Vereador é preso e afastado da Câmara de Boa Vista por envolvimento com o crime organizado.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h12m

Wagner teve a prisão preventiva decretada e foi imediatamente afastado da função na Câmara. Foto | Divulgação

O Ministério Público do Estado de Roraima, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e de Investigações Criminais (GAECO), deflagrou na manhã de ontem a Operação “Soturno”, com o objetivo de investigar esquema criminoso de desvio de dinheiro público na Câmara de Vereadores de Boa Vista.

As apurações do GAECO apontam, inicialmente, o envolvimento do vereador Wagner Feitosa (Solidaiedade), seu chefe de gabinete e um assessor, além de integrantes de organização criminosa.

Durante as diligências foram constatadas fraudes na utilização da verba de gabinete para locação de veículos e outros desvios de dinheiro público, bem como a tentativa de cooptação de um servidor do GAECO na busca informações privilegiadas a respeito dos fatos.

As investigações tiveram início em abril de 2017, após o comparecimento espontâneo de um ex-servidor comissionado da Câmara noticiando diversos fatos criminosos praticados em benefício do vereador.

Ontem além de mandados de busca e apreensão na Câmara e na casa dos envolvidos, o vereador Wagner Feitosa e seus assessores foram presos – Wagner recolhido ao CPC da Polícia Civil – por ondem de prisão preventiva decretada pela juíza da Vara de Crimes de Tráfico de Drogas, Daniela Schirato Collesi Minholi

Foi também deferido pela Justiça, o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados, que podem ser frutos do enriquecimento ilícito, além de outras medidas cautelares.

O parlamentar é acusado de desvio de dinheiro público na Câmara Municipal de Boa Vista e, de acordo com o GAECO, no decorrer das investigações, foi apurado o envolvimento do vereador com facção criminosa atuante dentro e fora do Sistema Prisional, a qual, inclusive, teria patrocinado sua campanha política.

Ontem mesmo o presidente da Câmara de Vereadores, Mauricelio Fernandes (MDB), afirmou que recebeu o pedido de afastamento do parlamentar por 120 dias e decretou a vacância temporária da vaga. Ele disse que vai estudar o regimento interno da Casa para ver como convocar o suplente de Wagner Feitosa. Fonte | Ministério Público Estadual

O bla,bla,blá improdutivo

Gabriel Picanço abordou uma questão de trânsito que é competência absoluta da Câmara dos Vereadores.

Puxada por Gabriel Picanço – neófito em segurança de trânsito – os deputados da base governista engataram ontem uma discussão absolutamente sem foco sobre a instalação de radares nas ruas de Boa Vista.

Gabriel – feito galo garnisé – cuja eloquência é sofrível, produziu prova contra ele próprio, ao revelar que foi multado várias vezes e por ser ‘vítima’ das multas adquiridas tentou transferir para a prefeita Teresa Surtia a culpa pelas infrações cometidas.

Os parlamentares que seguiram Gabriel nos apartes combinados, foram na mesma onda, acusando a existência de uma ‘indústria’ de multas cujo objetivo é arrecadar dinheiro.

Brito Bezerra, líder de Suely, ousou ir mais longe. Disse que Teresa está arrecadando dinheiro com a ‘indústria da multa’ para sua campanha política. Fala sério, hein Danadão!

Parece que vivem na aldeia

Os radares instalados pela Prefeitura servem para inibir a violência no trânsito e evitar acidentes.

Até parece que os deputados que abordaram o tema com tanto vigor vivem em uma aldeia indígena. Distante da civilização moderna.

Qualquer cidade moderna do Brasil e do mundo usa o sistema de radares como meio de conter o excesso de velocidade em suas vias e disciplinar o trânsito. E Boa Vista não pode ser diferente, porque trata-se de uma cidade em evolução.

Quanto ao recebimento de multas, meu caro Gabriel, o correio jamais a deixaria em seu endereço sem o cometimento da infração.

O auto de infração é o pressuposto de que o condutor infringiu as leis do trânsito, não obedeceu o limite de velocidade fixado, portanto, tem que ser penalizado mesmo. É simples assim…

Teresa é o alvo

Teresa foi o alvo dos ataques de deputados ligados ao governo de Suely.

A tática dos deputados de Suely é atingir e incomodar a prefeita Teresa Surtia, agora que ela anunciou sua pré-candidatura ao Governo. Até porque estão legislando sobre algo que não é da competência deles, mas da Câmara de Vereadores.

E como os microfones do Plenário não reclamam pelas bobagens que lhes são assopradas, ai fala-se o que querem. Mesmo que não tenha ressonância nenhuma fora dali.

Mas a turma do Governo vai agir nessa toada meio que na desesperança, porque obter algum sucesso com Suely candidata é pouco provável. Ai vão transformar o plenário da ALE em campo de batalha e palanque, claro.

Tadinho do João Pizzollati

Pizzollati agora não mais como se proteger de uma condenação, pois não é mais secretário em Roraima.

O governo de Suely livrou-se de João Pizzollati, mas ele não consegui livrar-se da Justiça. Depois de anos após o oferecimento da denúncia pela Procuradoria-Geral da República o Supremo Tribunal Federal votou por tornar réus quatro políticos do PP, entre eles Pizzollati.

Responderão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro os deputados federais Luiz Fernando Faria (MG) e José Otávio Germano (RS) e os ex-deputados federais João Pizzolatti Jr. e Mário Silva Negromonte — ex-ministro das Cidades no governo Dilma e, atualmente, conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia.

A denúncia original, de março de 2016, atribuiu aos políticos do PP os supostos recebimentos de vantagem indevida decorrente da cobrança de percentuais sobre os valores dos contratos firmados pela Diretoria de Abastecimento da Petrobras entre 2006 e 2014.

Eletrobrás: Comissão é suspensa

O deputado Édio Lopes já se posicionou contrário ao processo de privatização da Eletrobrás.

Por meio de manobras regimentais, os deputados federais contrários à privatização da Eletrobras conseguiram suspender ontem provisoriamente na Câmara dos Deputados a instalação da Comissão Especial destinada a debater o projeto de lei que trata sobre o tema (PL 9463/18).

O deputado federal Edio Lopes (PR), membro titular da Comissão, será voz ativa no debate sobre o tema, defendendo a não privatização da instituição. “Sou contra a privatização por conta das peculiaridades do estado de Roraima e de toda a região Amazônica, onde é preciso fazer grandes investimentos em nível socioeconômico para levar energia em comunidades indígenas, agrovilas e em comunidades ribeirinhas distantes”, disse.

Os parlamentares questionaram a sua instalação, visto que as Comissões Permanentes ainda não foram definidas. O regimento interno da Casa determina que pelo menos metade dos membros titulares da Comissão Especial deva ser composta de membros das Comissões Permanentes que deveriam ser chamadas a opinar sobre a proposição.

Força-tarefa contra o sarampo

A vacinação em massa tem a meta ousada de imunizar mais de 400 mil pessoas no Estado.

No próximo sábado (10), será lançada campanha de vacinação contra o sarampo nos 15 municípios de Roraima. O anúncio foi feito ontem pelo Ministério da Saúde em Brasília. A iniciativa será promovida pelo órgão em parceria com o governo estadual e as prefeituras das cidades atendidas.

A meta é imunizar 400 mil pessoas de seis meses a 49 anos. O número foi calculado com base na estimativa de população não coberta pela vacina (em torno de 308 mil), mais as dezenas de milhares de venezuelanos morando nas cidades do estado. Duas mil doses já foram aplicadas, de acordo com o ministério.

O foco será nos locais menos cobertos e mais suscetíveis a uma possível disseminação da doença. A vacinação será diferenciada para faixas etárias. Crianças de 6 a 12 meses vão receber dose de tríplice viral, mas essa não contará para a rotina recomendada para a idade.

Entre 1 e 29 anos, a orientação é tomar duas doses, uma de tríplice viral logo ao completar 1 ano e uma de tetra viral com 1 ano e 3 meses. Pessoas de 30 a 49 anos que não tiverem sido imunizadas precisam de uma dose de tríplice viral.

Casos confirmados

Os venezuelanos são os responsáveis por conduzirem o sarampo, que estava erradicado em Roraima.

Roraima já conta com seis casos confirmados de sarampo. O Ministério da Saúde destacou, contudo, que todos eles envolveram venezuelanos, não tendo ainda atingido brasileiros.

Há suspeita de que uma morte possa estar relacionada à doença, mas equipes de saúde ainda investigam o episódio, bem como outros 29 registros de casos suspeitos. Não há notificação de casos em outras unidades da Federação

O Brasil ganhou o selo de país livre de sarampo em 2016. Em que pese o problema estar ainda localizado em venezuelanos abrigados em Roraima, dados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura em 2017 está menor do que em anos anteriores.

Em 2013, a cobertura da primeira dose chegou a 107,46% e a da segunda, a 68,87%. Em 2014, 112,8% e 92,88%. Em 2015, 96% e 80%. Em 2016, 95,4% e 76,7%. Em 2017, o percentual de imunização caiu para 83,2% na primeira dose e 68,5% na segunda dose, sendo o menor dos últimos cinco anos. Neste último caso, os dados são preliminares.

 


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