Sem Maduro, oposição venezuelana exige novo órgão eleitoral
A oposição venezuelana apresentou um plano de transição democrática e exigiu a reforma de todos os poderes do governo para garantir novas eleições no país.
A Plataforma de Unidade Democrática lançou um roteiro para a mudança política no país. A aliança, que reúne oito partidos de oposição, quer garantir uma transição segura após o fim do prazo de 90 dias de ausência de Nicolás Maduro.
Os líderes políticos exigem que a presidente interina, Delcy Rodríguez, convoque novas eleições. Eles também pedem a restauração das garantias constitucionais, o fim das inelegibilidades políticas e a devolução dos símbolos partidários aos representantes originais.
A oposição cobra a libertação dos presos políticos e o fim da perseguição estatal. O grupo defende o desmonte do aparato repressivo do governo e a criação de condições seguras para o retorno dos exilados venezuelanos ao país.
Um advogado trabalhista foi preso em Táchira neste domingo. Edwin Sambrano acabou detido por policiais sob acusações políticas, segundo o comunicado oficial da organização da qual o profissional faz parte.
Na semana passada, a oposição pediu a convocação de eleições presidenciais na Venezuela diante da "ausência absoluta" do presidente deposto Nicolás Maduro. Ele aguarda julgamento nos Estados Unidos por tráfico de drogas. Ele foi preso em 3 de janeiro durante uma operação militar norte-americana, meses após a oposição denunciar fraudes na eleição de julho de 2024.
Pedido do Partido Vente acontece após o vencimento do prazo de 90 dias estabelecido na Constituição para organizar eleições diante da falta do presidente. "Devem ser convocadas eleições presidenciais nos 30 dias seguintes a essa declaração", disse o comunicado da legenda da líder opositora e Nobel da Paz, María Corina Machado.