ACREDITEM: Cadeirante chefiava núcleo de organização criminosa em Roraima.

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O cadeirante João Oliveira da Costa, de 24 anos, era o cabeça da base de uma organização criminosa responsável por executar rivais em Roraima. Ele e mais 24 integrantes da orcrim foram alvos da Polícia Federal nessa terça-feira (31) na operação “Presente Grego”, uma ironia ao aniversário da facção comemorada no mesmo dia da ação policial.

Além dos mandados de prisão, a PF também cumpriu 21 de busca e apreensão em Roraima e no Amazonas. Oliveira da Costa, embora limitado fisicamente, ordenava a comparsas, inclusive mulheres, a assassinarem de forma cruel rivais de outra facção.

As vítimas eram submetidas ao “tribunal do crime”, que sempre ocorria em locais ermos, na presença de diversos integrantes da mesma organização. Homens e mulheres empunhavam armas de fogo, machados e terçados, usados para matar e esquartejar os desafetos.

Em um dos casos, ocorrido há três meses, a vítima, um jovem de 20 anos, conseguiu escapar do grupo de executores e conseguiu pedir ajuda. Ele informou a policiais militares que havia sido mantido em cárcere privado onde passou pelo julgamento do “tribunal do crime”, e o algoz, Oliveira da Costa determinou sua morte.

A PM fez diligências e prendeu o grupo criminoso, menos Oliveira da Costa. O cabeça da organização já foi alvo de uma tentativa de homicídio em 2018. Levou dois tiros e sobreviveu. Oliveira da Costa não conseguiu escapar da investigação da PF. O suspeito foi levado pelos policiais em ambulância para sede da polícia.

Com ele, foram apreendidos ainda drogas, sendo autuado em flagrante por tráfico de entorpecentes. Ele e os demais integrantes da organização criminosa foram levados ao sistema prisional do estado. A Polícia seguirá investigando o caso.

Conforme o inquérito policial, os próprios faccionados estavam se queixando das dificuldades em preencher os “cargos” da organização, de forma que a facção enviou criminosos de outros estados para coordenarem a reestruturação do grupo.

Em dois meses, a PF identificou as novas lideranças no estado e também constatou o retorno de alguns condenados por participação em organização criminosa atuando na linha de frente do grupo.

Os crimes atribuídos aos investigados são participação em organização criminosa com uso de arma de fogo e com agravamento da pena para quem exerce o comando da organização, além do crime de tráfico de drogas. As penas destes crimes, somadas, podem ultrapassar os 25 anos de prisão.

Informações: Luiz Valério

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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