Hélio Lopes o forasteiro carioca que quer fazer carreira política em Roraima como se aqui fosse terra de ninguém, acaba de sofrer um duro golpe em sua ‘missão’.
Chegou aqui como Hélio Negão mas queria agregar ao sobrenome de campanha o nome Bolsonaro achando que isso poderia elevar sua chance de conseguir uma das duas vagas de Roraima no Senado.
Mas o TRE cuidou de barrar a fantasia de Hélio e o proibiu de usar o sobrenome do ex-presidente na urna e durante a campanha. A decisão consta no processo que autorizou o registro de candidatura dele.
O nome original
"DEFIRO o pedido de registro de candidatura de HÉLIO FERNANDO BARBOSA LOPES ao cargo de Senador da República, indeferindo, contudo, a utilização do nome de urna "HELIO BOLSONARO", devendo constar na urna eletrônica o nome "HELIO FERNANDO BARBOSA LOPES", destacou a juíza relatora Joana Sarmento.
“Efeito Carona”
O Ministério Público Eleitoral também foi contra o candidato usar o nome. Segundo o parecer isso poderia gerar dúvida sobre a identidade do candidato e proporcionar uma vantagem eleitoral por associação, o chamado "efeito carona".
Novato em Roraima
Hélio Lopes “Negão” é deputado federal pelo Rio de Janeiro. Visita Roraima há algum tempo já plantando a semente para ser senador. Mas essa semente certamente não germinará.
Abertura do paraquedas
Mas foi em julho deste ano que “Negão” decidiu mostrar a face quando transferiu em julho o seu domicílio eleitoral para Boa Vista. Afirmou em vídeos publicados nas redes sociais, que a mudança ocorreu a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sem agenda de campanha
A campanha de Hélio, aliás, já faz parte do anedotário político local. Não tem agenda, há pouquíssimas reuniões onde poucas pessoas participam e nem acompanha a agenda do candidato Arthur Henrique, do seu partido. Hélio diz que veio a Roraima em nome de Deus – pura blasfêmia – e passa um pedaço da noite orando com meia dúzia de seguidores na Praça do Centro Cívico.
Pensando bem
O melhor que você faz, Hélio, é colocar a viola no saco e voltar para Nova Iguaçú (RJ), onde possui duas casinhas no valor de R$ 18 mil cada. Porque tua aventura em Roraima não terá sucesso.
O trem do pastor
As campanhas políticas em Roraima produzem muitas aberrações, muitas hilárias e até inacreditáveis. A anomalia mas atraente sem dúvida vem do Pastor Izamar, candidato ao Senado pelo União Brasil: tem como prioridade construir uma ferrovia ligando Pacaraima ao Rio Grande do Sul.
Não é brincadeira.
É uma ideia tão grandiosa que o cidadão embarca em Roraima e pode chegar ao destino depois de conhecer praticamente metade do Brasil.
Prioridades são outras
“Roraima precisa de projetos que possam sair do papel, gerar emprego, reduzir custos, melhorar a logística e resolver problemas reais. Não de uma locomotiva imaginária atravessando o Brasil inteiro”, diz o jornalista e advogado Rui Figueiredo em recente artigo.
Barrados no baile
Márcio Junqueira, Hiperion Oliveira e Regina do Tio Ivo tiveram os respectivos registros de candidaturas ao Senado Federal barrados pela Justiça Eleitoral. Os motivos são bem diferentes para cada um. No sistema DivulgaCard do TSE os nomes dos três já aparecem como “inaptos”.
Regina do Tio Ivo
O indeferimento de Regina não se deu por uma irregularidade atribuída diretamente à candidata. O problema está no primeiro suplente, Idinaldo Cardoso da Silva, que teve o registro de candidatura indeferido por não estar com a quitação eleitoral regularizada.
Hiperion de Oliveira
No caso de Hiperion de Oliveira a candidatura foi indeferida em razão de uma condenação por improbidade administrativa em 2025 que resultou na suspensão dos direitos políticos por oito anos.
Caso mais grave
No caso de Márcio Junqueira a situação é mais grave. O indeferimento está relacionado a duas condenações criminais definitivas decorrentes da campanha eleitoral de 2014. Uma das condenações envolve crime relacionado à compra de votos. A outra está ligada à apresentação de informações falsas na prestação de contas da campanha.