Denarium precipitou-se ao anunciar dívida inexistente de R$ 8 bilhões no início do Governo.

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O economista Haroldo Amoras expôs a verdadeira dívida de Roraima em 2018.

Quando ocupou o cargo de interventor ainda em 2018, dias após a eleição em que sagrou-se governador de Roraima, Antonio Denarium se precipitou ao anunciar à época uma dívida corrente do Estado, herdada da desastrosa gestão de Suely Campos, de mais de R$ 8 bilhões.

O anuncio tinha o objetivo, claro, de reforçar um ambiente financeiro negativo que justificasse a intervenção decretada pelo Governo Federal e jogar sobre os ombros de Denarium a expectativa de que ele seria capaz de sanear o Estado e lógico auferir os louros pelo feito mais tarde.

Pois bem, três anos depois, saneado em com bilhões em caixa, Denarium vangloria-se de ter colocado Roraima no prumo, de ter quitado e atualizado as contas do Governo, de realizar pagamentos em dia, salários prontamente pago dentro do mês e outros feitos, porém um estudo do professor Haroldo Amoras – revelado e publicado na FolhaWeb – revela nos dias atuais que aquele rombo de R$ 8 bi como anunciou Denarium nunca existiu.

No apurado de Haroldo, profissional experiente na área orçamentária, secretário de Planejamento de vários governos, Denarium recebeu da gestão anterior algo em torno de R$ 1,9 bilhão. Mas por que o governador eleito se apressou em dar volume a algo inexistente?

A resposta pode ser naturalmente encontrada nas vias transversas da política em que o sujeito anuncia algo sujo no presente, para mais tarde gabar-se de que foi o responsável pela limpeza. Assim aconteceu: Denarium promoveu o ufanismo em torno da herança deixada por Suely, deu prosseguimento na difusão do desfalque nos anos seguintes e como o Estado recuperou o equilíbrio financeiro, eis que o governador aparece como o pai da criança.

Mas voltando ao apurado do professor Haroldo Amoras e disponibilizado na FolhaWeb, o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) relativo ao exercício fiscal do ano de 2018 a Dívida Consolidada Bruta do governo estadual era de R$ 1.983.484.178 (Um bilhão, novecentos e oitenta e três milhões, quatrocentos e oitenta e quatro mil e cento e setenta e oito reais). Esse panorama das contas do Governo, foi apresentado por Haroldo no domingo passado (1), durante entrevista ao programa Agenda da Semana e detalhado na FolhaBV.

Do ponto de vista técnico, com relatórios assinados pelos próprios gestores, vemos que a dívida consolidada do estado até 2017 – era de R$ 2,100 bilhões formada por empréstimos, no final de dezembro de 2018, era de R$ 1,983 bilhão. Destes, R$1, 167 bilhão era de empréstimo, tem a renegociação das dívidas de contribuições previdenciárias que em 2018 era de R$248 milhões junto ao Iper e INSS, e vem demais dívidas contratuais como por exemplo despesa de exercício anterior, junto a outros credores, mais importante aqui são os precatórios, tínhamos em 2018 o valor de R$ 71 milhões. Essas despesas em exercício anterior foram as grandes fontes do desequilíbrio do governo anterior. Em 2021 a dívida paga era de R$ 1,819 consolidada, ou seja, no ponto de vista da estabilidade o governo está organizado”, explicou Haroldo.

Portanto esses são os números oficiais e que legalmente conta, absolutamente desprovidos de qualquer vício. Por que o autor do estudo, Haroldo Eurico Amora dos Santos tem credibilidade incondicional para levá-los à mostra do grande público.

Ainda de acordo com Amoras, somando os últimos três anos e o orçamento de 2022, o estado arrecada mais de R$ 21 bilhões em quatro anos.

Se somarmos as receitas arrecadadas em 2019,2020 e 2021 nós teremos uma receita de R$14, 768 bilhões. A previsão para o orçamento geral do estado para 2022 é de quase R$ 6 bilhões. Logo teremos quase R$ 21 bilhões nos 4 anos. O que podemos dizer que de um modo geral o comportamento das finanças do estado, estão dentro de um critério, de um padrão de regular para bom, por que estamos falando de receitas efetivamente arrecadadas. Em 2021, o estado arrecadou R$ 5, 646 bilhões onde as receitas vêm basicamente de duas fontes gerais que são os tributos arrecadados (impostos, taxas), e os recursos transferidos pela União, e emendas parlamentares”, pontuou Haroldo.

Fonte: FolhaWeb

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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