“A lista de delitos cometidos em Yapacana é muito extensa", afirma Maria Teresa Quispe, socióloga e diretora do grupo de trabalho e pesquisa sobre a Amazônia venezuelana Watanibe. Ao Brasil de Fato, ela afirma que os delitos ambientais como a derrubada da vegetação local e a contaminação de solos e rios está acompanhada de outros crimes gerados pelo garimpo ilegal, como trabalho forçado, tráfico de mulheres, contrabando e tráfico de drogas. É uma zona protegida que representa um valioso recurso científico, com um patrimônio biológico pioneiro e se isso tudo for devastado é extremamente complexo, para não dizer impossível, de se recuperar”, diz. Yapacana também conta com um tepui, formação geológica montanhosa que possui laterais verticais e um cume praticamente plano que chega a 1.345 metros de altitude.
“Suas estruturas de governança foram fragmentadas por conta de opiniões divergentes a respeito da atividade extrativista, em consequência, as possibilidades de enfrentarem grupos externos são cada vez menores. Tudo isso afeta a capacidade produtiva desses povos em suas terras e com seus recursos”, afirma.