Réu no STF por doação irrisória de R$ 150 mil, Jucá diz que estão tentando criminalizar a política. ‘Estou tranquilo’, afirmou.

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A Coluna de Hoje | Publicada 00h14
Jucá disse ontem que está tranquilo quando a investigação no STF e diz que vai provar inocência.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB), afirmou que provará sua inocência na denúncia recebida ontem (13) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, tornando-o réu. Segundo o senador, as doações recebidas na campanha de 2014 da empreiteira Odebrecht foram feitas de modo oficial e “os pedidos de investigação do Ministério Público Federal (MPF) buscam, na verdade, a criminalização da política”.

De acordo com o parlamentar, a doação, no valor de R$ 150 mil, foi devidamente declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e não houve “nenhum tipo de benefício” à construtora. Ele disse que “não tem nenhum motivo” para deixar a liderança do governo e, portanto, continuará no cargo. O senador foi denunciado com base na delação do ex-executivo da construtora Cláudio Melo Filho.

O STF não se manifestou quanto ao mérito da matéria, disse apenas que precisava ser instruído o processo. Portanto, estou tranquilo, vou responder tudo, provarei que sou inocente, que não houve nada de errado nessa doação, e portanto vamos aguardar e trabalhar com tranquilidade através dos nossos advogados”, disse Jucá, em entrevista a jornalistas no Senado, após ficar sabendo da aceitação da denúncia.

Ao justificar sua afirmativa de que a política está sendo criminalizada, o senador afirmou que a doação, oficial, foi feita a centenas de pessoas. “Portanto não há nenhum tipo de doação estapafúrdia, fora do limite. Foi uma doação de R$ 150 mil, uma doação pequena referente a outras doações feitas por essas empresas também”, afirmou.

Não é nenhum valor que pudesse configurar qualquer tipo de vantagem ilícita. E essas doações foram feitas para candidatos específicos que receberam a verba, que gastaram na campanha, que prestaram conta e que tiveram a sua prestação de contas aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral”, acrescentou Jucá, que é presidente nacional do MDB.

Ele explicou que o partido recebeu os R$ 150 mil da Odebrecht e repassou os recursos ao então candidato a governador de Roraima Chico Rodrigues, cabeça da chapa da qual seu filho fazia parte. Jucá negou ainda que a Odebrecht tenha sido beneficiada “na questão de medidas provisórias”.

Em nota, o MDB “lamentou que doações legais sejam criminalizadas com base apenas em depoimentos mentirosos de delatores”. “O partido reforça sua confiança na Justiça e espera que a verdade supere as insinuações”, diz o comunicado.

Defesa de Jucá nega acusações

Para Kakay a delação feita contra Jucá não traz provas nenhuma de doação ilegal.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou na sessão de ontem que a delação não traz provas de que Jucá tenha pedido a doação como contrapartida à apresentação das emendas.

Segundo Kakay, cabia a Jucá, então presidente do MDB (cargo que ainda ocupa), fazer pedidos de doações eleitorais às empresas.

O advogado afirmou ainda que todas as emendas apresentadas por Jucá defendiam interesses de um setor da economia, e não tratavam de pedidos específicos da Odebrecht.

A acusação, no entendimento de Kakay, abre uma necessidade de se discutir o papel do parlamentar nas democracias representativas.

O Senador agiu na absoluta competência que lhe dá o cargo ao defender emendas, de maneira clara e transparente, dentro de sua competência e atribuição. A época da discussão de determinadas emendas o Senador, enquanto Presidente do PMDB, e rigorosamente dentro da lei, solicitou, de maneira direta e sem subterfúgios, uma doação para uma campanha política. A doação foi feita de maneira legal, “caixa1”, e foi regularmente declarada. Não há nenhum link entre a doação e o trabalho parlamentar. É preocupante a hipótese de criminalizar a política”, diz o advogado.

5 meses sem o Crédito do Povo 

O benefício social do Governo do Estado não pago às famílias há nais de 5 anos.

O benefício que é pago pelo Governo de Roraima – que dizer, era pago – o Crédito do Povo não ‘cai’ na conta das famílias cadastradas há mais de 5 meses.

Os R$ 120 que seriam aumentados segundo promessa de campanha de Suely enquanto candidata, na verdade não faz mais parte do orçamento de famílias carentes que necessitam da quantia para algumas necessidades.

O ‘Crédito do Povo’ é de responsabilidade da Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), comandada pela filha de Suely, Emília Campos.

A desculpa do Governo é de que está impossibilitado de paga os míseros R$ 120 por conta do pagamento de altas parcelas da dívida contraída na gestão anterior.

Ou seja, pagar Crédito do Povo este ano, em pensar. Ao não ser que encontrem dinheiro para fazer politicagem mais na frente na véspera da eleição.

Defensores da violência no trânsito

Os radares instalados coíbem a violência no trânsito e educam condutores de veículos. 

O Procon da Assembleia, órgão até então de referência significativa na defesa do consumidor, parece ter desvirtuado seu conceito, agora eminentemente político. Certamente essa postura agora assumida vai de encontro ao desejo da população local.

É que o órgão embarcou nessa ‘marolinha’ formada por deputados da base do Governo que insistem em desestabilizar o ordenamento no trânsito de Boa Vista, com essa onda de que os radares que controlam a velocidade nas ruas de Boa Vista estão sendo utilizados como instrumentos da ‘indústria da multa’.

O Procon pede a suspensão imediata do funcionamento de todos os radares eletrônicos, os estudos técnicos com informações sobre os pontos onde estão instalados os equipamentos, a suspensão imediata das cobranças de todas as multas geradas em decorrência dos pardais, e que o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) suspensa imediatamente os respectivos lançamentos de pontos nas carteiras de motorista de quem foi atingido nessa situação.

Objetivo é atingir a prefeita

Os debates na Assembleia são direcionados à Teresa depois que ela anunciou sua pré-candidatura.

Toda essa campanha visa na verdade desestabilizar a prefeita Teresa depois que ela se manifestou sobre sua candidatura ao Governo do Estado. Uma campanha politiqueira, na verdade.

Depois que a Prefeitura de Boa Vista investiu na sinalização de praticamente todas as ruas e avenidas mais movimentadas da cidade, disponibilizando placas, redutores de velocidade e câmeras de monitoramento,

Curiosamente essas vozes se levantaram agora, quando os equipamentos já se encontram instalados desde no ano passado. O discurso na Assembleia Legislativa e nas redes sociais, é declaradamente eleitoreiro.

Quando as ruas de Boa Vista careciam de sinalização eletrônica de trânsito, onde o excesso de velocidade ceifava a vida das pessoas todos os dias, era comum parlamentares municipais e estaduais culparem a ausência de punição como um dos fatores que fomentavam a violência então galopante no trânsito da capital.

O fato é que os números não mentem e mostram que houve uma redução considerável nas infrações cometidas pelos motoristas, e principalmente no número de vítimas, com o reforço na fiscalização. Ademais quem foi multado é porque violou o limite de velocidade. Simples assim.

Meirelles no MDB?

O ministro Henrique Meirelles foi convidado por Jucá a se filiar no MDB. (Wilson Dias/Agência Brasil)

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), disse nesta terça-feira que o MBD já convidou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), para se filiar ao partido. Meirelles é um dos cotados para disputar a Presidência da República e discute migrar para o partido de Michel Temer durante a janela partidária, que se encerra em abril.

“Depende dele. O convite ao Meirelles para se filiar ao MDB já foi feito. O encontro [com Meirelles] não aconteceu, não tem nada marcado ainda não”, disse Jucá, que é presidente do partido. No último fim de semana, Meirelles se encontrou com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu para debater o cenário eleitoral.

Apesar disso, o ministro não se declara pré-candidato oficialmente. Ele afirma apenas que ainda está conversando com diversos partidos políticos e fazendo pesquisas qualitativas sobre qual projeto a população desejaria para o País. Meirelles tem até o dia 7 de abril para se desincompatibilizar do cargo de ministro para concorrer à Presidência.

PMBV tem Gestão Escolar Compartilhada

Teresa assinou ontem o termo de compromisso de gestão escolar compartilhada na educação do município.

A prefeita Teresa Surita assinou ontem (13) o Termo de Compromisso de Gestão Escolar Compartilhada. Este termo estabelece os direitos e obrigações dos partícipes, Prefeitura de Boa Vista, Secretaria Municipal de Educação e Cultura e Equipe Gestora.

Com a inciativa de esclarecer direitos e deveres de gestores, coloca-se como foco principal a qualidade do ensino e aprendizagem para a aquisição da autonomia na construção do conhecimento de cada aluno.

Ficam estabelecidas condições para execução e os critérios para monitoramento e avaliação do desempenho, a partir de indicadores de índices educacionais, que consideram a gestão de pessoal, administrativa e financeira de cada unidade de ensino da rede municipal de ensino.

Esse contrato é um compacto entre gestores para melhorar ainda mais a qualidade técnica e pedagógica. É o resultado de um trabalho de cinco anos, que começamos com o Saber Igual, e avançamos até chegar neste ponto. É um passo a mais para poder oferecer alfabetização, pré-escola, creche e ensino de muita qualidade, com atitudes diferenciadas. Temos metas a alcançar, e agora os gestores irão cumpri-las durante todo o ano”, destacou a prefeita.

Alan do Povão quer a vaga

Partidários de Alan do Povão ocuparam o plenário da Câmara, ontem de manhã. Foto | Shidartha Brasil

O vereador Wagner Feitosa está preso e afastado do cargo na Câmara de Boa Vista por 180 dias, por envolvimento com facções criminosas e desvio de dinheiro da Casa, mas mantem-se oficialmente na função e recebendo o salário.

Mas o suplente, Alan do Povão, iniciou ontem uma ofensiva para forçar sua posse na vaga de Wagner, inclusive mobilizando eleitores e simpatizantes no plenáio da Câmara para pressionar o presidente Mauricélio Fernandes.

Eu não aceito, como suplente, ficar aguardando os acontecimentos. Eu sou o herdeiro natural e de direito da vaga. E buscar esse direito de ser vereador na Justiça”, disse Alan ontem no Plenário da Câmara.

Na ALE, produtividade zero

Plenário da Assembleia quase vazio ontem em plena sessão ordinária da terça-feira.

Os deputados estaduais não demonstram preocupação nenhuma com a produtividade.

Ontem no primeiro dia da semana dedicado a realização de sessão ordinária, não aconteceu absolutamente nada de significativo, por falta de quórum qualificado, embora houvesse matérias relacionadas para votação.

Aconteceu apenas a leitura da ata da sessão anterior e o expediente. Não houve pronunciamentos embora 15 deputados tenham registrado presença no Painel Eletrônico.

Rede social não elege ninguémO diretor de Marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Facó, especializado em marketing digital pela Universidade de Harvard, tem uma má notícia pra quem enxerga nas redes sociais o caminho para uma vitória eleitoral: “As agências de marketing e consultorias querem criar um novo mercado e ficam alimentando um mito em torno do poder das redes sociais em uma eleição. Elas são só mais uma ferramenta. Não têm o poder de eleger ninguém.” Para ele, o grande problema de quem aposta no poder das redes é achar que o eleitor brasileiro é aquele que vive nos grandes centros. “A TV e o rádio ainda são os melhores meios de penetração nos rincões do País”.


CONTATOS DO AUTOR www.peronico.com.br – e-mail: peronico.27@gmail.com – Facebook: Peronnico Expedito – Blog do Expedito Peronnico.

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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