Estrada asfaltada para ligar Roraima a Georgetown e agronegócio estão na pauta bilateral de Guiana e Brasil.

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A viabilidade de uma ligação rodoviária entre Georgetown e Boa Vista está sendo considerada após a visita do presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (6). A cooperação e o avanço do FUTURO entre a Guiana e o Brasil serão impulsionados por uma estrutura acionável que foi acordada pelos presidentes de ambas as nações sul-americanas, no encontro desta sexta-feira (7).

O quadro estratégico que se concentra em quatro áreas principais: agricultura e comércio, energia, segurança energética e infraestrutura e segurança foi desenvolvido após extensas discussões que, em alguns casos, antecederam até a visita do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, à Guiana na sexta-feira.

A Guiana e o Brasil estabeleceram relações diplomáticas em 26 de agosto de 1968, e desde então as duas nações vêm cooperando em áreas como comércio, saúde, agricultura, transporte e questões de segurança. “Tivemos a oportunidade de elaborar e concretizar um plano de ação, avançando em quatro áreas”, disse o presidente, Dr. Irfaan Ali, em comunicado no Centro de Conferências Arthur Chung após seu envolvimento com o presidente Bolsonaro.

Ele continuou dizendo: “Concordamos em uma estrutura acionável para avançar em todas essas áreas”. Ao delinear os planos específicos, o presidente Ali disse que, na área de infraestrutura, há planos para o estabelecimento de um porto de águas profundas, a ligação rodoviária entre Linden e Lethem, que ligaria essencialmente a Guiana ao Brasil, conectividade por fibra ótica, um corredor energético e uma Zona Franca.

Esses projetos, em conjunto, agora serão examinados coletivamente em vez de individualmente, e um cronograma para avanço nessa área seria determinado por uma equipe composta por investidores e autoridades do Brasil e da Guiana. O presidente Bolsonaro também expressou otimismo ao falar dos planos de criação desse grupo de trabalho conjunto.

ESTRATÉGIA DE GÁS NATURAL


Além disso, na área de energia, os dois países planejam trabalhar juntos em uma estratégia de gás natural que orientará como os recursos da Guiana e do Brasil podem ser integrados e utilizados para benefícios mútuos. Planos para uma estratégia semelhante entre a Guiana e o Suriname também estão em andamento.

Os recursos na Bacia da Guiana-Suriname são estimados em mais de 10 bilhões de barris de óleo equivalente e mais de 30 trilhões de pés cúbicos de gás, enquanto o Brasil é um player de renome na indústria global de petróleo e gás. Além de petróleo e gás, o presidente Ali disse que os governos da Guiana e do Brasil também examinarão o potencial de projetos hidrelétricos, que fariam parte de uma estrutura holística para a produção de energia.

O plano abrangente, que inclui o Suriname, é criar um corredor de energia, que deverá ver os países se unindo para compartilhar o poder, com base no entendimento coletivo de suas necessidades e capacidade de fornecimento. Este e outros tópicos foram discutidos em janeiro, quando o presidente Ali se reuniu com o presidente Bolsonaro e o chefe de Estado do Suriname, Chandrikapersad Santokhi, no Suriname.

A agricultura, outro tema examinado pelos três presidentes, também faz parte do quadro de desenvolvimento entre Guiana e Brasil. “Espera-se que uma equipe elabore um plano agressivo de expansão de mercados, remoção de barreiras, como implantar novas tecnologias, fluxo de processos, arranjos institucionais, criação de um polo de processamento e transbordo de agroprodutos e produtos também para a CARICOM”, disse o presidente Ali.

Tudo isso, segundo ele, está ligado a acordos e arranjos comerciais, que foram amplamente discutidos pelos dois presidentes. Parte do aprimoramento da cooperação econômica é intensificar a segurança e, cientes disso, os presidentes Ali e Bolsonaro discutiram áreas de tecnologia de hardware e software e o fortalecimento da capacidade de recursos humanos.

“Na tecnologia de hardware e software, há compartilhamento de inteligência; um plano mestre de segurança será desenvolvido para apoiar a arquitetura de ambos os países e compartilhar responsabilidades e desafios… Também analisaremos a implantação de tecnologia de maneira conjunta para proteger nossas fronteiras”, disse o presidente Ali.

INCENTIVOS


Com maior segurança, haverá mais confiança para o comércio direto e investimentos. E, para complementar esse esforço e motivar os investidores no Brasil a investir na Guiana, o presidente Bolsonaro disse que oferecerá incentivos especiais à comunidade empresarial local. O presidente brasileiro disse que para apoiar ainda mais o desenvolvimento na Guiana, a petrolífera do país, Petrobras, está pronta para oferecer suporte técnico.

“A Guiana tem um futuro brilhante e promissor pela frente, dado o petróleo e o gás, mas também porque seu governo promoveu relações mais próximas conosco. Estou certo de que os frutos serão colhidos por causa desta reunião de hoje”, disse o presidente Ali na sexta-feira.

Foi relatado que os retornos do setor devem catapultar a Guiana para as fileiras dos países mais ricos do Hemisfério Ocidental, aumentando assim o espaço fiscal do governo para investir em iniciativas voltadas à expansão da economia e à melhoria do bem-estar geral dos cidadãos.

“A Guiana está agora pronta para ser um dos países mais ricos do hemisfério; pretendemos empregar os ganhos da exploração desses depósitos em iniciativas voltadas para expandir a economia, melhorar a competitividade, oferecer às pessoas os melhores serviços sociais, aumentar a produtividade, aumentar a produção de alimentos e construir novos setores”, disse o presidente Ali em seu discurso durante um workshop virtual do corpo docente sobre a microeconomia da competitividade organizado pela Harvard Business School.

Ao pintar uma imagem vívida do que se espera do setor de petróleo e gás no curto prazo, o Dr. Ali disse que até 2025, o fluxo de caixa operacional, com base no investimento total, deve chegar a US$ 3,5 bilhões.

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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