Mesmo cassado junto com Antonio Denarium, Edilson Damião teve assegurados os seus direitos políticos e nessa condição quer ser deputado federal.
Mas ele não pode. Pela regra eleitoral candidatos que participam do pleito deste ano obrigatoriamente teriam que renunciar a cargos ou se afastar dos empregos públicos até 5 de abril. Nessa data Damião era governador e conseguiu ficar no comando do Estado por mais 30 dias, até final de maio.
Mesmo assim fez o registro de candidatura, que será julgado em breve, podendo ser mantida ou não já que está amparado por uma decisão da Justiça Eleitoral local..
Isso garantiu a ele os benefícios do fundo partidário e foi brindado pela direção nacional do União Brasil com R$ 1 milhão partido que está sob seu comando em Roraima. Edilson pode ter a candidatura indeferida mas o dinheiro já caiu na conta
A lei é para todos
Ele está candidato porque a Justiça Eleitoral de Roraima o julgou como elegível a uma vaga de deputado federal. Apesar de um parecer emitido pela PRE (Procuradoria Regional Eleitoral) que apontava que, ao assumir o cargo, Damião estaria sujeito às mesmas regras aplicadas aos demais postulantes que renunciaram ou se desincompatibilizaram até 5 de abril.
Prazo descumprido
A manifestação, assinada pelo procurador regional eleitoral Cyro Carné Ribeiro, sustenta que o candidato está inelegível por ter descumprido o prazo de desincompatibilização do mandato de governador – seis meses antes do pleito. Segundo a legislação eleitoral brasileira, chefes do Poder Executivo precisavam renunciar aos seus respectivos cargos até o dia 4 de abril para disputar a eleição de 2026.
Decisão não é definitiva
Embora o ex-governador tenha obtido no TRE-RR a condição de elegibilidade, o órgão ministerial ressalta que a decisão não é definitiva. Isso porque o próprio MPE recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que mantém a controvérsia jurídica em aberto.
Dinheiro para os demais
O União Brasil distribuiu mais dinheiro do fundo partidário para o restante da lista de candidatos. Para os que têm mandatos – Stélio Denner (R$ 1.003.000,00), Gabriel Mota (R$ 1.004.000,00), Pastor Diniz (R$ 1.004.000,00), Zé Haroldo Cathedral (1.010.000,00) e R$ 500 mil para Cíntia Feitosa. Para as outras duas mulheres candidatas (Léslie Bantim e professora Gracinara), não foi repassado nadica de nada.
Sampaio e Shéridan aprovados
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) aprovou, por unanimidade, as candidaturas de Soldado Sampaio (Republicanos) a governador e de Shéridan Ramos (Podemos) a vice-governadora nas eleições deste ano.
No julgamento, o plenário rejeitou a ação de impugnação da federação União Progressista que pedia a exclusão dos partidos Podemos e Agir na coligação “Roraima Segue em Frente”, encabeçada por Sampaio e Shéridan.
“Incesto, Fadadilson?”
O Faradilson Mesquista e sua aventura pelo Governo de Roraima, foi exagerado em uma entrevista de Rádio e falou daquilo que não tem o menor conhecimento. Acusou a existência uma ‘relação incestuoso’ entre o governo e empresários que prestam serviço para o Estado.
O que é incesto?
Incestuoso é um adjetivo que descreve algo relativo a incesto, ou seja, uma relação sexual ou amorosa entre parentes muito próximos por sangue, como pais e filhos ou irmãos. Ou seja, ‘Fará’ terá que explicar direitinho quem tá pegando quem nessa relação.
A escalada pare a Assembleia
A disputa por uma vaga de deputado Estadual em Roraima é sem dúvida a mais disputada. A é tão concorrida e difícil, porque cada partido terá que atingir um quociente de 16.700 votos para fazer o primeiro deputado. São 243 candidatos disputando 401 mil eleitores para o preenchimento de apenas 24 vagas.
A guerra no União
A rivalidade maior está no União Brasil que tem 12 candidatos com mandatos. Mesmo o partido e seus dirigentes estão otimistas: acham que entre esses 12, pelo dez devem se reeleger. Trazer os 12 de volta à Assembleia é tarefa difícil, quase impossível.
O tiro pela culatra
O ex-prefeito Arthur Henrique, candidato do PL ao Governo, flechou o seu principal aliado, Antonio Denarium, ao interrogar o governador Soldado Sampaio sobre a precariedade das escolas estaduais no interior. Foi durante uma postagem no Instagram de campanha. O ‘tiro’ acabou acertando o ex-governador e atualmente seu principal cabo eleitoral.
Fogo amigo
Durante uma reunião política em Uiramutã, Arthur criticou publicamente as condições de uma escola indígena em Roraima, questionando a falta de paredes completas, o piso de terra batida e o estado das carteiras escolares. Detalhe, Denarium estava bem ali ao seu lado e calado estava, calado ficou.
Denarium aliás ...
...tem sido crucificado em rodadas de conversas por sua dedicação voluntariosa na campanha de Arthur. Há que diga que falta um pouco mais de decência de Denarium que se associou ao ex-prefeito sem ao menos ser convidado. Foi o oferecimento ‘0800’.
Massamy barrado
O ex-deputado estadual Massamy Eda – aquele que não tem o olho grande – teve a candidatura à Assembleia Legislativa de Roraima barrada. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por unanimidades o nome de Massamy nas eleições deste ano. Ainda cabe recurso na ação.
Barrado por condenação
A relatora, juíza Joana Sarmento de Matos, votou pela procedência de uma ação de impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE-RR) porque Eda foi condenado definitivamente a dois anos e nove meses de reclusão e ao pagamento de multa por corrupção e falsidade ideológica eleitorais. A inelegibilidade termina em 14 de junho de 2030.
E o Flávio vem a Roraima
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência tem como certa a necessidade de maior circulação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em estados da região Norte, no mês que precede o primeiro turno. Flávio portanto visitará Roraima, Rondônia e Amazonas.