Jalser Renier é preso pela PF por compra de votos pela segunda vez em uma semana

Candidato a deputado estadual volta a ser preso uma semana após ser alvo de operação por crimes eleitorais. Dessa vez, polícia também fez buscas na casa da mãe dele.

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Jalser Renier é preso pela PF por compra de votos pela segunda vez em uma semana
Foto: Reprodução|Rede Amazônica

O candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB) foi preso preventivamente por compra de votos na manhã desta quinta-feira (1º), em Boa Vista. Ele foi alvo da Polícia Federal durante a Operação Lemming.

Esta é a segunda prisão dele por crime eleitoral em uma semana. Jalser foi preso na própria casa e levado à sede da PF em Roraima por agentes de elite do Grupo de Pronta Intervenção (GPI).

Agentes investigam suspeitas de corrupção eleitoral e associação criminosa nas eleições de 2026 em Roraima. A estrutura ilícita visava beneficiar a candidatura de Jalser e também da esposa dele e candidata a deputada federal, Tatyanne Aguillera Padilha, a Dra. Taty (PSDB).

Além da prisão preventiva de Jalser, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços de investigados em Boa Vista, no Cantá e em Caracaraí, por determinação da Justiça Eleitoral. A operação também determinou medidas cautelares contra eles.

Entre as medidas estão a proibição de contato entre os investigados, a vedação à realização de saques em espécie e o bloqueio de bens e valores, sendo R$ 2.449.300 referentes ao casal Jalser e Tatyanne e o restante dividido entre seis coordenadores, chegando ao limite de R$ 4.228.100. Também foram alvos:

  • Itelvina da Costa Padilha (Mãe de Jalser): Intermediadora de cotas do esquema. Ela foi alvo de busca e apreensão.
  • Rosilany Maria Marques Pereira Stefanello: Coordenadora de campanha de Jalser. Ela foi alvo de busca e apreensão e teve de R$ 313,8 mil bloqueados.
  • Marcio Jose Bergmann: Coordenador do esquema no Cantá (RR). Ele foi alvo de busca e apreensão e teve R$ 180 mil bloqueados.
  • Daniel Cavalcante Rigo: Coordenador do esquema em Caracaraí. Ele foi alvo de busca e apreensão e teve R$ 250 mil bloqueados.
  • Rosineide Araujo Xavier: Coordenadora do esquema em Boa Vista. Ele foi alvo de busca e apreensão e teve R$ 94 mil bloqueados.
  • Joao dos Santos Moura: Coordenador do esquema em Boa Vista. Ele foi alvo de busca e apreensão e teve R$ 66 mil bloqueados.

Operação Lemming

Além da prisão de Jalser Renier, a Operação Lemming cumpriu seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral, além da aplicação de medidas cautelares e bloqueio de bens e valores de até R$ 4,2 milhões.

A ação desta quinta-feira é um desdobramento da Operação Filargíria, em que ele também foi preso em flagrante por suspeita de crimes eleitorais. Na ocasião, a PF encontrou lista de nomes de pessoas e R$ 19 mil em espécie. Segundo a defesa de Renier, os valores possuem origem lícita e natureza pessoal, sem relação com compra de votos, e os documentos estariam relacionados à organização financeira da campanha e à contratação de cabos eleitorais.

Cassado

Jalser teve o mandato cassado em 2022 pela Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) por quebra de decoro parlamentar, após ser acusado de mandar sequestrar o jornalista Romano dos Anjos, em 2020.

A cassação tinha tornado o ex-deputado inelegível por oito anos, mas em agosto deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, concedeu liminar para suspender parcialmente os efeitos da cassação. 


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