Naufrágio de balsa Na Guiana deixa ao menos 41 mortos e dezenas de desaparecidos

Embarcação partiu de Georgetown no sábado à noite com destino a uma vila no noroeste do país. Número de pessoas a bordo era superior ao registrado oficialmente, dizem autoridades

Por Agências Internacionais
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Equipes de resgate trabalham após o naufrágio do MV Barima, na costa da Guiana. Foto: Bishop Juan Edghil/Reuters

Pelo menos 41 pessoas morreram após uma balsa com mais de uma centena de pessoas a bordo virar na costa da Guiana no fim de semana, informou o governo do primeiro-ministro Mark Phillips na segunda-feira (20).

A embarcação naufragou no sábado (18) à noite, algumas horas depois de ter partido da capital Georgetown para navegar pelo mar antes de subir um rio para chegar a vila de Port Kaituma, localizada no noroeste do país.

"Ao todo, 41 corpos já foram recuperados", informa o relatório. Ao balanço anterior, que registrava 27 mortos, somaram-se nesta terça-feira mais 14 vítimas. O novo balanço contabiliza ainda 77 pessoas resgatadas, oito a mais do que no dia anterior. Enquanto isso, dezenas continuam desaparecidas.

Em um relatório divulgado pela manhã de segunda-feira, o governo informou que "continua mobilizando todos os recursos disponíveis para localizar e contabilizar cada uma das pessoas que se encontravam a bordo do MV Barima no momento do trágico incidente".

Os trabalhos de busca começaram na madrugada de domingo (19), quando as autoridades receberam o primeiro pedido de socorro. Equipes da defesa civil e pescadores locais fazem as buscas.

O premiê disse que os cálculos oficiais indicam que a balsa levava 179 pessoas a bordo, número superior aos 133 que estavam inscritos na lista de passageiros oficial.

Phillips destacou que cerca de 15 mergulhadores militares vindos da Guiana Francesa estão utilizando equipamentos de empresas de petróleo nas operações de busca.

Após declarar no domingo que dois membros da tripulação haviam testado positivo para consumo de cannabis, o premiê disse na segunda-feira que isso estava sob investigação e que o capitão da embarcação foi "submetido a testes".

"Durante esse procedimento, a guarda costeira colocou o capitão sob custódia", relatou, dizendo que será realizada uma investigação para determinar as medidas a serem tomadas em relação a possíveis irregularidades na lista de passageiros e sobrecarga, e aos resultados dos testes de drogas.

O naufrágio se tornou uma grande tragédia para este pequeno país da América do Sul, com pouco menos de 1 milhão de habitantes.