30 anos em 3: Essa é maior lorota já contada na história política de Roraima.

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Há uma conotação histérica na comunicação aloprada do Governo de Denarium que tenta envolver o povo de Roraima nessa história falsa de pujança. A especulação alucinada de que Denarium realizou em 3 anos (quase quatro) aquilo que as administrações anteriores não fizeram em 30 anos, é puro delírio.

Uma comparação sobre os dois últimos Governos antes de Denarium, seria mais razoável. José Anchieta (Chico Rodrigues) e Suely Campos realmente não deixaram registros de um espólio que possam colocá-los num pedestal superior. Realmente foram duas gestões fracas, o que não diferem muito do que Denarium está fazendo em Roraima.

E risível reconhecer que Denarium ajustou o lado financeiro de Roraima. Mas vale registrar que foram nos anos em que Roraima mais arrecadou dinheiro em todos os tempos. Na atual gestão as contas realmente foram saneadas, os repasses constitucionais ocorrem dentro do prazo, os salários são pagos em dia, os fornecedores recebem seus pagamentos conforme o calendário estabelecido. Só isso. Porque obra mesmo, gestão germinativa que ofereça bem-estar à população, isso só no imaginário dos psicopatas da comunicação.

Denarium teve sorte com o começo de Governo, que seria trágico não fosse a interveniência de Romero Jucá, então senador, líder e amigo do presidente Michel Temer. Jucá articulou a primeira intervenção federal decretada pela União sobre uma administração estadual da história do País. Isso foi feito como saída para evitar uma tragédia pior e sem precedentes na história recente roraimense.

Não fosse pela visão de Romero e pela boa-vontade de Temer, depois referendado pelo Congresso Nacional, o governo de Denarium seria natimorto. Não fosse decretado aquele ato intervencionista, Denarium não resistiria ao primeiro trimestre. A ingerência da União deu a Denarium o folego que carecia para começar aquele governo precário com uma certa folga.

Denarium herdaria uma gestão desgraçada, sem dinheiro para pagar servidor e com um volume enorme de contas a pagar. Não teria dinheiro para comprar o básico e prover a administração das necessidades diárias. Ou seja, seria uma tragédia. Mas foi salvo por uma intervenção, acreditem.

E os anos seguintes ao início da gestão de Denarium, em 2019, é por demais conhecido do povo roraimense. Não foi feito absolutamente nada como ação de Governo. No segundo ano a gestão de Denarium foi ainda mais travada pela pandemia que parou praticamente tudo no Estado. Mas mesmo sem habilidade para o ofício, por absoluta incapacidade de gerir um Estado, Denarium foi predestinado com a calamidade da Covid e o Estado encheu os cofres de dinheiro entre o início de 2020 e final de 2021. É justamente esse mesmo dinheiro que Denarium está derramando agora na tentativa de conseguir um outro mandato.

Denarium não fez nada nesses anos como gestor de Roraima. O nada a que me refiro é aquilo que todos cobram como a obrigação natural de um governante. Não há saúde satisfatória, a educação foi abandonada, as estradas estão praticamente intrafegáveis (todas, asfaltadas e vicinais), a segurança pública capenga, apesar do grande volume de dinheiro investido em equipamentos, não há sequer uma obra de vulto, não há uma sala de aula construída, os prédios públicos todos abandonados e o Estado de Roraima, ao contrário do que prega os fanáticos do marketing denarista, andou para trás. O Governo de Denarium não consegue nem colocar ônibus para transportar os alunos desde suas casas às escolas caquéticas do interior.

Essa onda massificada sobre uma boa gestão que não existe, turbinada com gastos absurdos em comunicação institucional elevando Denarium como o maior gestor de Roraima, é algo tão incoerente como repugnante. A mentira de tão repetida se torna enjoativa. Afronta gestões anteriores como as do brigadeiro Ottomar Pinto, várias vezes governador de Roraima. E de longe não se compara ao primeiro governo de Neudo Campos, onde o alicerce para a construção de Roraima, que havia sido transformado em Estado recentemente, foi fincado ali e ficou como legado até hoje.

O eleitor roraimense certamente não se deixará encantar com essa lorota de Denarium. O maior feito de Denarium até aqui, foi concluir a obra de um anexo do Hospital Geral de Roraima, herdada de Anchieta e Suely. Mesmo assim levou quase todo o tempo de sua gestão para terminar aquele bloco, ainda assim deixou o pedaço do Hospital inconcluso, sem equipamentos e pessoal para atender o povo. O resto, ah, o resto é conversa fiada!. Puro ilusionismo, e nesse golpe de mágica o povo de Roraima não cai.

Denarium acumulou dinheiro, muito dinheiro nesses quase quatro anos. Muita gente enricou com Denarium no Governo. Mas a população continua desprovida dos serviços básicos e essenciais. Ele acha que vai conquistar o povo e o eleitorado com a distribuição de um prato de comida como se quase todo mundo em Roraima vivesse na miséria, passando fome. Portanto, Denarium peca por acreditar na mentira que o pessoal da comunicação está contando.

Parece que os aloprados da comunicação de Denarium assumiram a patologia esquisofrênica de Joseph Goebbels, o ministro de comunicação de Hitler que inventou aquela lorota “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Isso aqui não cola. Porque A verdade sobre o governo de Antonio Oliverio Garcia de Almeida, o Denarium, a população de Roraima sabe de “cor e salteado”.

E num deixa de ser interessante observar que os gênios da comunicação de Denarium contam a mesme “estória” mil vezes mas não mostram o feito. Afinal onde está aquilo que foi realizado nos últimos 3 anos? Em resumo, a mentira tem perna curta, diz o ditado popular. Nesse caso nem perna ela tem!!!

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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