Governo confirma oferta de nova fronteira para exploração de petróleo na bacia do Tacutu em Roraima

Bacia do Tacutu, em Roraima, entrará em leilão de outubro se petroleiras indicarem interesse até 31 de agosto. Ambientalistas veem impactos em cinco terras indígenas na região

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A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) confirmou nesta quinta-feira (6) dois leilões de áreas para exploração e produção de petróleo no país em 2026. Um deles oferece blocos em uma nova fronteira exploratória na amazônia.

Os dois leilões foram agendados para o dia 7 de outubro. Estão à disposição do mercado 13 áreas no pré-sal e 275 áreas em outras regiões espalhadas pelo país. As ofertas são separadas porque há regras diferentes para o pré-sal desde o governo Dilma Rousseff (PT).

Entre as áreas fora do pré-sal, o governo incluiu a bacia de Tacutu, uma bacia terrestre na fronteira entre Roraima e a Guiana. A região só irá a leilão, porém, se houver manifestação de interesse de empresas petroleiras até o dia 31 de agosto.

A bacia tem uma área de 12,5 mil quilômetros quadrados divididos entre Brasil e Guiana, onde é chamada de North Savannas. Fica em uma planície a cerca de cem metros de altitude com vegetação predominante de cerrado.

A bacia do Tacutu chegou a ser avaliada pela Petrobras no início dos anos 1980, mas saiu do radar após quatro poços sem descoberta de óleo. A oferta de blocos na região foi aprovada pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) em dezembro de 2024.

Houve protestos de organizações ambientalistas. O Instituto Arayara, por exemplo, disse entender que a área dos blocos tem sobreposições com cinco áreas de influência direta em terras indígenas: Jabuti, Bom Jesus, Canauanim, Serra da Moça e São Marcos, onde vivem, ao todo, 20,6 mil pessoas.

A ANP afirmou na época que o desenho dos blocos já busca evitar as sobreposições e que sua oferta é respaldada por manifestações conjuntas dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente, que garantem aval ambiental a blocos exploratórios no país.

Combustíveis fósseis na amazônia

Há hoje na amazônia dois polos de produção de petróleo e gás, ambos em terra. O mais antigo, Urucu, fica em uma área de floresta fechada no município de Coari, cerca de 400 quilômetros ao sudoeste de Manaus. O mais recente, Azulão, fica em Silves, a 180 quilômetros da capital.

Nos dois casos, o produto principal é o gás natural. O de Urucu é levado a Manaus por um gasoduto de 600 quilômetros de extensão e o de Azulão, transportado até Roraima em caminhões para abastecer usinas térmicas. O primeiro é operado pela Petrobras e o segundo, pela Eneva.

A estatal tenta encontrar a primeira província produtora de petróleo na costa amazônica, com a perfuração do polêmico poço do bloco 59 da bacia da Foz do Amazonas. Depois de um acidente e vários adiamentos, a nova expectativa é que o poço seja concluído entre o fim de outubro e o início de setembro.

A pressão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela abertura de novas fronteiras para exploração de petróleo é alvo de protestos pelo mundo, sob o argumento de que as 

 


FONTE: ANP - Agência Nacional do Petróleo
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