Projeto Água Viva passa por Roraima para registrar cavalos selvagens, povos indígenas e recuperação ambiental

Ambientalista e fotógrafo Mario Barila percorre diferentes regiões do Estado para ampliar o acervo do projeto e apoiar a Rede de Sementes da Serra da Lua

Por LILÁS COMUNICAÇÃO
3 Min

Foto: Mário Barila
Foto: Mário Barila

O fotógrafo e ambientalista Mario Barila desembarcou em Roraima para mais uma etapa do Projeto Água Vida, iniciativa que utiliza a fotografia como instrumento de registro e conscientização sobre a preservação ambiental. Durante a passagem pelo estado, Barila percorreu diferentes territórios para registrar a fauna local e conhecer de perto iniciativas desenvolvidas por comunidades indígenas para a recuperação de áreas degradadas.

Um dos primeiros registros foi dos cavalos selvagens que vivem em áreas rurais de Roraima. Esses animais são conhecidos como cavalos-lavradeiros, uma das últimas populações de equinos Ferais do mundo, animais domésticos que voltaram ao estado selvagem.

A intenção de Barila em fotografar esses animais é chamar atenção para uma realidade pouco conhecida, relacionada à presença e à preservação dos cavalos selvagens no estado.

Após passagem por Boa Vista, Mario Barila seguiu para a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, onde, com acompanhamento de um guia que possui trânsito junto às comunidades indígenas, o fotógrafo pretende registrar o cotidiano dos povos que vivem no território e ampliar o acervo do Projeto Água Vida.

A Terra Indígena Raposa Serra do Sol está localizada no nordeste de Roraima e reúne diferentes povos indígenas, entre eles macuxis, ingaricós, patamonas, taurepangues e uapixanas. O território também reúne diferentes paisagens, incluindo áreas de lavrado e regiões montanhosas.

Fotografia como registro e instrumento de transformação

A passagem de Barila por Roraima também tem como foco uma iniciativa diretamente ligada à recuperação ambiental. O Projeto Água Vida apoia a Rede de Sementes da Serra da Lua, formada por coletores de sementes de diferentes etnias indígenas que atuam na coleta e no plantio de espécies destinadas à recuperação de áreas degradadas.

Além da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, Barila também fez registros em Boa Vista, ampliando o olhar sobre as diferentes realidades ambientais encontradas no Estado.

A expedição deu continuidade ao trabalho do ambientalista e fotógrafo de transformar experiências vividas em campo em imagens que possam contribuir para ampliar a percepção sobre a importância da conservação da natureza, da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais.

Sobre o Projeto Água Vida

Criado, em 2014 pelo ambientalista e fotógrafo Mario Barila, o Projeto Água Vida tem como objetivo desenvolver e realizar ações em prol da preservação ambiental, educação ecológica e resgate de cidadania, destacando a importância vital da água para a vida no planeta.

Sensibilizado com as questões ambientais e sociais observadas em suas viagens pelo país e exterior, Barila utiliza a fotografia como ferramenta de conscientização ambiental, registrando espécies ameaçadas, a realidade das comunidades locais e a luta pela preservação da vida e do planeta.

Os interessados em conhecer mais sobre as atividades do Projeto Água Vida e contribuir com suas iniciativas podem acessar o site ou o perfil no Instagram @mariobarilafilho.


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