Deputados estaduais de Roraima aprovam prorrogação dos trabalhos da CPI das Terras por mais 120 dias

CPI foi instaurada em fevereiro deste ano para apurar irregularidades na concessão e regularização fundiária

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Deputados estaduais de Roraima aprovam prorrogação dos trabalhos da CPI das Terras por mais 120 dias
Foto: Divulgação/SupCom

Instaurada em 24 de fevereiro de 2025, a CPI da Grilagem de Terras foi criada com base em denúncias encaminhadas pelo Ministério Público de Contas (MPC-RR), com o objetivo de investigar esquemas de ocupação ilegal e fraudes na regularização fundiária em Roraima.

A primeira reunião da comissão ocorreu em Rorainópolis, onde moradores relataram ameaças, tortura e destruição de propriedades. Desde então, os parlamentares realizaram oitivas com vítimas, testemunhas e servidores públicos.

Um dos momentos mais tensos foi a prisão em flagrante do procurador Jamiro Alves da Silva, por falso testemunho, durante audiência sobre disputa de terras na zona rural de Boa Vista.

A comissão também foi responsável por transformar o status da então presidente do Iteraima, Dilma Costa, e do diretor de Governança Fundiária, João Sílvio Silva, de testemunhas para investigados, ambos suspeitos de obstruir as investigações. Dias depois, Dilma foi afastada do cargo.

A CPI realizou diligências em diversas áreas rurais, como a Vicinal Zé Valdo, Gleba Equador, no município de Rorainópolis, e a Gleba Baliza, em Caroebe, constatando irregularidades e documentos fraudulentos. Também apresentou relatório preliminar ao novo presidente do Iteraima, recomendando o cancelamento de títulos suspeitos nas glebas Baliza, Equador, Ereu, Cauamé e PDA Anauá.

No dia 15 de setembro, o colegiado anunciou o indiciamento de 16 pessoas, entre elas a ex-presidente do Iteraima, servidores, técnicos e empresários. O relatório parcial, com mais de 80 páginas, aponta crimes como fraude, falsidade ideológica, organização criminosa e usurpação de terras públicas, e recomenda o envio de cópias às autoridades competentes, como o Ministério Público, Polícia Civil e Federal, Tribunal de Contas e Banco Central.

Com a prorrogação aprovada, a CPI terá mais quatro meses para concluir as diligências em andamento e apresentar o relatório final ao plenário da Assembleia Legislativa.

 


FONTE: SupCom/Assembleia
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