23/09/2026 às 09h59min - Atualizada em 23/09/2026 às 09h59min

O B a BÁ DO PERÔNNICO: Rebeca Ramagem encomenda novo lote de bonecos para campanha de deputada federal no Rio de Janeiro

Expedito Peronnico

Expedito Peronnico

Política, bastidores, negócios.

Os bonecos de papelão que Receba usa como peça de campanha a deputada federal pelo Rio de Janeiro

O próximo passo da campanha da procuradora de Roraima, Rebeca Ramagem, à Câmara Federal pelo PL do Rio de Janeiro, é mandar ao Brasil um reforço de peso: um novo lote de bonecos de papelão em tamanho natural, de Rebeca e do marido da moça, o ex-deputado Alexandre Ramagem.

Como ela se encontra exilada no Estados Unidos ao lado do marido foragido Alexandre Ramagem, os representantes de celulose estão encarregados da campanha presencial no Rio. A programação inclui caminhadas, fotos com apoiadores, carreatas e presença em eventos — desde que não chova, nem vente muito.

Como a decisão definitiva que manteve sua candidatura, apesar de não morar no Brasil atualmente, a encomenda teve uma particularidade. A gráfica foi orientada a não colar os pés dos bonecos na base até o fim do julgamento.

Candidata a uma vaga na Câmara dos Deputados, Rebeca Ramagem (PL) conduz sua campanha eleitoral à distância, dos Estados Unidos, enquanto equipes percorrem as ruas do Rio de Janeiro com totens de papelão que reproduzem imagens dela e do marido, o ex-deputado Alexandre Ramagem.

Junto com o marido condenado

 Rebeca vive nos Estados Unidos com Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a trama golpista e considerado foragido da Justiça brasileira.

Campanha no ‘exilo’

O caso de Rebeca é inédito na política brasileira. Ela faz campanha em ‘home office’, sem nunca ter colocado os pés no Rio de Janeiro nesse período eleitoral. “Faço a campanha Do exílio a que a perseguição empurrou a minha família, a oito horas de voo do Rio. Não foi escolha: tive contas e salário bloqueados sem responder a processo algum. Na vitória, desembarco no meu Brasil para cumprir meu mandato do primeiro ao último dia”, afirmou Rebeca.

O Caso Master e Roraima

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de informações que apontam contatos diretos ou indiretos entre ministros da Corte, familiares e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso no âmbito das investigações sobre fraudes no sistema financeiro, entrou na campanha dos candidatos ao Senado em Roraima. A candidata do MDB, Teresa Surita, divulgou, nessa segunda-feira (21) um vídeo no qual afirmou que votará pelo impeachment de ministro do STF caso seja comprovado crime de responsabilidade.

“Vergonha!”, diz Teresa

“Eu tô com vergonha, e sei que vocês devem estar também. O que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal vêm fazendo anda revoltando e envergonhando o Brasil. Pelo jeito, eles esqueceram que ninguém, absolutamente ninguém, está acima das leis que estão escritas neste livro aqui, a nossa Constituição”, afirmou Teresa.

Competência constitucional

A candidata citou a competência constitucional do Senado para processar e julgar ministros do STF nos casos de crimes de responsabilidade. Desde que as investigações envolvendo o Banco Master ganharam repercussão, informações extraídas do celular de Vorcaro e divulgadas no âmbito das apurações passaram a revelar contatos do ex-banqueiro com autoridades e pessoas ligadas aos Três Poderes. No STF, reportagens e documentos relacionados às investigações mencionam os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux ou familiares dos magistrados.

Posição definida

Na publicação nas redes sociais, Teresa Surita afirmou qual será sua posição caso seja eleita senadora nas eleições de 4 de outubro. “Por isso, antes de escolher o seu senador, é muito importante que você saiba exatamente o que ele pensa sobre esse assunto, como ele vai se comportar se tiver que votar o impeachment de um ministro. Ele tem rabo preso com algum lado? Ele tem coragem de enfrentar os poderosos? Eu já adianto aqui, comigo não tem medo nem jeitinho, se ficar provado que o ministro cometeu crime, seja ele quem for, eu vou votar pelo impeachment”, declarou a candidata.

Mudar o STF

Surita também afirmou que pretende propor e apoiar mudanças na legislação relacionadas ao STF, entre elas alterações no processo de indicação de ministros e a criação de um código de ética para integrantes da Corte. “A crise do STF tem jeito, mas é preciso passar o Supremo a limpo e isso só será possível com um Senado que seja firme, que tenha compromisso com o povo e que não fuja das suas responsabilidades”, afirmou.

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