Suely pede que STF ordene o fechamento da fronteira com a Venezuela. Para Temer, ‘incogitável’.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h12

O Governo de Roraima quer que o STF mande o Governo Brasileiro fechar a fronteira com a Venezuela.

O governo de Roraima ingressou ontem com uma ação no Supremo Tribunal Federal pedindo que a União fortaleça a fiscalização na fronteira com a Venezuela em segurança, saúde e vigilância sanitária, pedindo que a fronteira seja fechada temporariamente até que isso seja implementado.

Na ação no STF, Roraima pede ainda a viabilização de recursos adicionais para o Estado lidar com a atual demanda de serviços públicos, inflada pelo grande número de imigrantes venezuelanos, ou a limitação da quantidade de refugiados a um número compatível com a capacidade operacional do país.

Para a governadora Suely Campos a atitude é um último “suspiro” de Roraima nas negociações com o governo federal. Segundo ela, sete projetos, que significariam cerca de R$ 100 milhões em recursos para o Estado, já foram protocolados em diversos ministérios, como o da Defesa e o da Segurança Pública e para ela não há nenhuma ação sendo tomada celeremente

A ação no STF cita a “omissão da União no controle das fronteiras nacionais” e afirma que a falta de controle da fronteira teve como consequência o aumento da criminalidade, a elevação dos atendimentos nas unidades de saúde do Estado, o aumento das matrículas para o ensino público, a criação de quatro abrigos e epidemias.

“O desequilíbrio social e econômico que essa forte migração está causando em nosso estado não foi previsto em nenhum tratado internacional”, argumenta Suely Campos, defendendo que a “excepcionalidade” da situação exige “atitudes mais rígidas”.

“A responsabilidade sobre a guarda das fronteiras é do governo federal. Tenho insistido que sejam adotadas ações concretas, mas o que está sendo feito até aqui não atende aos anseios do que o estado precisa”, acrescentou a governadora. Fonte | Agências de notícias

Temer descarta fechamento

Temer, que já esteve aqui com Suely este ano, disse que não cogita-se fechar a fronteira.

Ao tomar conhecimento da inciativa de Suely o presidente Michel Temer se manifestou sobre o pedido de fechamento da fronteira, feito ao STF pela governadora de Roraima. “Incogitável”, disse ele.

“Não é hábito do Brasil [fechar fronteiras]. O Brasil não fecharia fronteiras e nem espero que o Supremo venha a decidir dessa maneira. O contrário. Quando fomos lá [a Roraima], nós dissemos: ‘haverá fiscalização […]’. Então fechar fronteira é incogitável”, afirmou o presidente, que está no Peru para participar da Cúpula das Américas.

Temer disse que o governo federal vem tomando medidas que, segundo ele, foram pleiteadas pelo governo do estado.

Acabei de verificar a petição e percebi o seguinte: muitas das medidas lá pleiteadas estão sendo tomadas – recursos, pessoas que vão para lá para dar assistência social, assistência médica. Eu mesmo estive lá. Eu creio que esse pleito não sei se ele tem, com a devida vênia, muita significação”, disse o presidente.

‘Santa paciência’, ironiza ministro

A fronteira aberta em Pacaraima propicia a entrada de venezuelanos sem o menor embaraço.

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, rechaçou enfaticamente a proposta de fechamento da fronteira do Brasil com a Venezuela solicitada pela governadora Suely Campos “Essa é uma ideia… Tenha santa paciência”, disse o chanceler no lobby do hotel que hospeda a delegação brasileira na capital peruana, Lima, para a 8ª Cúpula das Américas.

“O governo federal está fazendo muito, ajudando tanto o governo do Estado, como as prefeituras”, disse o ministro, ao ser questionado sobre a ação do governo de Roraima no STF.

Temos recursos materiais, gente ajudando, colaboração com a sociedade civil. Estamos fazendo muito e vamos fazer tudo o que for necessário”, disse Nunes. Ao chegar ao hotel minutos antes, o presidente Michel Temer não falou com a imprensa.  Fonte | Agências de Notícias.

Planalto vê motivação ‘eleitoreira’

Os venezuelanos continuam fugindo ao país vizinho e refugiando-se em Roraima todos os dias.

Palácio do Planalto avaliou que ação do governo de Roraima de pedir o fechamento fronteira com a Venezuela faz parte de uma estratégia política da governadora Suely Campos (PP) para dar uma satisfação ao eleitorado do estado e, com isso, dividir com o governo federal a responsabilidade pela situação emergencial provocada pela chegada em massa de venezuelanos ao estado.

No núcleo palaciano, a avaliação é de que o pedido de fechamento de fronteiras não será aceito pelo Supremo porque há uma tradição histórica do Brasil de receber imigrantes.

Há o reconhecimento no Planalto de que o fluxo de venezuelanos cria problemas reais para Roraima, com efeito imediato no debate da pré-campanha da sucessão estadual.

Para um ministro, Suely Campos tenta tirar de sua administração o ônus político do episódio. Fonte | Blog do Camarotti
Suely abre ‘guerra’ à Assembleia

A relação de Suely com Jalser deve azedar por conta da ação no STF contra emendas da Assembleia.

A governadora Suely Campos ajuizou no STF Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para que sejam suspensas emendas ao Orçamento deste ano que aumentaram em R$ 44,6 milhões o Duodécimo dos Poderes.

O ministro Dias Toffoli é o relator do pedido do Governo com quem Suely se encontrou em Brasília onde reforçou a concessão de medida cautelar para suspender imediatamente os efeitos das emendas promulgadas pela Assembleia Legislativa de Roraima, após a derrubada dos vetos que Suely Campos fez à LOA, logo após o recesso.

A iniciativa de Suely abre guerra ao presidente da Assembleia Jalser Renier e à maioria dos deputados, porque diminuirá o orçamento do Poder Legislativo no atual exercício. A derrubada do veto de Suely foi promovida por 22 dos 24 deputados. Naquela sessão apenas Brito Bezerra e Gabriel Picanço se posicionaram contrários.

A ação sustenta a inconstitucionalidade das emendas inseridas na LOA, que aumentaram o orçamento dos poderes em percentuais acima dos 4,5% estabelecidos LDO.

As alterações promovidas pelo Poder Legislativo aumentaram os orçamentos dos poderes em média de 7,88% além do índice de correção da receita estadual estimada para 2018, que é de 4,5%”, esclareceu.

Tá, tá, tá, tá afundando!

Servidores da Lidan vivem verdadeira ‘via crúcis’ tentando receber salários de cinco meses. 

E enquanto Suely desfilava pelo Planalto Central, por aqui, no lavrado roraimense, seu governo segue a bancarrota. Se desmanchando.

A disputa política na Saúde, ocasionou o pedido de demissão do secretário Marcelo Batista e a demissão de secretários adjuntos.

Há manifestações de servidores por falta de pagamento de salários, outros reclamam do consignado que não foi repassado aos bancos, o governo não paga terceirizadas, nem fornecedores, nem o transporte escolar.

O Governo não paga servidores da CERR, Ader, Femarh, Codesaima, terceirizadas e não faz investimentos em setores vitais.

A gestão de Suely chegou ao fundo do poço. E parece não haver saídas. A tendência é permanecer por lá até o fim.

A pífia passagem de Bolsonaro 

Bolsonaro veio mas não injetou ânimo na candidatura de Antônio Denarium. Foto | Divulgação

Se servir como referência para a campanha de Antônio Denarium, a passagem de Jair Bolsonaro por Boa Vista dimensiona bem como será sua candidatura: um fracasso.

O deputado falastrão foi recebido por poucas pessoas no Aeroporto – em torno de 300 – participou de uma carreata, fez comício na praça do Centro Cívico 9umas – mais umas 300 pessoas – e fez o lançamento oficial de sua pré-candidatura e de Denariun no CTG – outras poucas de centenas de pessoas.

Com metade das cadeiras vazias o evento n CTG começou com uma hora de atraso. O público formado basicamente por fiéis do pastor Isamar Ramalho recebeu o pré-candidato sob os gritos de ‘mito’.

Então pelo volume de pessoas envolvidas em todos os eventos aqui promovidos, evidencia-se que há muito foguetório em torno do ‘mito’, só isso.

E fica mais provado que o nome de Denarium, cristão novo na política, não vingou.

O ‘mito’ de araque

Os roraimenses certamente não conhecem o caráter traiçoeiro de Jair Messias Bolsonado, o deputado que parece ter encantado muita gente por aqui, acima da linha do equador.

Mito, segundo os dicionários, é uma ficção, um ser sobrenatural, um herói, uma figura cuja existência não pode ser comprovada e domina o imaginário coletivo.

O “mito” Jair Messias Bolsonaro, 62 anos, tem como marcas as posições extremadas, a postura de enfrentamento constante e os discursos agressivos, em que reivindica ser o defensor e restaurador da ordem perdida.

A postura de Bolsonaro pode ser avaliada por expressões chocantes, ditas diariamente por ele e ao longo de sua vida público, conforme apanhado abaixo:

”O erro da ditadura foi torturar e não matar.” (Jair Bolsonaro, em discussão com manifestantes)

”Pinochet devia ter matado mais gente.” (Bolsonaro sobre a ditadura chilena de Augusto Pinochet. Disponível na revista Veja, edição 1575, de 2 de Dezembro de 1998 – Página 39)

”Seria incapaz de amar um filho homossexual. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí.” (Jair Bolsonaro em entrevista sobre homossexualidade na revista Playboy)

”Não te estupro porque você não merece.” (Jair Messias Bolsonaro, para a deputada federal Maria do Rosário)

”Eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados” (Bolsonaro para Preta Gil, sobre o que faria se seus filhos se relacionassem com uma mulher negra ou com homossexuais)

”A PM devia ter matado 1.000 e não 111 presos.” (Bolsonaro, sobre o Massacre do Carandiru)

”Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater.” (Afirmação de Jair Bolsonaro após caçoar de FHC sobre este segurar uma bandeira com as cores do arco-íris)

”Você é uma idiota. Você é uma analfabeta. Está censurada!”. (Declaração irritada de Jair Bolsonaro ao ser entrevistado pela repórter Manuela Borges, da Rede TV. A jornalista decidiu processar o deputado após os ataques)

”Parlamentar não deve andar de ônibus”. (Declaração publicada pelo jornal O Dia em 2013)

”Mulher deve ganhar salário menor porque engravida” (Bolsonaro justificou a frase: ”quando ela voltar (da licença-maternidade), vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano”).


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