Daniel Trindade era investigado por montar milícia mas foi preso pela PF por suspeita de compra de votos

Daniel Trindade (PL) também é investigado por crimes ambientais e exercício ilegal da profissão. Juiz determinou buscas em endereços do político na capital e no Cantá.

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Daniel Trindade era investigado por montar milícia mas foi preso pela PF por suspeita de compra de votos
PF faz operação na casa do candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL), em Boa Vista. — Foto: Kailane Souza/Rede Amazônica

A Polícia Federal (PF) prendeu o candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL) por suspeita de compra de votos, durante uma operação na manhã desta sexta-feira (25), em Boa Vista. 

Na ação, eram cumpridos mandados de busca e apreensão por uma investigação que apura o envolvimento do político na criação de uma milícia privada e crimes ambientais em Roraima. 

A Rede Amazônica apurou, no entanto, que foram encontrados indícios de crimes eleitorais e que o candidato deve ser levado para a sede da PF em Roraima. Os agentes realizam as buscas em endereços ligados ao político em Boa Vista e no município do Cantá, ao Norte do estado.

A ação foi autorizada pelo juiz Victor Oliveira de Queiroz, da 4ª Vara Federal Criminal de Roraima. No início da manhã, viaturas caracterizadas e descaracterizadas estiveram nos endereços na capital.

As investigações da PF apontam que o candidato estaria envolvido na formação de um grupo armado paralelo, incentivo ao crime e receptação qualificada (guarda de produtos ilícitos). Ele também é suspeito de atrapalhar a fiscalização ambiental e expor a vida de outras pessoas a risco.

Na decisão, o juiz determinou a apreensão de documentos e aparelhos eletrônicos para perícia. O magistrado também autorizou que o político seja revistado em via pública, já que ele viaja constantemente pelo interior em campanha eleitoral.

A Justiça também proibiu Daniel de entrar em terras indígenas de Roraima ou de manter contato com membros da Comunidade Napoleão e com o presidente da Associação dos Arqueiros do estado.

Além disso, um curso de segurança privada ministrado pelo candidato foi suspenso por 180 dias, pois funcionava sem autorização legal. Caso descumpra qualquer uma das restrições, o político poderá ter a prisão preventiva decretada.


FONTE: Com informações: Rede Amazônica|G1RR
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