“Tivemos a crucificação dos políticos”, diz Jucá.

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A Coluna de Hoje | Publicada 00h11
Romero Jucá perdeu a eleição por uma diferença mínima de 426 votos, após 24 anos no Senado.

Derrotado nas urnas após 24 anos de mandato, o senador Romero Jucá (MDB) considera a eleição deste ano como o resultado de uma “crucificação” de sua classe. “A política tradicional foi condenada antes de ser julgada. Os políticos se tornaram bodes expiatórios para os problemas do país”, disse Jucá em entrevista, em Brasília, a primeira depois das eleições no primeiro turno.

Jucá responsabilizou a crise humanitária que atingiu Roraima, devido ao fluxo migratório de venezuelanos na região, e a Operação Lava Jato por sua derrota nas urnas, no último domingo, 7. Por uma diferença de apenas 426 votos, o emedebista não conseguiu um novo mandato de senador, ficando em terceiro lugar, atrás de Chico Rodrigues (DEM) e Mecias de Jesus (PRB), que foram eleitos.

“Eu não estarei na linha de frente porque não estarei no Senado, pela primeira vez. Perdi por 426 votos, numa eleição dura, maculada pela invasão dos venezuelanos, pelo corte de energia da Venezuela permanentemente durante a campanha. Então, foi uma campanha com uma conjuntura muito difícil, além dos ataques que sofri durante dois anos pela Lava Jato”, disse o senador.

Segundo Jucá, o Ministério Público e a imprensa atuaram contra a classe política e promoveram uma espécie de “linchamento”. “Tivemos conjuntura contra a política. O que o Ministério Público com o (Rodrigo) Janot fizeram com os outros órgãos foi uma condenação da política, de véspera. Foi um linchamento sem julgamento. Eu eventualmente fui atingido por isso, mas não foi o determinante para a eleição em Roraima. O determinante foi a conjuntura grave que o Estado está passando e, portanto, essa situação de mau humor que estava a população toda do Estado”, disse.

Jucá disse que agora “vai trabalhar” para “viver de salário” porque “não é rico”. Ele disse que vai voltar a atuar como economista, sua área de formação, a partir de fevereiro de 2019, quando não terá mais mandato.

Eu vou trabalhar. Eu vivo de salário. Eu, diferente do que disseram na imprensa, eu não sou uma pessoa rica, pelo contrário. Então, eu preciso ganhar a minha vida, a partir de fevereiro eu vou trabalhar. Ser líder é uma função. Eu sou economista, conheço a política muito bem do Brasil, portanto vou trabalhar nessa área. Não tem ainda nenhuma perspectiva porque eu sou senador até 31 de janeiro. Até 31 de janeiro, eu vou exercer minha função na plenitude”, concluiu.

MDB fica neutro no 2º turno
O MDB de Jucá decidiu que estará neutro no 2º turno: nem Bolsonaro nem Hadad.

Em decisão conjunta com as principais lideranças do partido, o presidente do MDB Nacional, senador Romero Jucá, decidiu (11) que o partido adotará uma posição de neutralidade em relação ao segundo turno das eleições presidenciais de 2018.

“Estamos liberando os membros do MDB para votar de acordo com a sua consciência e a sua conjuntura estadual. […] A minha posição como presidente do partido é dizer que o partido vai ficar independente. Nós temos 12 senadores, a maior bancada do Senado, nós temos 34 deputados federais que é importante na pulverização que ficou a Câmara dos Deputados, então o partido vai se colocar em cada situação defendendo aquilo que acredita. Defendendo o melhor para o Brasil”, afirmou.

Suely vai enunciar: fato ou fake?
Suely, segundo a boataria, estaria disposta a renunciar o mandato para Jalser assumir.

A ‘rádio corredor’ – que se ocupa da boataria para gerar ‘notícias’ recorrentes na política local – está a mil.

Desde o fim das eleições de domingo, é farta a sucessão de informações não confirmadas de que a governadora Suely Campos enunciaria ao cargo a qualquer momento.

E que o acerto envolveria o presidente da Assembleia Legislativa Jalser Renier (que assumiria o Governo), com a promessa de que uma parente de Suely (de preferência uma das filhas) seria escolhida conselheira do Tribunal de Contas do Estado.

Se é fato ou fake, o fato é que o assunto corre feito rastilho de pólvora na falação. E como em Roraima o boato caminha léguas na frente da verdade, só nos resta esperar se isso de fato acontecerá.

R$ 3,897 bi para gastar
O próximo ocupante do Palácio Senador Hélio Campos terá R$ 3,897 de orçamento em 2019.

O projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), que fixa receitas e despesas do Estado para o ano seguinte, já está tramitando na Assembleia Legislativa.

O orçamento previsto para 2019 em Roraima é de R$ 3.897.412.712, 7% maior que o deste ano.

O projeto foi recebido pela Assembleia no dia 29 de setembro, e está sendo analisado pela Comissão de Orçamento, Fiscalização Financeira, Tributação e Controle, e também pela Assessoria de Planejamento da Casa. Serão realizadas reuniões para discutir e elaborar a proposição de emendas.

A Casa deve entregar o projeto votado ao Poder Executivo até o dia 30 de dezembro. Se a votação for concluída antes da data obrigatória, os deputados entram em recesso.

Disputa pela Presidência da ALE
Chagas e o irmão Joner (prefeito de Bonfim) apoiarão Denarium no 2º turno. Foto | Facebook

O deputado coronel Chagas (PRTB), atual vice-presidente da Assembleia e que se elegeu para o 3º mandato, entrou de vez na briga para suceder Jalser Renier (Solidaridade). A cobiçada presidência da Casa já está sendo cortejada e os postulantes articulam-se efusivamente nos bastidores.

Não por acaso Chagas já adiantou-se e dois dias após o resultado proclamado da apuração de domingo, foi ao encontro de Antônio Denarium para manifestar apoio à sua candidatura no 2º Turno.

O gesto de Chagas não significa apenas afinidade por Denarium, pelo fato da aliança nacional entre os partidos de ambos (PSL e PRTB). Na verdade Chagas ambiciona a cadeira principal do parlamento.

Outra coisa atrativa para quem deseja presidir a ALE é o gordo orçamento para 2019: nada menos que 328.490.510 8,43, o que representa 8,43% de todas as receitas líquidas do orçamento de R$ 3,897 bilhões.

Zé Reinaldo quer ressarcimento
Zé Reinaldo cogita entrar com ação de ressarcimento por conta da morosidade da Justiça.

O agora deputado Zé Reinaldo (PP) – ele tomou posse anteontem com a cassação de Masamy Eda – cogita ajuizar ação na Justiça para receber ressarcimento do mandato.

Ontem ele contou o crime cometido por Masamy na eleição de 2014 foi reconhecido e julgado procedente em 2014 quando o ex-parlamentar sofreu a primeira derrota.

Zé Reinaldo acha que a partir dali o mandato já deveria lhe ter sido repassado. A protelação e o desinteresse da Presidência da Assembleia, segundo ele, acarretou nessa demora toda, levando o julgamento final para 4 anos depois.

Mais 220 vão embora
O vião da FAB levou ontem mais 220 venezuelanos, para Balneário Camboriú (SC).

Uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) levou ontem mais 220 venezuelanos de Boa Vista para o município de Balneário Camboriú, em Santa Catariana.

Trata-se de um dos destinos turísticos mais cobiçados do país, com uma qualidade de vida invejável.

No Sul do país, os imigrantes serão recebidos pela Igreja Embaixada do Reino de Deus, que alugou moradias para abrigá-los. Os venezuelanos embarcaram em Boa Vista em um Boeing 767 da FAB que decolou por volta das 8h (horário local).

Conforme a Casa Civil, além de alugar moradias, a igreja facilitou o apadrinhamento por voluntários que se dispuseram a ajudar os estrangeiros por três meses.

O voo desta quinta faz parte da 12ª etapa o processo de interiorização. Ao todo, 20 voos já saíram de Roraima para outros estados do país levando 2.672 imigrantes.

Recomeça o Horário Eleitoral
Os programas do Horário Eleitoral entrarão em dois blocos de segunda a sábado.

Começa nesta sexta-feira (12) a propaganda eleitoral gratuita, no rádio e na televisão, para o segundo turno das eleições 2018.

As propagandas serão veiculadas de segunda a sábado em dois blocos diários de dez minutos em emissoras de rádio, incluindo as comunitárias, de televisão que operam VHF e UHF.

No rádio, o horário de propaganda terá início às 7h e às 12h; na televisão, o primeiro bloco do horário eleitoral tem início às 13h e o segundo bloco às 20h30.

O tempo será divido de forma igualitária entre os candidatos (cinco minutos para cada). As emissoras e canais também devem reservar 25 minutos diários, de segunda-feira a domingo, para inserções dos candidatos à presidência.


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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