Situação precária: Presidente Temer chega hoje a Boa Vista para tratar da migração venezuelana.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h12m

Jucá esteve com Temer e o convencer de vir a Roraima conhecer a situação migratória e anunciar medidas.

O presidente Michel Temer vai interromper o feriado de carnaval hoje para vir a Boa Vista para tratar da situação do estado com a migração de venezuelanos. É a primeira vez que Temer põe os pés por aqui.

Ainda não há informações sobre a agenda de Temer na cidade. Sabe-se apenas que terá reunião com autoridades locais para marcar uma posição sobre a crise e dará um duro recado ao ditador Nicolás Maduro, responsável por esta situação e se encontrará com a governadora Suely Campos, às 11 horas, na sede do Executivo estadual, para tratar da situação do estado com a imigração de venezuelanos.

Segundo o Palácio do Planalto, Temer deve ser acompanhado pelos ministros da Defesa, Raul Jungmann, do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, da Justiça, Torquato Jardim, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. De acordo com a Assessoria de Comunicação do Planalto, após a visita o presidente voltará para a base naval da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, onde passa o carnaval com a família.

Na última sexta-feira (9), Temer disse que a posição do Brasil é de uma atuação “diplomática, responsável e contestadora” em relação ao que está ocorrendo no país vizinho e que o Brasil busca uma ajuda humanitária aos venezuelanos que atravessam a fronteira.

Em visita a Boa Vista na semana passada, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, anunciou um projeto-piloto para absorver mão-de-obra de venezuelanos que têm chegado ao país pela fronteira com Roraima.

A informação sobre a visita de Temer foi divulgada pelo senador Romero Jucá (MDB) em sua conta no Twitter, e confirmada pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto. Com informações | O Globo e Agência Brasil

Temer endurece com Maduro e reforça fronteira

A fronteira escancarada (Brasil-Venezuela) em Pacaraima, favorece aos imigrantes que chegam aos montes.

A chegada em massa de venezuelanos fez o Brasil decidir aumentar a presença militar na fronteira em Roraima e realocá-los em outros estados, enquanto o presidente Michel Temer subiu o tom contra o governo de Nicolás Maduro ao culpá-lo pelo fluxo.

Atualmente, centenas de venezuelanos chegam a cada dia ao estado da Região Norte fugindo da fome, da escassez de medicamentos básicos e da instabilidade política no país vizinho.

Temer atribuiu diretamente a Maduro a responsabilidade pela fuga em massa:

— Nós estamos em um embate diplomático com a Venezuela. Estamos a todo momento buscando uma ajuda humanitária. Agora, discordamos da forma como as coisas estão caminhando lá. E essa forma como as coisas caminham é que geram os chamados refugiados. Hoje são milhares de venezuelanos que entram lá por Roraima. Portanto, nossa atuação é diplomática, responsável e contestadora do que acontece lá.

Censo e controle do fluxo

Venezuelanos que perambulam pelas ruas de Boa Vista serão submetidos a um questionário.

Temer destacou que os ministros da Defesa, da Justiça e do gabinete de Segurança Institucional estiveram em Roraima na quinta-feira para examinar as condições dos venezuelanos.

Segundo o presidente, um decreto assinado na semana passada para garantir documentos de identidade provisória para refugiados ajudará o Brasil a ter melhor controle do fluxo e a dar-lhes condições de buscar trabalho adequado.

O Brasil segue os passos da Colômbia, que anteontem anunciou novos controles migratórios e reforços de segurança em seus 2.200 quilômetros de fronteira com a Venezuela. Segundo o Departamento de Migração, mais de 550 mil venezuelanos estão em território colombiano de forma regular ou irregular, e o número deve superar um milhão no meio de 2018.

Teresa pede compreensão

Teresa reconhece a crise migratória mas pede compreensão para a situação dos venezuelanos.

A prefeita de Boa Vista Teresa Surita manifestou-se novamente sobre a questão dos venezuelanos depois das ocorrências da semana passada, onde duas residências que abrigam imigrantes foram atacadas.

  • Aqueles são contra meu pensamento, sinto muito! Sou transparente e clara nas minhas opiniões e tenho obrigação, como Prefeita, de fazer o melhor pelas pessoas e por nossa cidade e assim faço todos os dias. Fico pensando qual a razão de algumas pessoas terem atitudes xenofóbicas, disse ela.

Teresa conta que Roraima sempre teve uma relação próxima com a Venezuela, seja com Santa Helena, com a Gran Sabana, para subir o Monte Roraima, “que fazemos através da Venezuela, ou com as praias de Margarita”.

Por nossa posição geográfica, a Venezuela sempre foi opção de lazer e descanso. Reações de ódio, aversão ou profunda antipatia em relação aos estrangeiros não cabem! Famílias, crianças (pelo amor de Deus!), serem queimadas por manifestações xenofóbicas é inadmissível, inaceitável!

A prefeita disse esperar sinceramente que a população entenda esse momento de crise humanitária que se vive “e nos ajude a superá-la da melhor forma possível”.

Xingú é que manda na ‘falecida’ Codesaima

Xingú é quem indica os diretores na quase morta Codesaima depois que se aliou ao Governo.

Loteada e a beira da morte a Codesaima tornou-se ‘patrimônio’ do deputado Jânio Xingu desde que aliou-se ao governo de Suely no final do ano passado.

É dele a indicação do atual presidente, Deyvison Corrêa Fernandes, anunciado na semana passada para o lugar de Ronaldo Lemos Nobre, também indicação sua [Xingu].

Deyvison é uma espécie de ‘faz tudo’ do deputado aproveitador. Servidor do gabinete de Xingu há anos na Assembleia. Mas isso não importa.

O que vale na verdade é inchar com apaniguados a empresa quase morta, geradora de altíssimos gastos públicos, transformando-a no maior ‘cabide de empregos políticos’ do Estado.

Indígenas fazem ameaça. É crime

Indígenas da região já bloquearam a estrada em outras ocasiões para protestarem.

Índios da comunidade Boca da Mata, na serra de em Pacaraima, ameaçam fechar a BR-174 nesta segunda-feira, 12, para reivindica melhorias para a população local.

Os organizadores pretendem fechar o acesso na direção do norte do Estado até a fronteira tempo indeterminado para chamar atenção das autoridades no que consideram um “abandono da educação indígena”.

Indígenas afirmam que desde o dia 22 de janeiro a empresa que transportava cerca de 68 alunos de várias comunidades adjacentes e da sede de Pacaraima suspendeu o transporte escolar por conta do atraso no pagamento das empresas que prestam serviço no local.

Mas peraí num foram eles mesmos que insistiram na demarcação de suas terras, uma espécie de esterilização social? Então que tratem de se prover, ora!

Ademais se bloquearem a rodovia estarão cometendo crime, previsto no Artigo 5° da Constituição onde diz que é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz. Ou seja estarão infringindo o direito de ir e vir da pessoas, garantido por lei.

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