Uma tragédia chamada ‘Governo Suely Campos’.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h11

Suely termina o tempo de governo em 31 de dezembro, deixando um rastro de destruição no Estado.

O Governo de Suely Campos acabou da forma deprimente: filhos e assessores do primeiro escalão presos, sob acusação de envolvimento com corrupção e desvio de dinheiro, servidores sem salários há dois meses, fornecedores falidos porque não conseguem receber faturas, escolas fechadas, não há transporte escolar, não tem merenda, vicinais abandonadas, dívidas bilionárias, impostos não recolhidos, sem investimento algum, por fim, um Estado em estado absoluto de insolvência.

Não poderia ser mais desonroso o fim de uma gestão que se destacou por não fazer nada, produziu muito factoide institucional e apegou-se às ingênuas desculpas, como responsabilizar o governo anterior, por exemplo, para justificar defeitos na governança. Mas o que vai fichar mesmo a gestão de Suely para sempre, sem dúvida, é a mancha da corrupção e do roubo do dinheiro público.

O filho caçula, Guilherme Campos, o “Gui” e seus comparsas, incluindo um deputado estadual eleito, estão presos, acusados de desviar mais de R$ 70 milhões das quentinhas do Sistema Prisional. Em outra operação da PF, descobre-se desvio milionário da merenda escolar, e no vácuo do que começou, outras ações certamente virão expondo às vísceras de um governo perdulário e irresponsável.

Há dias pipocam protestos em Boa Vista e agora no interior, de servidores atarantados porque não tem dinheiro para o básico, porque Suely não foi capaz de cuidar nem do dever de casa e no fim do Governo descobriu-se que não há dinheiro nem para pagar salários de servidores.

E ontem, para constatarmos o fenecimento da gestão de Suely, os servidores sem salários e desesperados, resolveram sitiar a Secretaria de Fazenda (Sefaz) justamente onde está situado o cofre do Governo, o órgão que deveria zelar pelo dinheiro público. O prédio está cercado e sem acesso. Servidores não entram e as atividades de tributação e arrecadação são comprometidas.

O cerco ao prédio da Sefaz sinceramente não produzirá efeito positivo, porque o problema reside na ausência absoluta de dinheiro e não na má fé ou desinteresse dos servidores do fisco em resolver a situação. Mas o gesto simboliza o desfalecimento de quem já se encontra em estado agonizante, sem condições de sequer colocar o pão na boca dos filhos.

Tudo poderia ter sido evitado se medidas políticas tivessem sido aplicadas há pelo menos dois anos quando surgiram os primeiros indícios de que a gestão de Suely estava carregada de vícios e tendente ao fracasso, porque os sinais de corrupção e desvio de dinheiro já eram evidentes.

O pior é que esses casos de corrupção, apontados pela Polícia Federal se achavam incrustados dentro da casa dela [Suely], onde o marido, Neudo Campos já cumpre prisão domiciliar por chefiar o “Escândalo dos Gafanhotos”. Há ainda várias caixas de pandora a serem abertas na Saúde, na Educação (transporte escolar), na Setrabes, na Infraestrutura e na própria Sefaz onde foram feitos os pagamentos, a maioria de forma irregular, mas realizados sob pressão.

Pagamento em 24 horas. Como?

O Governo foi obrigado a pagar salários de agentes e policiais: com que dinheiro?

A juíza federal da 4ª Vara da Seção Judiciária de Roraima, Luzia Farias da Silva Mendonça, mandou que o Governo do Estado realize em 24 horas o pagamento de salários dos agentes penitenciários e servidores da Segurança Pública.

A decisão é pertinente e justa diante do caos que se encontra o Estado, sobretudo nessa área de segurança. Mas de onde o Governo vai retirar dinheiro se o caixa secou?

A juíza fixou ainda pena de multa diária e pessoal a Suely Campos no valor de R$ 10 mil se ela não cumprir o a determinação.

A Sefaz sitiada 

Portão de entrada da sede da Sefaz está bloqueado por servidores. Foto | Facebook

Servidores do Governo do Estado bloquearam as entradas da sede da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). As portas foram fechadas com correntes e cadeados.

“A situação está precária, a gente tá vivendo de doações”, disse um dos manifestantes.

O bloqueio da Sefaz foi a saída encontrada pelos servidores para pressionar os poderes Legislativo e Judiciário a resolverem a situação de atrasos salariais, que foi agravada desde setembro.

Com cartazes pregados no portão principal, os manifestantes afirmam que o posto de fiscalização no Jundiá também será bloqueado.

‘Já era um agente político’, diz Jucá sobre Moro

Jucá disse que o MDB está reformulando o posicionamento em todo o país.

O presidente do MDB, Romero Jucá, declarou que Sergio Moro era um “agente político” mesmo antes de aceitar ocupar a pasta da Justiça no futuro governo de Jair Bolsonaro. Além disso, para ele, “um ministro é um agente político”.

Em entrevista ao “Conexão Estadão”, o senador afirmou que seu partido está “reformulando seu posicionamento em todo o país” e que a postura da sigla no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), será “levar em conta o melhor para a sociedade brasileira”.

Romero Jucá também afirmou que o MDB ainda não lançou qualquer candidatura à presidência do Senado a partir de 2019. Para ele, no entanto, “a vaga é do MDB e vamos trabalhar para isso”.

Jucá também falou sobre a extinção do Ministério do Trabalho, sua derrota nas eleições de 2018, e defendeu que a sanção do aumento do salário dos ministros do STF pelo presidente Michel Temer “não onera as contas públicas” por conta do teto dos gastos do Judiciário.

Bolsonaro se reúne com PSD no dia 11

O deputado Haroldo com o chefe do comando de transição de Bolsonaro, Onix Lorenzoni.

Assim como fez ontem com MDB e PRB, o presidente eleito Jair Bolsonaro se reunirá no dia 11 com a bancada do PSD da Câmara.

O deputado roraimense Haroldo Cathedral (PSD), o mais votado na última eleição passada, já confirmou presença no encontro.

Haroldo esteve Onyx Lorenzoni – chefe da equipe de transição – e anunciou que levará algumas questões importantes do interesse de Roraima para serem postas no encontro.

Édio na base Bolsonaro

O deputado Édio (ao lado do líder do PR, José Rocha), no anuncio de apoio a Bolsonaro.

O deputado federal Édio Lopes estará alinhado ao governo de Jair Bolsonaro, a partir de fevereiro do ano que vem.

Depois de audiência com Jair Bolsonaro, José Rocha, o líder do PR, o Partido de Édio, anunciou que sua bancada integrará “oficialmente” a base de apoio ao próximo governo na Casa.

“Todos os deputados foram unânimes em confirmar esse apoio”, disse o deputado roraimense, ontem durante o anúncio, ocorrido no comando da transiçao, em Brasília.

Intervenção: Denarium quer prorrogação

O governador eleito Antônio Denarium visitou as obras de reformas na PAMC. Foto | Facebookk 

O governador eleito, Antônio Denarium (PSL) fez uma visita ao complexo penitenciário do Monte Cristo, atualmente sob intervenção do Governo Federal.

E o que Denarium testemunhou, uma unidade prisional em ruínas, o levou a pedir prorrogação do prazo de ocupação por forças federais até o final de fevereiro de 2019, pois não será possível realizar as reformas necessárias até o final deste mês, conforme o decreto de intervenção.

Junto com o administrador-interventor, Paulo Rodrigues, assinaram um documento que pede que o prazo da intervenção nas unidades prisionais do Estado se estenda por mais 60 dias.

Firmei um pedido de prorrogação da intervenção por mais 60 dias, a partir do dia 1 de janeiro. Essa é uma medida importante para que possamos concluir as obras, tanto da Pamc, novo presídio, quanto da Cadeia Pública e Cadeia Feminina, com apoio integral e propostas de gestão no padrão adotado pelo Depen”, disse Denarium.

Telmário é contra repasses

Telmário Mota disse que a manutenção dos valores é prejudicial ao Estado e Roraima.

O senador Telmário Mota (PTB) votou contra o projeto que mantém até 2020 o nível dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Ele afirmou que Roraima sofre com a chegada de imigrantes venezuelanos e que a manutenção dos valores prejudicará o estado.

Telmário e Ângela Portela (PDT) estiveram entre os oito que votaram contra o projeto, que foi aprovado por 49 votos.

O senador Romero Jucá (MDB), não votou.

Voto: justificativa até hoje

É preciso preencher um formulário na vara eleitoral para justificar a ausência nas urnas.

O eleitor que não votou nem apresentou justificativa no primeiro turno das Eleições 2018, realizado em 7 de outubro, deve regularizar sua situação junto à Justiça Eleitoral até hoje, 6.

Para isso, deverá preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral – pós eleição, e escolher de que forma o documento deve chegar ao juiz da zona eleitoral na qual está inscrito: entrega pessoal no cartório, envio pelos Correios ou via internet, por meio do Sistema Justifica.

O cidadão que não votar em três eleições consecutivas (cada turno corresponde a uma eleição) e não justificar sua ausência e quitar a multa devida terá o título eleitoral cancelado e ficará impedido de obter passaporte ou carteira de identidade, receber salários de função ou emprego público e obter alguns tipos de empréstimos.

Além disso, não poderá ser investido e nomeado em concurso público, renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo e obter certidão de quitação eleitoral ou qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiver subordinado.

Foto | Divulgação

Mulheres em protesto | As mulheres de militares que há semanas protestam pela falta de salários, montaram acampamento na porta de cinco batalhões da Polícia Militar na capital e no interior de Roraima. O piquetes impedem a saída de viaturas e servem para pressionar o governo do estado a quitar salários de outubro e novembro, que estão atrasados. Ontem elas fecharam os batalhões de Caroebe e Pacaraima. Na capital e interior, policiais civis também fazem uma paralisação de 72 horas em razão dos atrasos.


CONTATOS DO AUTOR www.peronico.com.br – e-mail: peronico.27@gmail.com – Facebook: Peronnico Expedito – Blog do Expedito Peronnico.

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