O candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB) foi preso preventivamente por compra de votos na manhã desta quinta-feira (1º), em Boa Vista. Ele foi alvo da Polícia Federal durante a Operação Lemming.
Esta é a segunda prisão dele por crime eleitoral em uma semana. Jalser foi preso na própria casa e levado à sede da PF em Roraima por agentes de elite do Grupo de Pronta Intervenção (GPI).
Agentes investigam suspeitas de corrupção eleitoral e associação criminosa nas eleições de 2026 em Roraima. A estrutura ilícita visava beneficiar a candidatura de Jalser e também da esposa dele e candidata a deputada federal, Tatyanne Aguillera Padilha, a Dra. Taty (PSDB).
Além da prisão preventiva de Jalser, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços de investigados em Boa Vista, no Cantá e em Caracaraí, por determinação da Justiça Eleitoral. A operação também determinou medidas cautelares contra eles.
Entre as medidas estão a proibição de contato entre os investigados, a vedação à realização de saques em espécie e o bloqueio de bens e valores, sendo R$ 2.449.300 referentes ao casal Jalser e Tatyanne e o restante dividido entre seis coordenadores, chegando ao limite de R$ 4.228.100. Também foram alvos:
Operação Lemming
Além da prisão de Jalser Renier, a Operação Lemming cumpriu seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral, além da aplicação de medidas cautelares e bloqueio de bens e valores de até R$ 4,2 milhões.
A ação desta quinta-feira é um desdobramento da Operação Filargíria, em que ele também foi preso em flagrante por suspeita de crimes eleitorais. Na ocasião, a PF encontrou lista de nomes de pessoas e R$ 19 mil em espécie. Segundo a defesa de Renier, os valores possuem origem lícita e natureza pessoal, sem relação com compra de votos, e os documentos estariam relacionados à organização financeira da campanha e à contratação de cabos eleitorais.
Jalser teve o mandato cassado em 2022 pela Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) por quebra de decoro parlamentar, após ser acusado de mandar sequestrar o jornalista Romano dos Anjos, em 2020.
A cassação tinha tornado o ex-deputado inelegível por oito anos, mas em agosto deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, concedeu liminar para suspender parcialmente os efeitos da cassação.