A ex-prefeita Teresa Surita, candidata do MDB a uma das vagas de Roraima no Senado, juntou o esforço de campanha com o senador Chico Rodrigues (PSB).
Como são dois votos na disputa, Teresa e Chico optaram por uma união estratégia. Quem votar em Teresa, vota no Chico. Ou vise versa. A aposta tem tudo para dar certo.
Chico e Teresa surpreenderam o eleitorado roraimense ao aparecerem juntos em um vídeo disparado nas redes sociais. A estratégica é politicamente inteligente. Este ano Roraima elegerá dois senadores, e cada eleitor poderá escolher dois candidatos.
Os dois mais votados ficarão com as cadeiras. E é justamente aí que a campanha de Teresa e Chico encontra uma lógica eleitoral.
Teresa lidera
A pesquisa mais recente do RealTime Big Data, realizada entre 5 e 9 de setembro com 1.600 eleitores, coloca Teresa na liderança, com 25%. Na disputa pela segunda vaga, entretanto, o cenário é apertado: Nicoletti aparece com 17%, Chico Rodrigues com 16% e Helena da Asatur com 15%. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Ou seja: a primeira vaga parece caminhar para Teresa, mas a segunda continua em aberto e disutada por três candidatos fortíssimos.
Lenir Veras apoia Teresa
Teresa ganhou outro importante apoio de campana: da ex-deputada estadual e defensora Pública, Lenir Veras. Para Lenir, Teresa representa a força feminina na política de Roraima e será um referencial para o Brasil em termos de competência.
Roraima tem jeito
“Roraima tem jeito. E eu acredito que essa mudança passa pela coragem de quem conhece a nossa terra, respeita a nossa gente e está disposto a trabalhar por um futuro melhor. Tenho certeza que você vai representar as mulheres de Roraima, as lideranças femininas desse Estado e todas as pessoas de bem. Eu tenho certeza que Roraima tem jeito”, afirmou Lenir.
“É uma honra”, diz Teresa
"É uma honra receber o apoio de uma mulher como a Lenir, não só pela história dela que é linda, mas pela mulher que ela é: forte, determinada e como poucas que existem dentro da política, por isso agradeço o apoio”, declarou Teresa.
Rebeca ainda tenta
O Tribunal Regional do Rio adiou o julgamento de candidatura de Rebeca Ramagem (PL) à deputada federal nesta segunda-feira (14). O resultado parcial está em três votos a um para o deferimento, que depende do pedido de vista da desembargadora Tathiana de Carvalho Costa para ser concluído.
Procuradora em Roraima
Rebeca é procuradora concursada em Roraima mas está afastada do trabalho desde que o marido, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, fugiu para os Estados Unidos após ser condenado no inquérito da trama golpista.
Tapa na Cara
Em seu voto, o relator do caso, desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, afirmou que aceitar a candidatura de Rebeca seria um "tapa na cara no Poder Judiciário", considerando que ela é esposa de Alexandre Ramagem (PL), condenado e foragido por participação na trama golpista de 8 de janeiro. No entanto, até o momento, os demais votos foram divergentes ao dele. Desde 2025, Rebeca está morando nos EUA e faz campanha à distância para o cargo.
Indeferimento
O desembargador Paulo Cesar falou logo após o advogado de Rebeca, Bruno Beleza. Logo no início, destacou que votaria pelo indeferimento da candidatura, considerando, principalmente, a condenação de Alexandre Ramagem e presença dele na campanha da esposa.
Condenado pedindo voto
— Não se vê pedido de voto por quem foi condenado pelo 8 de janeiro. Eles estão presos, foram condenados, então, não podem estar fazendo isso. No caso em julgamento, há praticamente um pedido explícito de voto feito por um condenado que está foragido. Pelas publicações de Rebeca nas redes sociais, há projeção de continuidade do projeto de poder do sujeito que está foragido. Deferir a candidatura dela seria subverter totalmente o poder judiciário. É uma candidata que é esposa de um homem foragido e que está explicitamente pedindo votos para ela. Podemos dizer que a candidatura serve de meio à presença de organização criminosa (referência ao grupo que atuou na trama golpista) no processo eleitoral. É uma situação que me choca. É um tapa na cara no poder judiciário um sujeito foragido estar fazendo campanha — argumentou Paulo Cesar.
Confirmação de candidatura
A candidatura de Rebeca foi confirmada em julho passado. Servidora de Roraima, onde atua como procuradora do estado, Rebeca acumula, desde então, férias, prorrogações e licenças, superando a marca de oito meses sem trabalhar. Em julho, ela pediu mais uma licença para se lançar candidata.
Em home office
Até o momento, a campanha de Rebeca Ramagem tem sido feita à distância, limitando-se a publicações nas redes sociais. No Instagram, ela republica vídeos do marido e aparece em gravações onde fala da experiência como delegada de polícia, do conflito diplomático entre Brasil e Estados Unidos, além de comentários sobre o combate ao crime. Em uma publicação desta semana, após o início oficial da campanha, Rebeca diz que concorre em lugar do ex-diretor da Abin: "Meu marido não pode estar nessa disputa. Mas eu posso", escreve.
Com o pires na mão
Hélio Lopes, o Negão ou Bolsonaro, como prefere, não é decididamente o candidato do PL ao Senado. O Partido dos bolsonaro´s preferiu investir em Nicoletti para quem destinou mais de R$ 3,5 milhões. E com o pires não mão, Negão, que embolsou míseros R$ 500 mil, está fazendo vaquinha junto aos amigos para custear a campanha.
A vaquinha do Belota
Outro candidato desprestigiado no PL é o deputado estadual Marcinho Belota. Mesmo com mandato foi ignorado na distribuição de recursos do fundo partidário. Não um centavo do partido de Bolsonaro. Marcinho se vale de vaquinhas amigas e consta no portal do TSE que a até o momento arrecadou minguados R$ 13.000,00.
Gerlane, a escolhida
Enquanto nega dinheiro aos candidatos com mandatos, o PL preferiu azeitar a candidatura de Gerlane Baccarim, que disputa uma vaga à Câmara Federal. Para a esposa do senador Hiran Gonçalves foram destinados R$ 2,5 milhões. O Valor representa 40% de tudo o que o partido distribui com os demais candidatos.
Prioridade
A prioridade financeira dada à candidatura de Gerlane Baccarin à Câmara dos Deputados contrasta com a situação enfrentada por outros nomes da própria legenda, que chegaram à reta final da campanha com valores consideravelmente menores ou sem recursos nacionais.
Joner na corda bamba
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu, por maioria, aceitar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-prefeito de Bonfim, Joner Chagas, por quatro crimes relacionados a um suposto esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos.
Organização criminosa
A decisão foi assinada pelo desembargador Leão Aparecido Alves no dia 10 de setembro. Agora, Joner é réu pelos crimes de organização criminosa, apropriação ou desvio de recursos públicos, falsidade ideológica e fraude em licitação ou contrato em prejuízo à Fazenda Pública.
Transporte escolar
O caso envolve investigações sobre contratos de transporte escolar do município de Bonfim com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Conforme o MPF, as empresas contratadas seriam de “fachada” ou “fantasmas”, criadas somente para participar das licitações.