É triste e deprimente a caminhada de Hélio Fernandes Barbosa Lopes, o deputado federal carioca que se mandou para Roraima em busca de uma vaga de Senador, enviado como um soldado raso para cumprir uma missão ordenada pelo capitão Bolsonaro.
Sem dinheiro e absolutamente desprestigiado no seu Partido, o PL, o que contrasta ostensivamente com a incumbência ordenada pelo ‘seu capitão’, Hélio, que chegou aqui com Negão e luta para ter o sobrenome Bolsonaro na campanha, padece de praticamente tudo, principalmente de apoio financeiro.
Está claro também que Hélio foi abandoado no ‘altar’ do palanque do PL, porque o escolhido é Antônio Nicoletti, outro bajulador de Bolsonaro, pois é nele [Nicoletti] que a cúpula do partido aposta em uma eventual vaga de senador na eleição de outubro.
Na corrida eleitoral Hélio sequer galopa como cavalo velho. Está mais para tracajá. Entre os postulantes potenciais às duas vagas de senador, vê-se em uma amargosa posição de rabeira. Entre os cinco primeiros, não consegue passar de 9% nas pesquisas, léguas de distância de Teresa Surita e bem longe de Nicoletti, Chico Rodrigues e Helena da Asatur.
Longe de casa
De origem humilde, embora tenha sido eleito o deputado federal mais votado o Rio de Janeiro, Hélio não se proveu financeiramente para enfrentar a peleja pelo voto em Roraima, um território e bem distante de seu reduto. Resultado, sem o respaldo da família Bolsonaro e sem o caixa do PL, Hélio enfrentado dificuldade em viabilizar a campanha por ausência de caixa.
Passando a sacolinha
A situação de desespero levou Hélio ao extremo, algo singular para quem desembarcou aqui com emissário – uma espécie de apostólico – da família do ex-presidente. Na tentativa de arrecadar dinheiro e suprir as necessidades da campanha, foi buscar entre os poucos grupos que o apoiam um apoio financeiro a suprir as necessidades diárias. Hélio está com o caixa vazio, pois apenas R$ 504 mil caíram na conta, míseros R$ 500 mil do partido e uma doação de terceiros, feita por LUCAS FILIPE DE CARVALHO CUNHA no valor de R$ 4 mil.
Nas redes sociais
Nesta segunda-feira (14), Hélio evidenciou nas redes sociais o seu real desalento: disparou nas redes sociais um vídeo em que pede apoio financeiro aos eleitores e anuncia a criação de uma vaquinha online para ajudar a custear a campanha. Na gravação, o parlamentar afirma que os recursos recebidos até agora são suficientes para parte das despesas, mas diz precisar de novas contribuições para cumprir compromissos assumidos na reta final da disputa.
A vaquinha do desesperado
“Meus amigos, é sabido por todos vocês que o recurso que veio para eu (sic) fazer uma campanha vai dar para cumprir a missão […] Mas, devido a certos compromissos assumidos, eu vou precisar de uma colaboração de vocês. Eu estou fazendo aqui essa vaquinha. Qualquer um que puder contribuir para me ajudar a cumprir essa missão que o meu irmão, Jair Messias Bolsonaro, que lá está preso injustamente pelo STF, sofrendo uma suprema humilhação. Eu peço vocês, quem puder, contribua com essa vaquinha”, disse.
Nicoletti, o abastado
O pedido de doações ocorre em um cenário de diferença na distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) entre os dois candidatos do PL ao Senado por Roraima. Dados registrados no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que Nicoletti recebeu R$ 3.115.500, enquanto Hélio Lopes recebeu R$ 500 mil.
Teresa dispara
A ex-prefeita de Boa Vista Teresa Surita (MDB) lidera as intenções de voto para o Senado em Roraima, com 25%, conforme pesquisa Real Time Big Data divulgada em 10 de setembro. Nicoletti (PL) aparece em seguida, com 17%, Chico Rodrigues (PSB) tem 16% e Helena da Asatur (PSD), 15%.
Cenário consolidado
No cenário consolidado, Teresa registra 25%, seguida por Nicoletti, com 17%, Chico Rodrigues, com 16%, e Helena da Asatur, com 15%. Helio Fernando (PL) aparece com 9%, Pastor Isamar (União Brasil), com 4%, Bartô Macuxi (PSol), com 2%, e Mario Rocha (PSol), com 1%. Brancos e nulos somam 4%, enquanto 7% não souberam ou não responderam.
O Jalser de sempre
Demorou, como costumam proferir os mais jovens, o registro de um perrengue explícito, tipo briga de rua, envolvendo o ex-deputado Jalser Renier nessa campanha. E foi sempre assim, por sua conhecida petulância e metido a ‘brabo’, apesar da estatura miúda, Jalser sempre peitou desafetos sem Pânico e destemor. Seu histórico de violência é conhecido de todos.
Jalser vs. Édio Lopes
E foi nessa condição de valente e destemido que Jalser foi afrontar o ex-deputado Édio Lopes, nesta terça-feira (15) em um duelo que começou com ofensas amenas e palavras suaves no escritório e acabou em socos, solavancos e pontapés no meio da rua. O próprio Jalser confessou que foi agredido com palavras bem ásperas, foi empurrado no chão e tomou uma rasteira que o derrubou no asfalto.
Registro de BO e tudo
Já mais calmo depois do da desordem em via pública, Jalser disse que registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil após uma confusão na sede estadual do partido, em Boa Vista. Ele confirmou ter sido agredido fisicamente por Douglas Lopes, filho do candidato a deputado federal e presidente regional da sigla, Edio Lopes. Edio negou que Jalser tenha sido agredido por seus filhos e apresentou uma versão diferente. Revelou que Jalser teria se alterado durante uma conversa sobre questões administrativas das chapas estadual e federal.
O rolo envolve grana
Nem Jalser nem Édio deram a veraz versão sobre a origem da desavença. Óbvio, apontar a verdadeira razão do enfrentamento fragilizaria a já frágil candidatura de ambos, ameaçados de não alcançarem o quociente eleitoral partidário que garanta suas vagas para estadual e federal. Mas o móvito da cantilena foi? GRANA, o dinheiro que Jalser quer receber do PSDB para abastecer o fechamento de sua campanha e da esposa Dra. Taty que disputa com Édio a vaga de federal, e que não caiu ainda na conta.
Com informações: Revista Cenarium