Temer decreta uso de Forças Armadas para reforçar segurança na fronteira de Roraima.

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A Coluna de Hoje | Publicada 00h13
Temer anunciou ontem medidas para reforçar a segurança em Roraima por conta da migração venezuelana.

O presidente Michel Temer autorizou ontem (28) o uso das Forças Armadas em Roraima para reforçar a segurança no estado. Temer anunciou a medida em um pronunciamento no Palácio do Planalto. A medida ocorre dez dias depois do confronto entre brasileiros e venezuelanos em Pacaraima.

Segundo o presidente, o emprego das Forças Armadas será para garantir a lei e a ordem em Roraima. De acordo com ele, o objetivo é oferecer segurança aos brasileiros e também aos imigrantes venezuelanos, que buscam apoio no Brasil.

Ao falar sobre a crise na Venezuela, Temer disse que o país enfrenta um quadro “dramático”, acrescentando que o “desastre humanitário” causado pela crise é resultado das “péssimas” condições às quais o povo venezuelano está submetido.

“Devo dizer, desde logo, que o Brasil respeita a soberania dos estados nas ações, mas temos que lembrar que só é soberano um país que respeita e cuida do seu povo”, afirmou o presidente.

Em seguida, acrescentou que o Brasil fará “todos os esforços em todos os foros internacionais” para melhorar a situação da Venezuela. “Vamos buscar apoio na comunidade internacional para adoção de medidas diplomáticas firmes que solucionem esse problema”, completou.

Mesmo diante do quadro, acrescentou o ministro Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional), o governo não cogita fechar a fronteira para os venezuelanos nem decretar intervenção federal em Roraima.

A fronteira de Roraima e Venezuela é uma das áreas mais sensíveis do país e principal porta de entrada de imigrantes no território brasileiro. Fonte | Agência Estado e redes

Suely quer mais dinheiro
A migração trouxe problemas sociais e muitos gastos, segundo afirma Suely Campos.

A governadora Suely Campos (PP) afirmou ontem que o Governo Federal atendeu ao pedido feito pela governadora Suely Campos, solicitado por ofício ao presidente Michel Temer, em 8 de agosto de 2017,para decretar Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na faixa de fronteira do Município de Pacaraima com a Venezuela.

A decisão de hoje, dia 28, da Presidência da República, reforça a necessária segurança da fronteira de responsabilidade da União, mas é insuficiente para amenizar os impactos que o intenso fluxo migratório tem provocado em Roraima, nas áreas de segurança, saúde e educação.

Em conversas telefônicas ontem com o ministro da Defesa, general Silva e Luna, a governadora Suely Campos reafirmou os pedidos feitos ao presidente Temer de ressarcimento de R$ 184 milhões e instalação de Hospital de Campanha em Boa Vista para reduzir a demanda nas unidades de saúde do Estado.

Suely voltou a pedir reforço da Força Nacional de Segurança para atuar junto com as forças estaduais de segurança em Pacaraima e em Boa Vista e a autorização imediata do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para reforma da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, cujo projeto arquitetônico já foi apresentado e os recursos estão em conta. Fonte | Ascom Governo

‘Só dinheiro não resolve’, diz Padilha
Para o ministro Eliseu Padilha liberar dinheiro apenas não resolve o problema da migração.

O ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, disse ontem (28) que o envio de dinheiro do governo federal para Roraima “não resolve nada neste momento”.

Segundo o ministro, o aumento da transferência de imigrantes venezuelanos para outros estados, processo chamado de interiorização, é que vai resolver os problemas enfrentados pelo estado.

“O que faria o dinheiro? O dinheiro não resolve nada neste momento. Estamos com serviço de saúde custeado pelo governo federal, com serviço do Ministério do Trabalho, Polícia Federal, Receita Federal. Os órgãos que estão cuidando dos venezuelanos são de responsabilidade do governo federal”, disse Padilha.

Segundo o ministro, é preciso ampliar o processo de interiorização dos venezuelanos, já que Roraima não comporta um número maior de imigrantes do que os que já estão lá.

O problema venezuelano se resolve com a distribuição deles por todo o território nacional. Eles não podem ficar em Boa Vista ou Pacaraima. As cidades não comportam mais venezuelanos do que aqueles que já tem lá. Fonte | Agência Brasil

“Não sou oposição’, reitera Jucá
Jucá entregou a liderança mas reitera que não será nem inimigo nem adversário do presidente Michel Temer.

O senador Romero Jucá (MDB) reafirmou ontem (28) não ter virado oposição ao presidente Michel Temer (MDB), embora tenha deixado a liderança do governo no Senado na segunda (27). A declaração foi feita em postagem no Twitter.

O novo senador que ocupará a função de defender os interesses do governo na Casa ainda não foi anunciado pelo Palácio do Planalto.

Ontem, Jucá foi ao Planalto comunicar a Temer a decisão. Oficialmente, ele argumentou que tomou a decisão por “discordar” da maneira como a questão da entrada de venezuelanos em Roraima vem sendo tratada pelo governo federal.

Tem gente que gosta de distorcer os fatos . Ontem deixei a liderança do governo para ter a liberdade de discordar e cobrar uma posição que defendo em rr e que não é a do governo. Em nenhum momento disse que rompi ou fui para a oposição.

Questionado se sua ação seria uma tentativa de se “descolar” da imagem de Temer – cuja gestão é considerada ruim ou péssima por 73% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha – Jucá voltou a negar: “Temer não tira um voto em Roraima”.

O senador já tinha ressaltado que sua saída da liderança não representa um rompimento com o governo e afirmou que permanece no cargo de presidente do MDB.

Mais 187 foram embora
Mais um grupo de venezuelanos embarcou ontem para Manaus, João Pessoa e São Paulo.

Ontem (28), 187 venezuelanos deixaram Boa Vista, capital de Roraima, e seguiram para Manaus (65), João Pessoa (69) e São Paulo (53) em busca de novas oportunidades.

Ao longo da semana, 276 venezuelanos serão transferidos de Roraima para outros estados em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Conforme previsão da Casa Civil da Presidência da República, que coordena a ação, somando os meses de agosto e setembro, o processo de interiorização incluirá mais de mil venezuelanos.

E projeto prevê a transferência de 400 venezuelanos por semana para todas as regiões do país.

Maduro chama hermanos
Maduro pede que venezuelanos parem de lavar privada e voltem para casa.

CARACAS – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu ontem aos venezuelanos que deixaram o país devido à grave crise econômica para que retornem à terra natal e “parem de lavar banheiros” em outros países.

— Eu digo aos venezuelanos (…) que querem voltar da escravidão econômica: parem de lavar privadas de banheiros no exterior e venham morar em sua pátria — disse Maduro, em um ato transmitido por televisão e rádio no qual assinou contratos de petróleo.

O presidente afirmou que os venezuelanos que emigraram para o Peru foram movidos por “cantos de sereia” e lá encontraram “racismo, desprezo, perseguição econômica e escravidão”.

Por isso, disse ele, seu governo enviou um avião a Lima para que 97 venezuelanos voltassem a seu país nesta segunda-feira.

O líder venezuelano atribui o êxodo a uma “campanha da direita” e disse ter certeza de que os cidadãos retornarão, porque, garante ele, um plano de medidas econômicas que entrou em vigor há uma semana vai retirar o país da crise atual.

— Não é possível que alguns dos venezuelanos que foram lavar privadas no exterior tenham ido como escravos econômicos porque ouviram que é preciso deixar o país — acrescentou o presidente.

Roraima na escalada da violência
Suely não capaz de implementar medidas que garantam a efetiva segurança da população.

O governo de Suely Campos (PP) não foi capaz de implementar um projeto de Segurança Pública em Roraima nos últimos 4 anos e o resultado dessa desgraça está em recente levantamento por organismos nacionais que medem a violência no Brasil.

Roraima é o caso mais grave nos estados das regiões Norte e Nordeste, que ocuparam as dez primeiras posições do ranking nacional de homicídios.

A situação é dramática porque temos a maior taxa de mortes violentas do Brasil no primeiro semestre de 2018. Caso o ritmo seja mantido, Roraima pode dobrar o total de assassinatos em relação ao ano anterior.

Em janeiro de 2017, o estado foi palco de uma rebelião no sistema penitenciário promovida pela disputa entre facções que causou 33 mortes.

Além disso, a crise humanitária vivida na Venezuela acabou criando uma instabilidade política na região, fragilizando as instituições políticas locais e ampliando a sensação de vulnerabilidade de uma população já amedrontada.

Estatutários são maioria na PMBV
Com mais nomeações o quadro efetivo na Prefeitura é maior que os cargos em comissão.

Desde de 2013, a administração municipal vem passando por grandes transformações que também envolvem o funcionalismo público.

Um dos pontos fortes do trabalho desenvolvido pela prefeita Teresa Surita é a efetivação de servidores por meio de concurso público. Atualmente, a prefeitura de Boa Vista conta com cerca de 6 mil estatutários, número este que representa mais de 60% de todos os servidores da administração municipal.

O quadro geral conta com 9.711 servidores de vários regimes de contratação, como efetivos, temporários, comissionados e celetista (CLT). No entanto, de todos os regimes de contratos, a Prefeitura de Boa Vista deu prioridade à contratação de servidores de carreira, em todas as áreas da administração municipal.

Para o próximo ano, o percentual de efetivo vai crescer ainda mais. Só na educação, devem tomar posse mais mil servidores por conta do novo concurso público para a área, anunciado na segunda-feira, que será destinado à contratação de professores (pedagogos e de educação física), além de cuidadores escolares.


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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