07/02/2024 às 10h55min - Atualizada em 07/02/2024 às 10h55min

CAER vai perfurar poços artesianos para reforçar abastecimento durante a estiagem em Boa Vista e no interior

A Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) informou nesta quarta-feira (7) que vai iniciar a perfuração de 50 poços artesianos nos pontos mais críticos afetados pela estiagem em Boa Vista e no interior do estado. A medida é considerada emergencial, porém, a Companhia não deu previsão sobre quando o trabalho deve ser concluído.

As obras vão custar R$ 12 milhões aos cofres públicos - uma média de R$ 240 mil por poço. O trabalho será feito pela empresa Cepal - Construtora de Poço Artesiano e Serviço Ltda. De acordo com o presidente da Caer, James Serrador, a demora em iniciar as perfurações ocorreu devido ao processo de licitação. Em média, cada poço demora cerca de 15 dias para ser perfurado.
"A Caer já concluiu a licitação dos poços artesianos, e agora ainda na primeira quinzena de fevereiro iniciaremos o cronograma de perfuração dos 50 novos poços que vão atender tanto a capital Boa Vista como também o interior do Estado, nas localidades em que Companhia opera", disse James.

Em Boa Vista serão perfurados 20 poços. Inicialmente, um poço no bairro Jóquei Clube e um no Jardim Floresta, todos com áreas pré-definidas nos bairros para receber a estrutura. Nas áreas dos Centros de Reservação e Distribuição, a empresa também vai reforçar o abastecimento aumentando a quantidade de poços, perfurando duas unidades no CRD Pintolândia, duas no CRD Tancredo Neves e três no CRD Cidade Satélite.

No interior serão atendidos os munucípios de Pacaraima, com a perfuração de dois poços; a Vila Campos Novos, em Mucajaí, com mais dois poços; e Rorainópolis, com a perfuração de mais três poços artesianos.

Situação é considerada 'crítica'
A Caer avalia como crítica a situação de abastecimento de água no estado em razão da estiagem, que tem afetado as barragens, reservas e produção de água potável, especialmente, no interior. A Companhia atribui o problema ao fenômeno climático El nino.

"Já estamos vivendo uma situação crítica por conta da forte estiagem que acontece no nosso estado, com uma redução drástica do nível do Rio Branco, já praticamente com o nível negativo, aliado à redução da produção dos poços e aumento do consumo em função do calor. Estamos envidando todos os nossos esforços operacionais para atenuar a situação, que somente será resolvida com a recomposição do lençol freático, quando houver chuva suficiente", declarou o presidente.

Fonte: G1/RR

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