (calote)”, informou ontem à Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados o embaixador Tarcísio Fernandes Costa, do Departamento de América do Sul do Itamaraty.

A dívida do desastroso governo Maduro junto a empresas brasileiras representa mais da metade do total de reservas internacionais. As reservas internacionais da Venezuela totalizam, hoje, U$9,8 bilhões. As reservas do Brasil somam R$ 350 bilhões. Com a penúria, a Venezuela entrou no chamado “default seletivo”, deixando de pagar credores variados e investidores dos seus papéis.

Emília escolheu novo secretário

Secretaria do Bem-Estar Social,Emília é quem faz a maioria das indicações para o 1° escalão da mãe Suely.

É de Emília Campos, secretária de Bem-Estar social e filha da governadora Suely Campos a indicação do cearense José Gomes da Silva para substituir o roraimense Jules Rimet de Souza Cruz na Secretaria de Educação.

‘Emprestado’ do Instituto Federal de Educação, Gomes estava em função menos expressiva, na vice-reitoria da Univirr, mas tem algo mais agregado ao seu valor profissional: a amizade de Emília Campos.

Será o 5º secretário de Educação na gestão de Suely. A seguir essa toada de 2 trocas por ano, ainda teremos 3 novos secretários para esta pasta até dezembro de 2018.

A escolha do professor Gomes resta claro que em Roraima, na visão do Governo de Suely, não há profissional capacitado para a função. Para Jules Rimet, tadinho, sobrou a vice-presidência da Comissão Permanente de Licitações – CPL.

Indicação desagrada a família

Selma Mullinari não aprovou a inciativa da sobrinha Emília, autora da indicação do professor Gomes.

Era visível – durante o desfile de 7 de Setembro (quinta-feira), o desconforto de Selma Mullinari – irmão de Suely, e atual secretária de Cultura – por conta da mudança na Educação.

Selma e os adjuntos – igualmente demitidos junto com Rimet – se isolaram num canto do palco e nem se aproximaram da governadora. Selma nem escondia de ninguém a sua indignação, pelo tamanho da ‘tromba’. Simplesmente porque a Educação – que tem um orçamento ultra-milionário – sai do controle da irmã e agora fica sob os pés da filha, sobrinha de Selma.

Selma foi a primeira secreta´ria de Educação do Governo de Suely. Apeada do cargo em meio a muitas crises que suas atitudes causaram, Selma deixou lá seu braço direito, Jules Rimet. Agora perdeu tudo.

César Pena, enfim, é exonerado

O dentista Paulinho Linhares comandará o terceiro maior orçamento estadual na Secretaria de Saúde.

Demissionário há mais de dois meses o médico César Ferreira Pena de Faria enfim foi exonerado do cargo de secretário de Saúde do Estado.

Deixou o posto impossibilitado de promover algo decente na saúde púbica estadual primeiro pela pressão dos filhos da governadora que lhe arrancava a autonomia para gerir o orçamento da pasta. Depois pela própria desordem no governo.

E para substituir Penna o escolhido foi, claro, o dentista Paulo Linhares, parente da família. A titularidade lhe foi ofertada também para que ‘Paulinho’ possa se viabilizar candidato a deputado federal em 208.

E se é para mudar. Mudamos! 

A caminhada de Shiská: Sefaz, Gabinete Civil e agora adjunto na Secretaria de Educação.

E nessa abastança de mudanças no Governo de Suely, a troca cadeiras aconteceu com substâncias no escalão de baixo. A mulher tocou um monte de secretários adjuntos.

Tirou o advogado e administrador Shiská Palamitshchece Pereira Pires da Casa Civil e colocou como adjunto na Educação. A segunda adjunta do professor Gomes é Maria Neusa De Lima Pereira.

A professora Anna Maria Gaspar Ferst, que era adjunta da Educação, foi transferida para a vice-reitora da Universidade Virtual de Roraima (Univirr), para não ficar desempregada.

E o advogado Herick Feijó Mendes foi nomeado secretário-adjunto da Casa Civil, em substituição a Shiská Pereira.

Dois bicudos se beijam? Claro que não!

A imagem diz tudo: Suely dá as costas para Brito (seu líder) e afaga o novo aliado, ex-desafeto na ALE.

A conveniência na política gera quase sempre dividendos para os dois lados. E nessa relação de interesses as vezes as feridas abertas no passado simplesmente cicatrizam sem a utilização de qualquer remédio.

Na formação da nova base na Assembleia, Suely Campos ‘regalou’ os novos em detrimento dos antigos, ou seja, os de casa. O que vem gerando raivas internas.

O líder Brito Bezerra, por exemplo, não reagiu publicamente mas está furibundo com os benefícios auferidos a Jânio Xingu, desafeto declaro no plenário da Assembleia.

Os que acompanham as sessões regulares na ALE devem lembrar do último embate entre Xingu e Brito. Enquanto açoitava Suely e sua família na tribuna, Xingu foi interrompido por um aparte de Brito.

E durante a penderia, Xingu abriu o ‘bocão’ e com o indicador apontado na direção de Brito, gritou: “você não é líder de coisa alguma. Não passa de um moleque de recados de Suely…”

Agora, por conta das tais conveniências, Xingu e Brito vão dividir a mesma sopa. Te cuida “Danadão”. Xingu não é bicho não, mas pode te morder… Abre o olho!

Irritando os ‘de casa’

Deputados que aderiram ao Grupo de Suely foram recebidos no Gabinete do Palácio Senador Hélio Campos.

Esse negócio de abrir as portas para ex-adversários não está deixando a turma da velha guarda de Suely na Assembleia nada contentada.

Ontem um dos antigos deputados da base – óbvio sua identidade será preservada – disse que não aguenta mais “essa palhaçada”.

Tem gente a um passo de expressar publicamente seu descontentamento. “Estou ficando irritado com tudo isso”, disse um deputado.

Tem mais 3 na agulha 

Suely cooptou quatro deputados para sua base. Aqui três deles são vistos ao lado dela.

Depois de cooptar e conseguir ajuntar 4 adversários (Jânio Xingu, Joaquim Ruiz, Odilon Filho e Coronel Chagas) em sua base o governo vai investir em mais três do agora G12.

A intenção é formar um grupo de 15 de deputados com dois objetivos apenas: primeiro conseguir a aprovação de um empréstimo de R$ 185 milhões junto ao Banco do Brasil, porque com apenas 12 deputados isso torna-se impossível.

O segundo intento é manipular o orçamento de 2018 e deixa-lo de acordo com os desejos políticos do Palácio Senador Hélio Campos para que possa ser manejado de acordo com as demandas da campanha.

Depois de conseguido esses dois desejos, aqueles aliados que foram aliciados com a oferta de alguma bugiganga no Governo, serão descartados. Ou levados a abandonar a nau governista.

 Nova denúncia: Jucá se defende

Os senadores Romero Jucá e Renan calheiros e o x-senador Sarney são alvos de nova denuncia da PGR.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra políticos do PMDB do Senado.

Foram denunciados os senadores Edison Lobão (MA), Jader Barbalho (PA), Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO), além do ex-senador e ex-presidente José Sarney. Também foi denunciado o ex-senador pelo PSDB e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Em nota, o senador Romero Jucá afirmou que “acredita na seriedade do STF ao analisar as denúncias apresentadas pelo PGR” e que “espera, contudo, celeridade nas investigações.” O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende Romero Jucá, afirmou que recebe a denúncia “com perplexidade”. Para ele, Janot demonstra que é contra políticos e partidos.

“Se fazem parte de um partido político que deu apoio a um governo que Janot é frontalmente contrário, essas pessoas poderão ser denunciadas sem nenhuma base legal. Esperamos que o Supremo Tribunal Federal não receba essa denúncia”, afirmou.

PMDB também divulgou nota em que afirma que a denúncia “é mais uma tentativa de envolvimento do PMDB e carece de provas por parte do Ministério Público”.

“Tais denúncias são fundamentadas apenas em delações – como veio a público recentemente – direcionadas e pouco confiáveis. O PMDB confia que o Supremo Tribunal Federal arquivará tais denúncias”, diz a nota.


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