O mapa dos índios venezuelanos refugiados no Brasil.

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Uma pesquisa sobre deslocamento da população indígena refugiada e migrante venezuelana no Brasil mapeou 3.328 pessoas de 825 famílias e 91 grupos de 7 etnias diferentes, originárias dos estados venezuelanos de Delta Amacuro, Monagas e Bolivar. O levantamento confirma que as principais motivações para os indígenas migrarem são a situação econômica e a insegurança alimentar.

O estudo foi elaborado em parceria entre os ministério da Cidadania, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; Funai e a Organização Internacional para as Migrações (OIM). 

Dentre os entrevistados, encontram-se indígenas das seguintes etnias: Warao (70%), Pemón (22,5%), E’ñepá (3%), Kariña (0,3%), Wayúu (0,2%), Ye’Kwana (0,1%) e Baniva (0,1%), sendo estes dois últimos povos indígenas mapeados pela primeira vez em registros oficiais referentes ao fluxo venezuelano.

Quanto ao perfil das pessoas, a maioria é do sexo masculino (52%) e metade (50%) está na faixa de 0 a 18 anos. Entre os idiomas falados pelos entrevistados, foram identificados sete, sendo o Warao (92%) o mais abrangente. A população também fala em grande parte o espanhol (77%) e o português (40%).

O estudo traz ainda as rotas utilizadas internamente no Brasil, indica que a situação documental das pessoas está regular na maioria dos casos e aponta para o nascimento de indígenas das etnias entrevistadas no país.

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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