Roraima já tem mais de 600 mil habitantes, aponta IBGE. Crescimento populacional foi o maior do país.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h10

Boa Vista: a capital que mais cresceu no país.

A população brasileira foi estimada em 210,1 milhões de habitantes em 5.570 municípios, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa com o total de habitantes dos estados e dos municípios se refere a 1° de julho de 2019 e foi publicada ontem no Diário Oficial da União.

O estado de Roraima teve o maior aumento populacional, de 5,1%. Ano passado, a população estimada era de 576,5 mil habitantes, e este ano chegou a 605,7 mil — mais 29,1 mil pessoas.

Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, tem vivido uma onda de chegada de imigrantes venezuelanos – pelo menos 500 por dia – devido à crise econômica, política e social no país vizinho.

Apesar de ter registrado o maior aumento percentual, Roraima continua sendo o estado menos populoso, com 605,8 mil habitantes (0,3% da população total).

As estimativas populacionais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos. Fonte | IBGE.

Boa Vista foi quem mais cresceu

A migração elevou o crescimento populacional de RR.

Segundo o IBGE, Boa Vista foi a capital com maior taxa de crescimento da população no último ano, com um percentual de aumento de 6,35%. 

Ano passado, a estimativa era de 375,4 mil habitantes e este ano chegou a 399,2 mil. São 23,8 mil pessoas a mais morando em Boa Vista. O aumento da população tem relação direta com a chegada em massa de imigrantes venezuelanos que fogem da crise em seu país.

A estimativa feita pela Agência da ONU para refugiados (Acnur) é que cerca de 53 mil e 500 imigrantes vivem em Boa Vista, que acaba sofrendo com os impactos do aumento populacional em serviços essenciais como saúde e educação.

Apenas 6.500 venezuelanos recebem assistência e alimentação dentro dos abrigos geridos pela Operação Acolhida, do Governo Federal. A maioria vive em casas cedidas, alugadas, prédios abandonados e até mesmo nas ruas.

“No limite”, diz Teresa

Teresa: ‘não queremos dinheiro, queremos médicos’.

Embora as ações para lidar com a crise humanitária sejam de responsabilidade primária do Governo Federal, a prefeita Teresa Surita não tem medido esforços para manter a qualidade dos serviços oferecidos à população, tanto para brasileiros, como para imigrantes, mas relata as dificuldades enfrentadas pelo executivo municipal.

A prefeita confessa bastante preocupação com a situação e revela que Boa Vista está no centro da crise e no limite de sua contribuição. Ela diz que tem feito de tudo, dentro das possibilidades, para manter o atendimento em todas as áreas.

“Boa Vista tem um dos menores orçamentos entre as capitais do país, a economia local não gera empregos, a ajuda federal é pequena e os recursos emergenciais para a crise dos refugiados é destinada exclusivamente à população dos abrigos”, disse a prefeita.

Teresa espera que as autoridades federais tenham mais interesse pela situação dramática de Boa Vista. “Não pedimos recursos adicionais, precisamos de mais médicos, de um processo de interiorização mais rápido e dos atendimentos de nossas demandas”, concluiu. 

Agro em terras indígenas

Terras indígenas que podem receber o agronegócio.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição que prevê atividades agropecuárias e florestais em terras indígenas. Foram registrados 33 votos a favor, 18 contra e uma abstenção.

A PEC estabelece que as comunidades indígenas podem, de forma direta, exercer atividades agropecuárias e florestais em suas terras, com autonomia para a administração dos bens e a comercialização dos produtos.

Para seguir a tramitação, é necessário que seja instalada uma comissão especial para tratar exclusivamente do tema. No entanto, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que não criará a comissão especial no caso de surgir “alguma polêmica”.

“Se for algo que sinaliza com alguma polêmica, com algum encaminhamento que gere mais narrativas negativas para o Brasil, é claro que ela vai ficar onde está, apenas aprovada na CCJ”, disse Maia.

Conter os efeitos da migração

Parlamentares roraimenses reunidos no Palácio do Planalto.

Os parlamentares que compõem a bancada federal de Roraima, juntamente com o governador Antônio Denarium, reuniram-se ontem, com o ministro-Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni e ministro-Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, General Luiz Eduardo Ramos, para tratar sobre os impactos sociais gerados pela crise migratória.

O deputado Haroldo Cathedral (PSD) reiterou a cobrança por soluções efetivas e criticou a inércia do Executivo Federal para amezinhar os efeitos da crise.

“Essa responsabilidade precisa ser verdadeiramente compartilhada. O estado de Roraima não tem condições de absorver esse contingente de imigrantes. Investir apenas no acolhimento não está sendo suficiente. Os serviços básicos nas áreas da saúde, educação e segurança pública do Estado foram sobrecarregados e para este fim, não houve nenhuma ação do Governo Federal”, reclamou Haroldo.

Ela avaliou como positiva a audiência e falou que esta foi a primeira vez que os ministros pararam para ouvir e conhecer o atual cenário vivenciado em Roraima. 

Interiorização em massa

Denarium com Onix: ‘não queremos mais abrigos’.

O Governador Antônio Denarium disse ao ministro Chefe da Casa Civil e ao General Ramos, Ministro da Secretaria de Governo Federal, que a crise migratória em Roraima precisa ser estancada com mediadas mais efetivas do Governo Federal.

Denarium pediu que não sejam mais construídos abrigos em Roraima e que a Operação Acolhida faça uma interiorização em massa para desafogar o Estado, que apresentou crescimento populacional de mais 5%, segundo o IBGE.

Apesar de críticas e sugestões, o ministro Onyx firmou um compromisso de estudar as demandas de Roraima para liberar recursos que venham atender aos roraimenses.

O dinheiro gordo da Petrobrás

Reunião com Alexandre: dinheiro da Petrobrás.

Antônio Denarium e o colega Waldez Góes (Amapá) foram ao ministro do STF, Alexandre de Morais tratar de um assunto importante: dinheiro, muito dinheiro.

Os dois governadores defendem a destinação de recursos recuperados pela Petrobras na Operação Lava Jato, para as queimadas na Amazônia. O tema está em debate na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 568.

Denarium defendeu que parte dos recursos financeiros sejam descentralizados para os Estados que integram a Amazônia Legal para executarem as ações e políticas públicas diretamente por estarem mais próximos dos problemas e dos focos de incêndios.

Também participaram do encontro o deputado federal Jhonatan de Jesus, e os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre.

Governo oferece R$ 1 bilhão

O desmatamento avança na Amazônia e preocupa.

O governo propôs hoje investir R$ 1 bilhão do fundo da Lava Jato em políticas de preservação da Amazônia.

Ontem, ofereceu R$ 500 milhões, do total de R$ 2,5 bi liberados pelos Estados Unidos num acordo com a Petrobras.

Para atender governadores, que querem ao menos R$ 400 milhões destinados aos estados da região, o governo resolveu dobrar a oferta.

Teresa entregou ontem mais uma unidade Pró-Infância.

Nova Pró-Infância | A prefeita Teresa Surita entregou ontem a 34ª unidade de ensino municipal construída pela atual gestão em sete anos. A Proinfância Emília Rios Peixoto, localizada no bairro Cidade Satélite, tem capacidade para atender 300 crianças. Uma parte das crianças atendidas aguardava disponibilidade de vagas via Call Center. A faixa etária atende dos 2 aos 3 anos e 11 meses. As demais crianças têm até 5 anos e 11 meses e moram no mesmo bairro da nova creche, pois a gestão municipal acredita que quanto mais perto de casa as crianças estudarem, melhor será o aprendizado delas. “Essa creche era uma obra esperada há muito tempo, nós tivemos muitos problemas para poder concluí-la, porque aderimos uma licitação do Governo Federal, mas a empresa quebrou e tivemos que fazer todo um processo de licitação de novo para a gente chegar até aqui”, explicou a prefeita Teresa Surita. A nova creche conta com espaços lúdicos, confortáveis, estrutura moderna e acessibilidade. Os alunos também receberam uniformes novinhos para começarem o aprendizado com estilo. “Hoje é com muita satisfação que estou no Cidade Satélite entregando a primeira das três creches que o bairro vai receber. É um motivo de muito orgulho para mim. Eu gostaria de agradecer todo o pessoal da Educação, pela dedicação quem tem em relação ao trabalho que desenvolvem em todas as escolas”, disse a prefeita.

Anistia a Nicolás Maduro

Nicolás Maduro já avisou que não renuncia.

Um alto diplomata americano disse que os Estados Unidos não vão processar ou buscar outra forma de punir o presidente Nicolás Maduro se ele voluntariamente deixar o poder.

Elliott Abrams, enviado especial do governo de Donald Trump para a Venezuela, diz não ver indício de que Maduro deseje renunciar.

Mas sua oferta de anistia foi uma mensagem a Maduro depois que os dois líderes falaram sobre conversas envolvendo integrantes do alto escalão dos dois países, algo que Abrams disse que não aconteceu.

Mas os líderes de oposição na Venezuela não ofereceram imunidade a Maduro, a quem acusam de comandar um governo corrupto que deixou muitos venezuelanos sem comida, eletricidade ou remédios.

CONTATOS DO AUTOR

www.peronico.com.br – emails: peronico.27@gmail.com / blogdoperonico@gmail.com / expeditoperonico@gmail.com Facebook: Peronnico Expedito – Blog do Expedito Peronnico.

Mais Noticias

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: