A China Concord Resources Corp (CCRC) iniciou o desenvolvimento de dois campos de petróleo na Venezuela, com um plano de investimento superior a US$ 1 bilhão para produzir 60 mil barris diários de petróleo cru até o final de 2026, conforme revelou um executivo envolvido no projeto à agência Reuters.
Este investimento representa uma estratégica movimentação de uma empresa privada chinesa no país da OPEP, que enfrenta dificuldades para atrair capital estrangeiro devido às sanções impostas pelos EUA. Os valores e metas de produção são divulgados pela primeira vez.
A CCRC assinou um contrato de partilha de produção de 20 anos em maio de 2024 para operar os campos Lago Cinco e Lagunillas Lago, no Lago de Maracaibo, utilizando um modelo legal criado pelo governo venezuelano para contornar as sanções.
Segundo o executivo, que falou anonimamente, a empresa, sem experiência prévia em perfuração, já enviou 60 funcionários e uma sonda para reativar aproximadamente 100 poços. A produção atual dos campos é de apenas 12 mil barris por dia.
"Por causa das sanções dos EUA ao setor petrolífero da Venezuela, nenhuma empresa de grande nome ousaria operar lá, abrindo oportunidades para pequenas empresas como a Concord". A meta é desenvolver 500 poços, destinando o petróleo leve para refino da própria PDVSA e o pesado para a China, principal compradora do crude venezuelano.