Teresa Surita anuncia aumento de salários e melhorias para servidores municipais.

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*** A Coluna de Hoje |||| Publicada 00h13 ***
A prefeita Teresa Surita anunciou o aumento de salários e as melhorias ontem durante apresentação no Auditório da Prefeitura.

No instante em que o país mergulha em mar revolto, enfrentando tormentas avassaladoras, a prefeita de Boa vista, Teresa Surita (PMDB) singra o tempo navegando em maré mansa, contrariando a nebulosidade que se abateu na política nacional.  Ontem para abrandar o ambiente de temporais ela anunciou aumento de salário para o funcionalismo, reposição na gratificação de professores e aumento significativo nos ganhos para gestores de escolas.

Com base na inflação projetada de 4% para o próximo ano, a prefeita anunciou 5% de aumento real para os salários dos servidores efetivos. Atualmente, o município conta com 6.001 servidores estatutários, com aumento de 56% no quadro funcional em relação ao ano de 2013. Ou seja, 2.161 novos servidores com estabilidade.

Serão contemplados também os servidores da área de educação, com cargo de direção, que terão reajuste de 20% sobre a gratificação (recursos provenientes do Fundeb), atendendo diretores, vice-diretores de escolas, coordenadores pedagógicos, monitores escolares. Ainda no rol de melhorias na educação, Teresa aumentou de R$ 310,00 para R$ 500,00 o valor da Gratificação de Incentivo ao Docente (GID) para aqueles professores que efetivamente estiverem em sala de aula.

A prefeita Teresa Surita afirmou que o reajuste é fruto de um rigoroso planejamento, driblando as dificuldades resultantes da crise financeira. Além disso é o resultado de uma ação que visa principalmente uma melhor qualidade de vida para o servidor municipal e sua valorização profissional. A proposta do reajuste foi encaminhada ontem mesmo à Câmara Municipal e a meta é que, se aprovada em tempo hábil, o aumento já seja incorporado ao salário dos servidores já a partir de 01 de junho deste ano, incluindo a 1ª parcela do 13º salário.

Nós sempre deixamos claro que o nosso compromisso com os cidadãos não é um faz de conta, mas uma política séria, eficiente e fruto de nossa preocupação diária. Não é uma tarefa simples, pois vivemos um período de instabilidade econômica no país. Mas nós, com grande esforço, estamos conseguindo superar essas dificuldades e garantir uma condição melhor e maior valorização aos nossos servidores”, disse Teresa.

JBS: delação chega aqui?
Saud confirmou pagamentos a 28 partidos e a 1.829 candidatos que concorreram nas últimas eleições.

Para quem gosta de fazer ilações, e o povo daqui adora isso, acaba de surgir no rastro da hecatombe das delações de executivos da JBS alguma poeira que pode ser sentida aqui por terras macuxis.

Ricardo Saud, um dos executivos delatores, traçou um verdadeiro inventário da propina, com listagem de doações que somam quase R$ 600 milhões para 1.829 candidatos de 28 partidos das mais variadas colorações.

Segundo Saud foram eleitos 179 deputados estaduais de 23 estados, 167 deputados federais de 19 partidos. Houve propina para 28 senadores da República, sendo que alguns disputaram e perderam eleição para governadores e alguns disputaram a reeleição ou eleição para o Senado.

E mais propina para 16 governadores eleitos, sendo quatro do PMDB, quatro do PSDB, 3 do PT, 2 do PSB, 1 do PP, 1 do PSD.

Delator cita R$ 1 milhão para Ângela
O delator do JBS cita o nome da senadora Ângela Portela, que teria recebido R$ 1 milhão.

Nos anexos apresentados na procuradoria da República pelo delator Ricardo Saud, ele cita com todas as letras que a JBS destinou ‘dinheiro carimbado’ no valor de R$ 1 milhão para a senadora Ângela Portela.

O procurador que interroga Saud faz questão de ressaltar: “o senhor menciona aqui no anexo que destinou dinheiro carimbado para Ângela Portela no valor de R$ 1 milhão?”. E Saud de pronto confirma: “isso, R$ 1 milhão”.

E o procurador continua: “mais um R$ 1 milhão para Fátima Bezerra”. E Saud novamente confirma: “sim, candidata ao senado no Rio Grande do Norte. As duas foram eleitas”.

Os governadores e os ‘ex’ na delação da JBS
A governadora Suely Campos (PP) não tem relação com as delações dos irmãos Batista, da JBS.

Governadores e ex-governadores também foram entregues pela cúpula da JBS no acordo de colaboração premiada celebrado com o Ministério Público Federal. Na maioria dos casos, o método se repetia: pagamentos de propina (como doação oficial, em espécie ou notas frias) para obter favorecimento em licitações ou como contrapartida de benefícios fiscais e tributários concedidos pelos chefes dos executivos estaduais. Os pagamentos ocorreram em nove Estados.

Falou-se no decorrer do dia (ontem) que havia relação das delações com a campanha eleitoral em Roraima (2014), porque foi citado como beneficiário da propina um governador eleito do Partido Progressista (PP). Logo especulou-se que seria Suely Campos, a única mandatária filiada ao PP. Mas na lista divulgada na grande imprensa relacionando governadores favorecidos com a propina, Roraima não aparece. Pelo menos até agora.

Os beneficiados são: Silval Barbosa (PMDB), ex-governador do Mato Grosso, recebeu propina de R$ 10 milhões. Cid Gomes (PDT), ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação, recebeu em 2014 R$ 20 milhões. Reinaldo Azambuja (PSDB), Zeca do PT (PT) e André Puccinelli (PMDB), respectivamente governador e ex-governadores do Mato Grosso do Sul, levaram R$ 150 milhões. Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais, obteve R$ 3,6 milhões. Raimundo Colombo (PSD), governador de Santa Catarina, recebeu R$ 10 milhões. Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro, R$ 40 milhões. Robinson Faria (PSD), governador do Rio Grande do Norte, e seu filho, o deputado Fabio Faria (PSD), levaram R$ 5 milhões. Beto Richa (PSDB), governador do Paraná, recebeu R$ 1 milhão. Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco, recebeu R$ 1 milhão. E em Rondônia a JBS manteve um esquema de pagamentos ilegais a fiscais da Receita.

R$ 50 mil mensais era a ‘mesada’ de Ângelo 
Ângelo Goulart receia uma ‘mesada’ de R$ 50 mil mensais, segundo denunciou Joesley.

Na lista de autoridades que Joesley Batista botou na gaveta está o procurador da República Ângelo Goulart Villela, preso na quinta, integrante da força-tarefa responsável pela operação Greenfield, que tinha a JBS como um dos alvos.

Em sua delação premiada, Joesley conta – com certo desdém – que desembolsava uma mesada-propina de R$ 50 mil a Villela. De acordo com o executivo, o dinheiro era pago “a título de ajuda de custo”, em troca de informações privilegiadas da investigação.

Ângelo Goulart foi procurador chefe do Ministério Público Federal em Roraima e era tido como linda dura na Procuradoria, inclusive defensor ardoroso daquele projeto famoso e polêmico das “Dez Medicas Contra a Corrupção”, defendido pelos procuradores federais.

Ângelo deverá ser julgado por sua conduta pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O órgão tem o papel de zelar pelas boas práticas nos Ministérios Públicos de todo o país. Pois é lá que sua mulher, Ana Luisa Zorzenon, trabalha.

A herança maldita de Zé Anchieta
Para Ronaldo Marcílio o governo atual já pagou mais de R$ 600 milhões da dívida.

Além de ter deixado o Estado quebrado, uma estrutura dilacerada, quando largou o governo para a candidatura fracassada ao Senado, em 2014, Zé Anchieta (José de Anchieta Júnior) deixou também um espólio financeiro amargoso, azedo mesmo.

O governo de agora herdou R$ 2,2 bilhões de débitos a vencer e só com pagamento da amortização, parcelas dos empréstimos e o serviço da dívida, já foram desembolsados a estratosférica soma de R$ 637 milhões.

Segundo o secretário estadual da Fazenda, Ronaldo Marcílio, saldo devedor atual é de R$ 1,6 bilhão. Em 2015 foram pagos R$170 milhões, em 2016 foram R$ 238 milhões e, em 2017, mais R$ 74 milhões. Esse valor compromete em demasia o caixa do Estado, que paga mensalmente R$ 22 milhões em parcelas da dívida.

É uma vitória para o governo, pois pagar em dois anos e quatro a vultosa quantia de R$ 600 milhões é muito significativo, pois é um dinheiro que poderia ser usado em investimentos em áreas fundamentais. Estamos pagando religiosamente e não estamos devendo nada em empréstimos. Estamos com as contas todas em dia”, disse Ronaldo.

Transparência e votação aberta na ALE
Para Jalser a iniciativa tem o objetivo de dar mais transparência nas votações da Assembleia.

Tramita na Assembleia Legislativa de Roraima Proposta de Emenda à Constituição que acaba com o voto secreto, sendo específica para apreciação de vetos do Executivo. A proposta já tem a assinatura favorável de vários deputados e, segundo o presidente da Assembleia, deputado Jalser Renier (SD), se promulgada pela Casa, a PEC dará à população transparência nas decisões políticas.

Jalser, autor do projeto, disse que a proposta é para simplesmente respeitar a Constituição Federal, até porque o Congresso Nacional já promulgou essa emenda à constituição, que acaba com o voto secreto.

Ao aprovar o voto aberto, a Assembleia Legislativa caminha ao encontro dos anseios da nossa gente. Então, que cada parlamentar assuma suas posições legítimas com clareza”, comentou Jalser, afirmando que, por se tratar de uma PEC, o texto não precisa ser sancionado pelo Executivo e, depois de promulgado pela Assembleia, entra em vigor.

PAMC: 28 anos depois, uma reforma
As obras de reforma da Penitenciária começaram ontem e devem durar seis meses, segundo informou a Sejuc.

Após 28 anos, desde sua inauguração, a Penitenciária do Monte Cristo, concebida inicialmente como colônia agrícola, passará por reforma e adequação na sua estrutura física. A obra de reforma, a custo de R$ 3.504,369,79, (recursos do tesouro estadual), teve início ontem e deverá ser concluída em seis meses.

O secretário de Justiça e Cidadania Ronan Marinho informou os trabalhos afetarão quatro alas (01, 11, 12 e 16), além do bloco de visitas íntimas, bloco da ala de visitação, guaritas, alojamento dos agentes, alambrados e rede geral de esgoto.

O cronograma obedece a três frentes de trabalho: uma do lado de fora, na rede de esgotamento sanitário; outra nas alas 1 e 11, que são as mais críticas. A terceira equipe atuará na ala 12, que está vazia e precisa de adequação para receber os detentos.

A obra será por etapas. Nós vamos começar pela 16, que é a ala mais crítica, atualmente não existem presos lá, mas a obra está inacabada tem anos. Logo depois vamos para as alas 11, 12 e a 01, conhecida como ‘Cadeião’. Além disso, vamos construir a ala de visitas e instalar mecanismos para facilitar a condução dos presos pelos agentes nos dias de visita”, detalhou Marinho.

Bem Morar registra mais de 4 mil inscritos
O programa Bem Morar foi lançado pela governadora Suely Campos em solenidade no Palácio.

Em apenas dois dias de inscrição no programa habitacional Bem Morar Servidor, lançado na semana passada pela governadora Suely Campos, mais de quatro mil servidores já fizeram o cadastro no site.

As inscrições são destinadas aos servidores públicos efetivos, comissionados, temporários e celetistas do Poder Executivo, das administrações direta e indireta (autarquias, fundações, empresas e sociedade de economia mista) e Defensoria Pública.

O cadastro pode ser feito no site www.habitacao.rr.gov.br, com preenchimento dos dados pessoais. Aproximadamente 1.100 unidades serão construídas nesse primeiro momento. A próxima etapa será a de entrega dos documentos, a partir do dia 30 de maio, onde os servidores deverão entregar a documentação com original e cópia na UNIVIRR [Fundação Universidade Virtual de Roraima].


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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