Vereadores aliados de Teresa declaram guerra ao presidente da Câmara, Mauricélio Fernandes.

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A Coluna de Hoje | Publicada 00h13
Essa cena certamente não será mais vista tão cedo: Mauricélio Fernandes e Renato Queiroz estão em rola de colisão.
Essa cena não será mais vista tão cedo: Mauricélio e Renato Queiroz estão em rota de colisão.

O desgaste na relação política de Maurcélio Fernandes [presidente da Câmara de Vereadores] com a prefeita Teresa Surita – de quem já foi líder – está mais que manifesto. E as gotas d’água que se transformaram em tempestade veio primeiro com sua candidatura ao comando da Casa, depois com a desastrosa iniciativa de Mauricélio em manobrar seus aliados de forma incoerente para lhe conceder um segundo mandato seguido, algo nunca visto no legislativo boa-vistense.

A recondução de Mauricélio cutucou o vespeiro no grupo de Teresa, tanto pela presunção como pela desordem legal. Há no regimento da Casa uma norma que indica a possibilidade de um segundo mandato seguido na Mesa Diretora desde que cumprido integralmente o primeiro. Depois nenhuma matéria regimental será apreciada tampouco votada em Sessão Solene (o que ocorreu na quarta-feira) mas em sessão ordinária, o que não foi o caso. E ainda tem o agravante porque os votos e Dra Magnólia Rocha e do Pastor Jorge não foram computados na eleição.

O fato é que a Sessão do último dia 2 permanecerá aberta, até que seja concluída judicialmente, conforme ficou bem claro nas palavras dos aliados da prefeita Teresa Surita, que declaram guerra aberta ao presidente Mauricelio. Ontem os vereadores Renato Queiroz (PSB) e o líder da prefeita Zélio Mota (PSD) listaram um monte de incorreções naquela votação e tudo será levado ao conhecimento da Justiça. “Nós vamos anular essa aberração”, garantiu Renato Queiroz. “É um despreparo total dessa mesa diretora, absolutamente ignorante sobre o regimento interno”, arrematou. “Vamos buscar a nulidade da sessão juridicamente. Foi um absurdo e vergonhoso o que aconteceu na Câmara. Além de antidemocrático, constitui um desrespeito a todos nós”, disse Zélio Mota (PSD).

Entre o que de fato existe e as especulações, recados que vão e que vêm, há uma natural corrosão na afinidade antes consolidada de Mauricélio com Teresa Surita. Essa fissura começou a ser aberta no dia da posse, em 1º de janeiro, quando, inesperadamente, Mauricélio conseguiu ser eleito presidente quando Teresa amparava Renato Queiroz. E parece que não há uma articulação política que possa restabelecer a antiga aliança. Tem alguém com o bolso cheio de pólvora sempre disposto a atiçar as labaredas.

Júlio César manipula Mauricélio
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Júlio César exerce influência sobre o presidente Mauricélio, segundo asseguram alguns vereadores.

Evidente que essas invenções todas não estão abrolhando da massa encefálica de Mauricélio Fernandes. Por detrás de tudo isso está o vereador Júlio César, que não é imperador mas está tocando o maior terror.

É o pensamento comum na Câmara que Mauricélio está servindo ao devaneio de Júlio, ou seja, uma espécie de marionete.

Caviloso, Júlio César está levando Mauricélio ao enfrentamento sem a menor preocupação de medir as consequências do que virá.

Aliados no passado, ranhuras no presente
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Teresa, Mauricélio e Renato: os sorrisos indicam que havia harmonia na relação: no passado.

Essa fissura entre Mauricélio e a prefeita Teresa decorre da falta da maturidade do vereador. Ele decidiu peitar a chefe do Executivo sem existência de razões que justifiquem a desarmonia.

Até que tudo parecia curado depois que o candidato de Teresa, o vereador Renato Queiroz, foi derrotado no dia da posse. Mas assim a prefeita tentou manter a coexistência política, como convém aos líderes.

Ocorre que dias antes da abertura dos trabalhos legislativos, Teresa formalizou convite ao presidente Mauricélio para uma reunião de alinhamento de propósitos, inclusive sobre a ida dela ao Plenário para a leitura da mensagem oficial.

Descortês Mauricélio não só esnobou o chamado como formalizou em ofício que estaria designando os vereadores Júlio César e o novato Romulo Amorim para o encontro. Ou seja, não está preparado para a convivência com os contrários, o princípio mandatário da política.

“Mencionado todo mundo vai ser”
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Temer empossou Moreira Franco ontem na Secretaria-Geral da Presidência da República.

O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB), minimizou as críticas, inclusive da base aliada, de que a nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência tem por objetivo garantir a ele foro privilegiado. Moreira foi citado em delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Mello Filho.

“Mencionado na Lava Jato, todo mundo vai ser de alguma forma, ainda mais quando querem dar essa visão geral de que toda doação de campanha é irregularidade”, rebateu Jucá. “Não vejo problema para o Moreira, Padilha nem comigo”, completou.

O peemedebista disse que Moreira já vinha atuando como um “ministro” no governo Temer e que, com a MP, ele terá uma série de novas atribuições, como cuidar da comunicação do Executivo.

Delações: Jucá defende fim do sigilo
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Jucá defende que as delações dos executivos da Odebrecth sejam todas reveladas imediatamente.

Jucá voltou a defender a divulgação da íntegra do conteúdo das delações dos 77 dos executivos da Odebrecht e reafirmou que vai buscar a aprovação de um projeto apresentado por ele que prevê a liberação de todas as informações de apurações em curso, inclusive delações.

Ele protocolou na tarde de quinta-feira, 2, um projeto de lei para retirar os sigilos de investigações. Caso aprovada, a medida poderia, por exemplo, trazer a público processos e delações da Operação Lava Jato.

Jucá afirma recorrentemente ter sido prejudicado pelo vazamento da delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Nos áudios, ele aparece defendendo a troca do governo Dilma Rousseff para “estancar a sangria” da Lava Jato. O senador foi um dos principais articuladores do processo de impeachment da petista.

O fim do sigilo em investigações também foi defendido pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), em seu discurso de despedida da presidência do Senado.

PAMC: a Faculdade do crime 
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Lamchia (direita) foi recebido pela governadora Suely onde discutiram o sistema prisional local.

A Penitenciária Agrícola do Monte Cristo – a famosa PAMC – tem servido de laboratório para advogados, promotores de justiça, juízes, delegados, enfim, para o governo e para um monte de outras categorias especializadas.

A PAMC não produz nada que preste. Só coisa ruim. E o último figurão a ter experiência nesse laboratório doloroso foi o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamachia.

O advogado gaúcho fez um périplo pelas dependências da PAMC e ao final sentenciou: “isso aqui não passa de uma faculdade do crime. Saio desta unidade [Pamc] ainda mais entristecido e convencido que o nosso sistema, como um todo, está absolutamente falido”, disse.

Estamos apenas retroalimentando o crime dia após dia, ou seja, ‘estamos secando gelo’, porque as facções criminosas que dominam os presídios têm hoje uma mão de obra extremamente atrativa: o preso de menor potencialidade ofensiva, que é colocado dentro dos presídios, e acabam cursando uma ‘faculdade para o crime” completou Lamachia.

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A nova sede além de abrigar todos os setores administrativos do TJ ainda vai gerar economia nos custos fixos com o fim dos alugueis.

TJ tem nova sede administrativaO Tribunal de Justiça de Roraima realizará na segunda-feira, (6), às 10 horas, a inauguração de sua Sede Administrativa, que ganhou o nome do advoagdo Luiz Rosalvo Indrusiak Fin, localizada na Avenida Ene Garcês, 1696, bairro São Francisco. O TJ investiu R$ 14,7 milhões na aquisição do imóvel. A partir de então, foi realizada uma ampla reforma, na qual foi investido o valor de R$ 12,5 milhões. A sede administrativa possui uma área de 10.520,46 m², sendo 9.814,93 m² de área construída, dividida em quatro andares. Além de todos os setores que compõem a estrutura administrativa do Tribunal de Justiça, o imóvel abrigará ainda a Escola do Poder Judiciário, o Programa Justiça Comunitária, a Coordenadoria da Infância e da Juventude e a Vara da Justiça Itinerante. Entre servidores, estagiários e terceirizados, o prédio receberá inicialmente 371 pessoas para atender às demandas do TJRR e do público externo.

Redução de custos

Com a inauguração da Sede Administrativa, o trabalho administrativo de apoio direto e indireto à atividade fim do Tribunal será otimizada, em razão da concentração das unidades num único endereço.

Além disso, haverá redução nos custos com combustível e demais gastos referentes ao deslocamento de veículos entre as antigas unidades que atuavam em prédios alugados dispersos em vários endereços na Capital.

Apenas a entrega de quatro prédios alugados resultará numa economia anual de R$ 1,06 milhão em 2017. A partir de 2018, a economia, tendo como base os valores atuais dos aluguéis, será de R$ 1,2 milhão.


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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