CORRUPÇÃO ELEITORAL: Jalser é alvo de nova operação da PF que envolvem também a mãe dele

PF suspeita que candidato a deputado estadual do PSDB compraria votos de 12 mil eleitores com R$ 4 milhões.

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Agente da PF em frente à casa da mãe do candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB). — Foto: Marcelo Marques/Rede Amazônica

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (1º) a Operação Lemming, com o objetivo de aprofundar investigação que apura a possível prática de corrupção eleitoral e associação criminosa pelo ex-deputado Jalser Renier, candidato a deputado estadual pelo PSDB.

A operação é desdobramento da prisão em flagrante de Jalser na semana passada, ocasião em que foram apreendidos documentos posteriormente analisados pela equipe investigativa. A mãe de Jalser, Itelvina da Costa Padilha, também é alvo da operação.

São cumpridos seis mandados de busca e apreensão, por determinação da Justiça Eleitoral. A operação também determinou medidas cautelares contra os investigados. Entre as medidas estão a proibição de contato entre os investigados, a vedação à realização de saques em espécie e o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 4.228.100.

A PF suspeita que o candidato compraria votos de 12 mil eleitores e planejava gastar R$ 4 milhões com o crime eleitoral.

A operação ocorre uma semana após Jalser ter sido preso em flagrante pela PF por suspeita de compra de votos. Ele passou uma noite no presídio, mas foi liberado após passar pela audiência de custódia e pagar fiança.

Segundo a PF , a operação desta quinta é desdobramento dessa prisão em flagrante de Jalser na semana passada. Na ocasião, foram apreendidos documentos que passaram por análise dos investigadores.

A partir desse material, a PF afirma ter identificado indícios da existência de uma estrutura voltada à cooptação ilícita de eleitores.

As medidas têm como objetivo preservar provas, impedir interferências na investigação e evitar a continuidade das condutas sob apuração.

A prisao

Jalser foi preso nesta quinta-feira (24) pela Polícia Federal (PF), em Boa Vista, e passou a noite na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc). Agentes encontraram no escritório dele R$ 19 mil em dinheiro e planilhas relacionadas à campanha, o que levantou a suspeita de compra de votos.

A operação da PF investigava lavagem de dinheiro. O g1 apurou que documentos apreendidos continham anotações com a sigla “BU”, o que pode indicar uma possível compra de votos.

 

 

FONTE: Comunicação Social da Polícia Federal em Roraima