Em junho de 2021, o governo de Roraima fechou o prédio da maternidade para fazer obras de ampliação e reforma, e transferiu os atendimentos para as instalações provisórias. A reforma duraria seis meses, mas as obras atrasaram, e o governo do estado prorrogou seguidamente o contrato do aluguel da maternidade de lona, que hoje custa R$ 1,2 milhão por mês aos cofres públicos.
A maternidade atende ainda a população indígena, refugiados da Venezuela e imigrantes Guiana, além de pacientes graves de hospitais particulares - nenhum deles dispõe de UTI neonatal. O Ministério Público cobra do governo do estado a ampliação do atendimento e a construção de outra maternidade.
“Não é possível você dar o melhor tratamento, a melhor atenção com essa demanda tão alta, com essas situações de medicamentos, insumos e a estrutura que os temos ali”, afirma o promotor Igor Naves.
Edson Castro, novo secretário secretário de Saúde de Roraima, subistutituto de Cecília Lorenzon, afastada pela Justiça Federal, disse que as reformas da maternidade serão concluídas em março e o novo prédio será entregue à população.
Fonte: Jornal Nacional